30 de setembro de 2011

Protetor solar a base de fosfato de cério tem maior eficácia

conseguiram obter um novo filtro solar, à base de fosfato de cério, que pode substituir com muito mais eficácia os filtros já utilizados que são produzidos a partir de óxidos de zinco e titânio. A capacidade do cério de absorver a radiação ultravioleta, segundo os pesquisadores, já é conhecida pela comunidade científica e o óxido de cério, inclusive, é utilizado em filtros solares que estão no mercado.

A pesquisa experimentou o uso de fosfato de cério como protetor solar e simplificou o processo de obtenção de suas nanopartículas por um processo mais simples”, diz Juliana Fonseca de Lima, uma das autoras do estudo. O pedido de patente do processo foi depositado junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em 2008 e, em 2010, o grupo já conseguiu o licenciamento.

Além disso, afirma a pesquisadora, foram realizados estudos de reflectância difusa, que mede a absorção dos raios ultravioleta (UV) pelo fosfato de cério, e de atividade fotocalítica, que avalia as modificações físicas e químicas da matéria na presença de luz e oxigênio. “Os resultados mostraram que o fosfato de cério apresenta alta absorção na região do UV e na avaliação do seu comportamento na presença de óleo, calor, fluxo de ar, presença de luz e agitação constatou-se que o óleo é menos degradado quando comparado aos óxidos de zinco e cério”. Juliana diz que ficou evidenciada a maior eficácia do fosfato de cério na proteção solar, pois ele é menos fotocalítico quando exposto à luz.

Segundo Juliana, até o momento óxidos de zinco e titânio têm sido usados como filtros UV inorgânicos, entretanto, eles apresentam dois grandes inconvenientes. O primeiro é que ambos manifestam elevada atividade fotocatalítica quando expostas à luz, que podem levar à fotodegradação do meio orgânico onde estão, como, por exemplo, nos cosméticos. Ou seja, eles facilitam a geração de espécies reativas que são responsáveis pela degradação do meio orgânico. E, ainda, esses óxidos foram otimizados para serem usados como pigmentos brancos, desta forma apresentam elevado índice de reflectância difusa na região visível.


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Pesquisadores do Departamento de Química da USP conseguiram obter um novo filtro solar, à base de fosfato de cério, que pode substituir com muito mais eficácia os filtros já utilizados que são produzidos a partir de óxidos de zinco e titânio. A capacidade do cério de absorver a radiação ultravioleta, segundo os pesquisadores, já é conhecida pela comunidade científica e o óxido de cério, inclusive, é utilizado em filtros solares que estão no mercado.

A pesquisa experimentou o uso de fosfato de cério como protetor solar e simplificou o processo de obtenção de suas nanopartículas por um processo mais simples”, diz Juliana Fonseca de Lima, uma das autoras do estudo. O pedido de patente do processo foi depositado junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em 2008 e, em 2010, o grupo já conseguiu o licenciamento.

Além disso, afirma a pesquisadora, foram realizados estudos de reflectância difusa, que mede a absorção dos raios ultravioleta (UV) pelo fosfato de cério, e de atividade fotocalítica, que avalia as modificações físicas e químicas da matéria na presença de luz e oxigênio. “Os resultados mostraram que o fosfato de cério apresenta alta absorção na região do UV e na avaliação do seu comportamento na presença de óleo, calor, fluxo de ar, presença de luz e agitação constatou-se que o óleo é menos degradado quando comparado aos óxidos de zinco e cério”. Juliana diz que ficou evidenciada a maior eficácia do fosfato de cério na proteção solar, pois ele é menos fotocalítico quando exposto à luz.

Segundo Juliana, até o momento óxidos de zinco e titânio têm sido usados como filtros UV inorgânicos, entretanto, eles apresentam dois grandes inconvenientes. O primeiro é que ambos manifestam elevada atividade fotocatalítica quando expostas à luz, que podem levar à fotodegradação do meio orgânico onde estão, como, por exemplo, nos cosméticos. Ou seja, eles facilitam a geração de espécies reativas que são responsáveis pela degradação do meio orgânico. E, ainda, esses óxidos foram otimizados para serem usados como pigmentos brancos, desta forma apresentam elevado índice de reflectância difusa na região visível.


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29 de setembro de 2011

Pesquisa testa Nanoemulsão de óleo de arroz para inflamações na pele

Composto formado por inúmeras partículas que medem entre 50 e 200 nanômetros (nm) à base de óleo de arroz (obtido do farelo de arroz e usado na composição de protetores solares e hidratantes), promove a melhora da hidratação e da oleosidade da pele de pessoas diagnosticadas com dermatite atópica ou psoríase. A substância, que contém água, óleo e tensoativo (produto que possibilita a mistura de água e óleo) tem a superfície de contato com a pele aumentada devido às minúsculas partículas que a formam. Ela atua como antioxidante e adjuvante no tratamento da pele ressecada de quem tem uma ou outra doença, pois ajuda na formação de uma proteção maior à camada mais externa da pele, além de evitar processos inflamatórios e reduzir a utilização de corticosteróides (hormônios sintéticos que inibem a inflamação).

Para a obtenção da nanoemulsão, a farmacêutica Daniela Spuri Bernardi testou diversos pares de tensoativos chegar a um composto estável, após 90 dias de observação das misturas. “Este cuidado é essencial para verificar se as partículas do composto mantêm o tamanho nanométrico e se o pH [indicador de acidez, alcalinidade ou neutralidade de uma solução], além da condutividade elétrica da substância, não se altera, ou seja, se há ou não perda das propriedades como cor, textura e validade do composto neste período.”

Foi realizado o procedimento de cromatografia líquida de alta eficiência, a qual serve para identificar os compostos do óleo de arroz. “Dentre as substâncias encontradas no óleo de arroz, há a presença de gama-orizanol, substância já conhecida por sua capacidade antioxidante e entre outras características por já beneficiar o tratamento de outras doenças da pele sem ser a dermatite atópica e a psoríase.” diz Daniela.


http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/estudo-e-pesquisa/743-oleo-arroz-inflamacao-pele.html

26 de setembro de 2011

25 de setembro foi escolhido pela FIP como Dia Internacional dos Farmacêuticos

O Conselho da FIP (Federação Internacional Farmacêutica) instituiu, por meio de votação realizada, no dia 28 de agosto de 2010 (sábado), 25 de setembro como o Dia Internacional dos Farmacêuticos. A decisão visa a dar uma unidade entre a categoria, no mundo inteiro.
A FIP realizou, no Centro de Congressos de Lisboa (Portugal), o seu 70º Congresso, que tem por tema "Da molécula ao medicamento, com vista à maximização de resultados: uma viagem exploratória pela farmácia". O evento foi até o dia 2 de setembro. O Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos, esteve em Portugal, participando do Congresso.
Considerado o maior evento farmacêutico do mundo, o 70º Congresso da FIP reúne 3 mil profissionais e cientistas de 200 países. É, por excelência, um importante fórum de reflexão sobre os grandes temas da atualidade farmacêutica e de saúde em geral. Nele, são definidas as principais normas orientadoras que irão reger a profissão. O evento reúne 50 programas, cada um abordando diferentes assuntos em seminários, palestras, mesas redondas, workshops, fóruns, painéis, reuniões.
O Presidente foi defender, no Congresso, o fortalecimento da assistência farmacêutica, nos países sul-americanos. Ele defende a urgente a adoção, por parte das autoridades sanitárias do Continente, de políticas públicas que incluam os cuidados farmacêuticos no contexto da saúde pública.
Cita o "Curso de Aperfeiçoamento em Diabetes para Farmacêuticos", oferecido pelo Ministério da Saúde, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Conselho Federal de Farmácia, ADJ (Associação de Diabetes Juvenil) e outros órgãos, como exemplo de ação de saúde por meio dos serviços farmacêuticos. O curso vai capacitar 80 mil farmacêuticos de todo o Brasil, até o final de 2011, para que prestem cuidados a pessoas diabéticas.
Sobre o Congresso da FIP, Souza Santos declarou: "É a melhor oportunidade que farmacêuticos de todos os continentes tem para discutir a profissão, assimilar os avanços da ciência e apontar caminhos que levem à melhorias na saúde". Sobre a decisão dos membros do Conselho da FIP, de escolher o dia 25 de setembro como o Dia Internacional dos Farmacêuticos, o Presidente do CFF explica que é uma forma de a categoria ter uma data para lembrar da profissão, no mundo inteiro, e fazer com que as sociedades, também, conheçam a profissão.

Fonte: Assesoria de Imprensa do CFF

25 de setembro de 2011

Assistência farmacêutica na administração de medicamentos via sonda: escolha da forma farmacêutica adequada


Pacientes hospitalizados impossibilitados de receber medicamentos pela via oral têm como opção receber a terapia medicamentosa oral prescrita através da sonda enteral.
Antes de implementar uma terapia farmacológica via sonda enteral, diversas considerações devem ser feitas, o que se torna um problema, frente à escassez de informações encontradas na literatura e também nas especificações do fabricante. Uma vez que as drogas não são desenvolvidas com a finalidade de administração via sonda enteral, muitas das recomendações seguidas são baseadas em empirismo.






24 de setembro de 2011

Norma estabelece padrão para inspeção das indústrias de medicamentos

A Anvisa publicou, nesta quarta-feira (21/9), resolução que vai uniformizar as atividades de inspeção em indústrias de medicamentos de todo o país. A RDC no 47/2011 estabelece Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs) que deverão ser utilizados pelos órgãos de vigilância sanitária na condução das fiscalizações destes estabelecimentos.

A definição de padrões nacionais alcançará procedimentos, programas e documentos, compreendendo as atividades de elaboração de relatório de inspeção, treinamento, acompanhamento de ações corretivas, comunicação, entre outras. Todos os POPs ficarão disponíveis no Portal da Anvisa, no endereço www.anvisa.gov.br.

“A inspeção das indústrias de medicamentos é feita de forma descentralizada pelos órgãos de vigilância sanitária em estados e municípios. A uniformização de procedimentos e documentos vai facilitar o gerenciamento dos dados e assegurar que a Anvisa exerça posição efetiva de coordenação do Sistema”, explica o diretor da Agência Jaime Oliveira.

A norma também cria o Cadastro Nacional de Inspetores Sanitários (Canais), um banco de dados nacional que irá permitir a troca de informações sobre certificação em Boas Práticas de Fabricação entre as Vigilâncias locais e a Anvisa. Por meio do sistema, será possível enviar e compartilhar, por via eletrônica, documentos de interesse dos inspetores, atribuindo celeridade ao fluxo de informações no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

Além da Resolução, foi aprovada, ainda, Instrução Normativa que instituiu um grupo de trabalho responsável pelo monitoramento dos documentos e procedimentos. “O grupo terá representação tripartite e vai assegurar a atualização permanente das práticas de inspeção”, esclareceu o diretor Jaime Oliveira.

O Grupo de Trabalho será composto por representantes da Anvisa, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS).

Leia a íntegra da Resolução RDC nº 47



Vanessa Amaral - Imprensa/Anvisa
21 de setembro de 2011


http://portal.anvisa.gov.br

Rir age como analgésico natural

Você gosta de dar boas risadas? Se não, procure praticar rotineiramente. De acordo com estudos, dar uma boa gargalhada libera substâncias químicas que agem como analgésico natural, reduzindo a dor, indica uma pesquisa da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha.

23 de setembro de 2011

Qualidade do sono pode aumentar risco de diabetes em adolescentes obesos

Adolescentes obesos que não conseguem ter uma boa noite de sono têm maior risco de desenvolver diabetes tipo 2. A conclusão é de pesquisadores do Hospital Infantil da Filadélfia, nos Estados Unidos, que analisaram 62 adolescentes obesos com idade média de 14 anos.
Os participantes foram submetidos a testes de glicose e análise do sono durante a noite, no qual foi medido o tempo total do sono, "arquitetura do sono" e estágios do sono, como sono de ondas lentas "profundas" e do movimento rápido dos olhos durante o sono (sonho).
Os resultados mostraram que o sono insuficiênte, assim como o sono em excesso, estavam relacionados a maiores índices de glicose. Segundo os pesquisadores, a menor duração da fase de sono "profundo", que é a responsável pela sensação de descanso, diminui a produção de insulina.
"Já sabemos que três em cada quatro alunos do ensino médio dormem menos tempo que o recomendado", diz Dr. Dorit Koren, autor da pesquisa. "Nosso estudo mostrou que para manter os níveis de glicose estáveis, a quantidade ideal de sono para adolescentes é de 7,5 a 8,5 horas por noite".

Fonte: UPI, 20 setembro de 2011

Remédio anti-HIV feito com tabaco começa a ser testado

Londres - Pela primeira vez na pesquisa farmacêutica europeia, cientistas laçaram um ensaio clínico com um remédio anti - HIV criado pela biotecnologia usando tabaco geneticamente modificado, planta mais conhecida por prejudicar a saúde humana.
A ação marca um avanço no campo emergente da agricultura molecular, capaz de oferecer uma maneira mais barata de produzir drogas e vacinas a partir da biotecnologia, comparando com os sistemas tradicionais da indústria.
Depois de obtido o sinal verde dos reguladores, o anticorpo monocional estás sendo testado em um pequeno estudo envolvendo 111 mulheres saudáveis na Grã-Bretanha. Ele foi desenhado para ser usado como microbicida vaginal a fim de evitar a transmissão do HIV durante o sexo.
Se o estudo da Fase I for bem-sucedido, ensaios maiores serão feitos e os pesquisadores preveem que o novo anticorpo, o P2G12, será combinado com outros em um microbicida que ofereça uma ampla proteção contra o HIV/Aids.
O ensaio é um marco para o projeto Pharma- Planta, lançado em 2004 com 12 milhões de euros (16,8 milhões de dólares) financiados pela União Européia.
No momento, drogas caras - como os tratamentos anticâncer da Roche Herceptin e Avastin - são produzidas em culturas de células dentro de tanques de aço inoxidável.
Os defensores da agricultura molecular acreditam que as drogas feitas a partir de proteínas podem ser de forma eficiente e barata dentro de plantações geneticamente modificadas, uma vez que as plantas são produtoras de proteínas com uma relação custo-benefício extremamente positiva.
O coordenador do projeto, Julian Ma, professor de imunologia molecular da University of London, em St Georges, disse a jornalistas na terça-feira que a autorização para o ensaio clínico era um reconhecimento de que os anticorpos poderiam ser fabricados em plantas com a mesma qualidade dos produzidos nas fábricas.
O anticorpo em teste foi descoberto pela empresa privada de biotecnologia Polymun, da Áustria.

FONTE: www.globo.com.br

21 de setembro de 2011

Programa de remédio grátis vai estourar orçamento

A política federal de distribuição gratuita de 11 medicamentos para diabetes e hipertensão batizada de "Saúde não tem Preço", primeira grande iniciativa da gestão Dilma Rousseff no setor, lançada no início do ano dentro do programa Farmácia Popular, consumiu R$ 317 milhões até agosto e pode estourar o orçamento previsto para 2011, de R$ 470 milhões, no momento o país discute a busca por novas fontes de financiamento para a saúde. O Ministério da Saúde já fez um pedido de crédito adicional de R$ 180 milhões.
Considerado um sucesso pelo governo e pela indústria farmacêutica brasileira - que reduziu sua margem de lucro em 10% para fornecer os medicamentos ao poder público -, o "Saúde não tem Preço" triplicou o acesso da população às 11 drogas contra hipertensão e diabetes, disponíveis na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) e em 19 mil farmácias credenciadas. De acordo com o Ministério da Saúde, 853 mil pacientes de hipertensão e diabetes foram atendidos, e em agosto, 2,7 milhões retiraram os medicamentos, que só são entregues mediante apresentação do CPF, documento com foto e receita médica, para evitar a automedicação.
Se de setembro a dezembro o crescimento médio mensal dos gastos com o programa repetir a alta média de 19,41% verificada de janeiro a agosto, o Ministério da Saúde precisará de R$ 222 milhões para continuar oferecendo medicamentos gratuitos para a população. "O governo agora terá que administrar o sucesso e para isso vai precisar de dinheiro novo. Eu brincava lá atrás, em janeiro, que o programa corria o risco de dar certo, o que implicaria duas pressões: uma orçamentária e outra de parte da população não beneficiada começando a se perguntar por que apenas remédios para diabetes e hipertensão são grátis", diz Antônio Britto, presidente-executivo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).
Por meio da assessoria de imprensa, o Ministério da Saúde destacou que não faltarão recursos. Três opções são avaliadas para preencher o buraco que se desenha: remanejamento orçamentário interno, autorização para aumento de gastos de R$ 47,5 milhões já protocolada no Ministério do Planejamento e pedido de crédito extraordinário de R$ 180 milhões à Presidência da República. A última demanda depende de aprovação do Congresso para que um decreto valide a expansão da despesa.
A hipertensão arterial atinge 23,3% da população adulta brasileira (maiores de 18 anos), enquanto 6,3% da população adulta do país sofre de diabetes. Desde o lançamento da distribuição gratuita desses dois medicamentos, governo e indústria estudam ampliar a gratuidade para remédios contra outras doenças que afetam milhões de brasileiros, como colesterol (20% da população adulta) e artrite (15 milhões de pessoas).

Fonte: Valor Econômico – SP

19 de setembro de 2011

Cápsulas de pequi devem chegar ao varejo

Escrito por Fábio Reis | 11 Agosto 2011


inShare.2 Descoberta de professor da UnB espera apenas autorização da Anvisa para chegar às gôndolas.

O professor Cesar Koppe da UnB, descobriu uma forma de preservar os pequizeiros do Cerrado: agregando valor ao seu produto, o pequi. Em dez anos de pesquisas, Cesar elaborou um produto em cápsulas que concentra as propriedades antioxidantes e antiinflamatórias do extrato e do óleo de pequi. "Quando comecei a estudar o pequi minha ideia não era ganhar dinheiro com isso. Era dar valor ao fruto do pequizeiro para ele não virar carvão em um saco ou pedaço de madeira em uma fazenda. Temos que agregar valor de forma sustentável", explica. Patenteado pela UnB, o produto fitoterápico que previne o envelhecimento aguarda apenas o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ter suas cápsulas comercializadas. Uma empresa de Brasília já adquiriu os direitos sobre a patente.

A primeira fase de testes do produto criado por Cesar foi feitas com células em cultura. Já nessa fase, o pesquisador pôde observar a capacidade antioxidante do extrato. Substâncias antioxidantes anulam o efeito dos radicais livres, moléculas responsáveis pelo envelhecimento das células e que são produzidas como resultado de reações químicas do organismo, como a respiração. Na fase seguinte, de testes em camundongos, os resultados foram confirmados.

O óleo e extrato começaram então a ser testados em humanos. O professor selecionou um grupo de 126 maratonistas, que, por exercerem atividade extenuante, produzem mais radicais livres. Eles tomaram cápsulas de óleo e extrato de pequi e passaram por uma bateria de exames após as maratonas. Os que tomaram o medicamento tiveram menos danos celulares dos que os que não tomaram.

O professor agora passa para uma nova fase: a de teste em pacientes vulneráveis do Hospital Universitário de Brasília. Ele fará os testes em pacientes com lúpus, que por conta da doença, também produzem mais radicais livres. "Os resultados podem apontar até para medicamentos que previnam o câncer. Radicais livres também podem gerar mutações na células", detalha.

Cesar destaca também a capacidade de limpar a gordura do organismo. O extrato consegue se ligar ao colesterol ruim e impedir que ele forme placas de gordura nas veias e artérias. "É como se fosse um azeite extravirgem. Só que o azeite vem do outro lado do mediterrâneo, e o pequi está aqui do lado", diz.

Patente da capsula de Pequi

Para previnir que outros países percebessem o pontencial da fruta e passassem a expolorá-lo, o pesquisador, por meio do Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da UnB, patenteou o produto. "Temos que nos proteger, impedir que aconteça o que aconteceu com o açaí, que é nosso mas já foi patenteado por países no exterior", conta. Agora eles correm para fazer o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deve sair ainda no próximo semestre.

Ainda durante a fase inicial, Cesar procurou empresários que quisessem investir na pesquisa. "Nossos empresários não enxergam! Preferem pagar royalties do que ser coautores de uma patente", lamenta. Conseguiu que uma empresa farmacêutica apoiasse emprestando equipamentos. E essa empresa começará a comercializar o óleo e extrato de pequi em cápsulas assim que sair o registro da Anvisa. "A missão da universidade não é fazer comércio. A patente é da UnB, mas temos que transferir essa tecnologia. E eles terão que pagar royalties para a universidade", diz.

Na hora de transferir a tecnologia, Cesar conta que fez questão de priorizar a empresa que, além de ter ajudado na pesquisa, é da região. "Já havia uma empresa francesa interessada no extrato também", conta.

Para Cesar, o segredo para se preservar o cerrado brasileiro é mapear sua flora e agregar valor a ela. "Até a mídia virou as costas para o Cerrado. Fala-se muito em mapeamento da Amazônia, mas a situação no Cerrado é urgente", defende. "Ainda existem muitas espécies que podem ser trabalhadas: o baru, a arniquinha e o arnicão, todas elas abundantes ainda em áreas de preservação como a Chapada dos Veadeiros", completa.


Textos: UnB Agência.
Fotos: Miguel Vilela/UnB Agência

Retirado de: http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/estudo-e-pesquisa/698-capsulas-pequi.html

Novas Regras para Rotulagem de Medicamentos

As novas regras sobre a rotulagem de medicamentos constituem mais uma etapa do processo evolutivo relativo às informações que devem ou podem ser fornecidas aos pacientes, na interpretação de autoridades sanitárias que, além de atender ao conhecimento inerente aos medicamentos, buscam atender às pressões da sociedade, dos órgãos de proteção dos consumidores e das organizações não-governamentais.

As alterações nas embalagens dos medicamentos são impostas por leis, decretos, resoluções e portarias, com freqüência estabelecida de maneira não estruturada e racionalizada, que muitas vezes induzem insegurança aos pacientes e aos usuários de medicamentos face às constantes divulgações e alertas da existência de medicamentos irregulares e/ou falsificados existentes no mercado.

http://www.racine.com.br/setor-industrial/portal-racine/setor-industrial/novas-regras-para-rotulagem-de-medicamentos

Remédio feito com flor pode destruir células de câncer


Pesquisas revelam que a flor açafrão-do-prado tem efeitos poderosos na destruição de células de câncer. O novo remédio, de acordo com cientistas britânicos, já tinha usos medicinais no Egito antigo.

O medicamento produz anticorpos e atacam o câncer por dentro. É produzida a partir do açafrão-do-prado (Colchicum autumnale) que circula na corrente sanguínea, mas só é ativada por uma substância química emitida por tumores malignos. Seu poder é de atacar as células cancerosas que se espalharam, mas deixa intactos os tecidos saudáveis.

http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/noticias/43741/remedio-feito-com-flor-pode-destruir-celulas-de-cancer

Polimorfismo e Fármacos




O polimorfismo foi descoberto, em 1821, pelo químico alemão Eilhard Mitscherlich e definido por McCrone como a capacidade de uma molécula (fármaco) existir em mais de uma forma ou estrutura cristalina.
A identificação, caracterização e controle eficiente das formas sólidas de um fármaco é conhecimento estratégico para garantir a qualidade dos medicamentos e proteger a propriedade intelectual.




Veja mais: http://www.portaldosfarmacos.ccs.ufrj.br/resenhas_poliformismo.html

18 de setembro de 2011

Novo tratamento para Hepatite C

Na semana em que se comemora o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, a Anvisa aprovou o registro de um novo medicamento para o tratamento da Hepatite C. Trata-se do Boceprevir, um antivirótico que aumenta de 40% para 60% as chances de cura da Hepatite C do genótipo tipo 1.

O medicamento inibe a replicação do vírus da Hepatite, o HCV, para os portadores do genotipo tipo 1. A Hepatite C pode ser provocada também pelos genótipos dos tipo 2 e 3 do mesmo vírus.

O Boceprevir é indicado para portadores do genótipo 1 do HCV que nunca foram tratados e para aqueles que não tiveram sucesso com o tratamento disponível até o momento. O novo medicamento deve ser administrado em associação com outros dois medicamentos que já são utilizados no tratamento da Hepatite C, o Interferon e a Ribavirina, para que alcance o resultado esperado.

O Interferon é um medicamento biológico empregado para tratar a Hepatite C. A Ribavirina é uma droga anti-viral, capaz de prevenir a multiplicação de vírus, que quando associada às formas sintéticas de alfa-interferon tem boa resposta em pacientes com hepatite C crônica.

Prevenção

Como medida de prevenção à contaminação pelo vírus da Hepatite e outros vírus, nos serviços de embelezamento e estética nos quais inexiste a responsabilidade médica, a Anvisa e as Vigilâncias Sanitárias de estados e municípios elaboraram referências técnicas, que podem ser adotadas em todo o país.

A referência técnica é um parâmetro que orienta a inspeção sanitária feita por servidores das Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais em ambientes como salões de beleza e estúdios de tatuagem. É uma estratégia para levar os cuidados de saúde ao mercado da beleza.

A recomendação desse documento elaborado pela Anvisa e as vigilâncias sanitárias para a pigmentação e os piercing envolve o cadastro dos clientes, a adequação das estruturas físicas, os materiais, os procedimentos e os recursos humanos.

Para proteger o cliente da infecção por vírus, o texto preconiza que lâminas e as agulhas são de uso individual. Esses materiais devem ser descartados em lixo especial para material infectante após o uso.

O documento também detalha o tratamento que os salões de beleza devem dar aos materiais de uso individual e único, os descartáveis, e os que são utilizados por diversos clientes. Neste caso, o documento define quais podem ser higienizados com limpezas feitas apenas com produtos químicos e aqueles nos quais a esterilização é necessária.

link: http://portal.anvisa.gov.br


Pioglitazona reduziu em 72% a conversão da intolerância à glicose ao diabetes mellitus tipo 2, evitando alguns casos da doença, segundo artigo publicado no NEJM

Artigo publicado no The New England Journal of Medicine (NEJM) diz que a terapia com pioglitazonas reduziu em 72% a conversão da intolerância à glicose ao diabetes tipo 2, mas efeitos adversos como o ganho de peso e a presença de edema são mais frequentes com o uso do medicamento.
O diabetes tipo 2 tem uma progressão natural, que começa com a predisposição genética à doença em alguns indivíduos, resistência insulínica, intolerância à glicose e, finalmente, o diabetes mellitus tipo 2 e a falência das células beta do pâncreas, produtoras de insulina.
A hiperglicemia contribui para o desenvolvimento das complicações micro e macro vasculares da doença, sugerindo que se ela for prevenida ou postergada as complicações são reduzidas no longo prazo. Pesquisas prévias já demonstraram que a conversão da intolerância à glicose ao diabetes tipo 2 pode ser reduzida por modificações no estilo de vida, cirurgia bariátrica ou uso de metformina, tiazolidinedionas ou acarbose.
A pioglitazona é uma tiazolidinediona usada para tratar o diabetes mellitus tipo 2, aumentando a sensibilidade à insulina. Para investigar se ela pode reduzir o risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2, os cientistas fizeram um estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, envolvendo 602 adultos recebendo pioglitazona ou placebo. A média de seguimento foi de 2,4 anos. Os investigadores mediram os níveis glicêmicos quatro vezes ao ano e fizeram teste oral de tolerância à glicose anualmente. O diagnóstico de diabetes foi baseado nestes resultados.
Destes pacientes, 2,1% dos que receberam pioglitazona passaram a ter diabetes tipo 2, comparados a 7,6% recebendo placebo. Além disso, 48% do grupo da pioglitazona passaram a ter níveis normais de glicose comparados a 28% do grupo do placebo. A pioglitazona foi associada a níveis mais reduzidos de glicemia de jejum, melhores resultados no teste de tolerância à glicose e na hemoglobina glicada (HbA1c) quando comparada ao placebo. Os pacientes que receberam pioglitazona também tinham pressão arterial diastólica melhor controlada, redução do espessamento da camada íntima média das carótidas e maior aumento do HDL colesterol (“colesterol bom”).
Os pacientes que receberam a medicação mostraram maior ganho de peso (3,9 kg versus 0,77 kg) e presença mais frequente de edema (12,9% versus 6,4%).
Fonte: NEJM de 24 de março de 2011

13 de setembro de 2011

Antiretroviral com indicação infantil chega ao SUS

Um novo medicamento para o tratamento de crianças com a Aids começa a chegar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a partir dos próximos dias. O Tipranavir foi incluído pelo Ministério da Saúde no esquema terapêutico para o tratamento de adolescentes e crianças. O novo medicamento foi registrado pela Anvisa em 2009 e a análise do produto durou cerca de um ano.

No SUS, a droga será uma opção mais confortável e de terceira linha, ou seja, utilizada para tratar o vírus resistentes às drogas de primeira linha utilizadas de forma mais usual e no início do tratamento. O Tipranavir é também o primeiro medicamento de resgate para criança com menos de seis anos de idade. Medicamento de resgate é aquele que auxilia quando não há resposta ao tratamento pela terapêutica convencional ou há falha na terapia.

De acordo com a indicação aprovada para o Tipranavir , o medicamento é indicado, em associação ao Ritonavir, para o tratamento de pacientes a partir dos dois anos de idade infectados pelo vírus HIV-1, que tenham sido previamente tratados com outros anti-retrovirais e portadores de infecção por cepas de HIV-1 mais resistentes . Pelo fato de apresentar um perfil especial de uso (pacientes com resistência prévia), o Tipranavir deverá ser utilizado com cautela e a critério do médico.

Os médicos e os farmacêuticos dos serviços de saúde especializados em HIV/Aids receberam nota técnica do Ministério da Saúde sobre o tema. O documento traz informações de prazos de armazenamento e de realização de testes de genotipagem para verificar a resistência do HIV e as indicações de uso desses medicamentos no Brasil, para que o médico prescreva a melhor combinação de antirretrovirais para o paciente.

Fonte: Anvisa

12 de setembro de 2011

Anvisa adverte que medicamento para diabetes não tem indicação para tratar obesidade


Alerta: medicamento à base de liraglutida tem comprovada eficácia somente no tratamento do diabetes tipo 2

A Anvisa publicou no dia 5 de setembro em seu portal nota de alerta sobre o uso indiscriminado de novo medicamento para o tratamento de diabetes tipo 2,o Victoza®, que, de acordo com reportagens veiculadas esta semana na imprensa, vem sendo utilizado com o intuito de emagrecer.

Segundo a nota de alerta, o Victoza® é um produto biológico, ou seja, uma molécula de alta complexidade, de uso injetável, contendo a substância liraglutida, aprovado pela Anvisa para comercialização no Brasil em março de 2010. Para o registro do produto foram apresentados estudos clínicos que comprovaram eficácia e segurança do produto para uso específico como tratamento de diabetes tipo 2.

Portanto, a indicação de uso do medicamento aprovada pela Anvisa é como “adjuvante da dieta e atividade física para atingir o controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2, para administração uma vez ao dia como monoterapia ou como tratamento combinado com um ou mais antidiabéticos orais (metformina, sulfonilureias ou uma tiazollidinediona), quando o tratamento anterior não proporciona um controle glicêmico adequado”.

Nos estudos clínicos do registro e nos relatórios de segurança periódicos apresentados à Anvisa foram relatados eventos adversos associados ao Victoza®, sendo os mais frequentes: hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarreia. Além destes eventos destacam-se outros riscos, tais como pancreatite, desidratação e alteração da função renal e da tireoide.

A Anvisa ressalta que a única indicação aprovada atualmente para o medicamento é como agente antidiabético. Não há, até o momento, solicitação por parte da empresa detentora do registro de extensão da indicação do produto para qualquer outra finalidade. Não foram apresentados à Anvisa estudos que comprovem qualquer grau de eficácia ou segurança do uso do produto Victoza para redução de peso e tratamento da obesidade.

A Anvisa não reconhece a indicação do Victoza para qualquer utilização terapêutica diferente da aprovada e afirma que o uso do produto para qualquer outra finalidade que não seja como anti-diabético caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população.

Assessoria de Comunicação CRF-SP
(com informações do portal da Anvisa)
portal.anvisa.gov.br

Uso e armazenamento de medicamentos exigem cuidados








O uso indevido de medicamentos atinge diretamente a saúde das pessoas. Por isso, além de tomar remédios apenas sob prescrição médica, é muito importante ter cuidado na hora de armazená-los e ingeri-los. A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo formulou dicas sobre maneiras corretas para a ingestão e o armazenamento de medicamentos.



O remédio que não é ingerido corretamente tem seu efeito alterado e pode até perder eficácia sobre a doença, prejudicando muito o tratamento. Os medicamentos orais têm várias apresentações: podem ser sólidos orais (comprimidos, sublinguais ou efervescentes), sólidos revestidos, cápsulas (gelatinosa mole ou dura) e líquidos orais.

Além de ingerir os remédios corretamente, é importante que eles sejam armazenados de maneira adequada. Jamais devem ser guardados no banheiro (por causa da umidade, que altera as condições dos comprimidos), no porta-luvas dos carros (onde há calor excessivo) ou expostos ao sol e à luz.




Considerações biofarmacotécnicas relevantes na fabricação de medicamentos genéricos: fatores que afetam a dissolução e a absorção de fármacos.

Os fatores biofarmacotécnicos são fundamentais para os estudos de pré-formulação, destacando-se aqueles que afetam as características de dissolução e absorção dos fármacos. O amplo conhecimento das propriedades físico-químicas dos princípios ativos e dos adjuvantes farmacotécnicos, além dos processos envolvidos na fabricação dos medicamentos, é imperativo para o desenvolvimento de medicamentos genéricos que cumpram com os requisitos básicos de eficácia terapêutica e segurança. O presente trabalho discute os principais aspectos que devem ser considerados durante os ensaios que visam à seleção da composição da forma farmacêutica e das técnicas de fabricação de medicamentos, enfatizando as formas farmacêuticas sólidas administradas por via oral, de modo a definir um perfil de biodisponibilidade e bioequivalência reprodutível.

http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=263392&indexSearch=ID

11 de setembro de 2011

Lançada 3ª edição da Farmacopeia Homeopática Brasileira

Já está disponível a 3ª edição da Farmacopeia Homeopática Brasileira (FHB). A nova edição do documento traz 82 monografias de insumos ativos utilizados na preparação de medicamentos homeopáticos. Entre estas, 46 são inéditas e 36 são revisões das monografias que já estavam inscritas na 2a edição do documento.

A farmacopeia define o padrão de qualidade dos medicamentos elaborados no país, permitindo segurança e autonomia na produção destes produtos. A Farmacopeia Homeopática é fundamental para as farmácias e laboratórios que preparam insumos homeopáticos, para os profissionais habilitados na prescrição de medicamentos homeopáticos, para os órgãos fiscalizadores e para a prática do ensino da homeopatia. O conteúdo proposto para a 3ª edição diferencia-se da edição anterior por ser mais simples, direto e objetivo.

A 3ª edição da FHB foi lançada nesta terça-feira (6/8), em Foz do Iguaçu, durante o VIII Congresso Nacional de Farmácia Homeopática. Para a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito, o lançamento da nova edição marca o compromisso da Anvisa com o desenvolvimento da produção de medicamentos no país. “A homeopatia está inserida no Sistema Único de Saúde e a Anvisa está totalmente voltada para o desenvolvimento das políticas públicas para a promoção da saúde. Esta nova edição melhora a capacidade do país na adoção de alternativas terapêuticas”, afirma Cecília.

O coordenador do Comitê Técnico Temático Homeopatia da Farmacopeia, Leandro Rocha reforça esta visão. “O lançamento vem contribuir para que cada brasileiro que necessitar de um medicamento homeopático em qualquer lugar do Brasil, possa ter acesso a um medicamento elaborado com qualidade e sempre da mesma maneira, garantindo assim a sua eficacia e segurança”, explica Rocha.

No Brasil, medicamentos homeopáticos somente podem ser prescritos por médicos, veterinários e odontólogos, e manipulados ou adquiridos em farmácias ou drogarias sob a responsabilidade do farmacêutico homeopata. Em 2006, o Ministério da Saúde editou portaria que inclui no SUS a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Com este ato, os gestores de saúde de estados e municípios são autorizados e incentivados a oferecer, em seus serviços, o atendimento em homeopatia. A primeira edição da Farmacopeia Homeopática Brasileira foi publicada em 1977.

Conheça a Farmacopeia Homeopática no site da ANVISA.

Fonte: Carlos Augusto Moura – Imprensa/Anvisa

10 de setembro de 2011

Laboratório nacional recria neurônios de pacientes com esquizofrenia

Equipe da UFRJ transformou células-tronco induzidas em células cerebrais
Uma criação pode contribuir significativamente na procura por remédios para combater o transtorno mental sem cura, mas que pode ser controlado com medicamentos - esquizofrenia. Em laboratório pesquisadores brasileiros conseguiram recriar os neurônios de pacientes que sofrem do problema.

Link: http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/noticias/43346/laboratorio-nacional-recria-neuronios-de-pacientes-com-esquizofrenia

Anvisa vai decidir destino dos inibidores de apetite em reunião pública.

Em reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa (Dicol) os diretores discutiram o Relatório Integrado sobre Eficácia e Segurança dos Medicamentos Inibidores de Apetite, apresentado hoje (31/8) pela área técnica. Seguindo recomendação do Diretor-Presidente, Dirceu Barbano, a Dicol decidiu que o relatório será votado em sua próxima reunião pública, em data a ser definida, com transmissão ao vivo no portal da Anvisa. A intenção da Dicol é mostrar a transparência do processo de tomada de decisão da Anvisa e dar amplo conhecimento ao relatório, que tem cerca de 700 páginas.

O Diretor-Presidente da Anvisa explicou os principais pontos do documento aos jornalistas que aguardavam o fim da reunião. De acordo com Dirceu Barbano, o relatório propõe a retirada do mercado de todos os derivados anfetamínicos e permite a manutenção da sibutramina com diversas restrições sanitárias. Barbano salientou que os técnicos da Anvisa sugerem a permanência da sibutramina devido a sua comprovada eficácia, que é a perda de 5 a 10% de peso em um período de quatro semanas em pacientes obesos e com o perfil recomendado para o uso do medicamento, que é ter Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 30% e não ser portador de cardiopatia diagnosticada.

As demais restrições sanitárias sugeridas para o uso da sibutramina são: uso da medicação apenas em paciente com o perfil indicado; notificação de receita pelo médico; assinatura de um termo de responsabilidade pelo médico, paciente e farmácia de manipulação; avaliação mensal do paciente e notificação compulsória, pelo médico, de reação adversa no paciente.

Fonte: http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/legislacao-farmaceutica/727-anvisa-inibidores-apetite.html

8 de setembro de 2011

FDA aprova uso do Botox para tratamento da incontinência urinária

Recentemente a Anvisa aprovou a aplicação do Botox (toxina botulínica) para tratamento da enxaqueca, o uso não cosmético do Botox tem se mostrado cada vez mais eficiente. Nos EUA o FDA aprovou em agosto o uso do Botox para tratar incontinência urinária em pessoas com condições neurológicas, como lesão medular e esclerose múltipla que causam a hiperatividade da bexiga.

Alguns problemas neurológicos podem levar a uma desinibição das contrações da bexiga que levam a incapacidade de armazenar a urina. O tratamento atual para esses casos é uso de medicamentos para relaxar a musculatura da bexiga ou de cateter para esvaziar a bexiga regularmente. Com o novo tratamento o Botox vai ser injetado no tecido da bexiga resultando no relaxamento dela, logo uma maior capacidade de armazenamento e uma diminuição da incontinência urinária.

Segundo George Benson, vice-diretor da Divisão de Produtos Urológicos da FDA "A incontinência urinária associada a condições neurológicas pode ser de difícil gestão. O Botox vai oferecer outra opção de tratamento para estes pacientes".

O procedimento de aplicação do botox é realizada utilizando cistoscopia, um procedimento que permite ao médico visualizar o interior da bexiga. O procedimento é realizado por anestesia geral. A duração do tratamento é de 10 meses.

A eficácia desse tratamento foi demonstrada em 2 estudos clínicos envolvendo 691 pacientes. Os pacientes tinham incontinência urinária resultantes de lesão medular ou esclerose múltipla. Ambos os estudos mostraram uma diminuição estatisticamente significativa na freqüência semanal de episódios de incontinência no grupo do Botox em comparação com placebo.

As reações adversas mais comuns observadas após a aplicação de Botox na bexiga foram infecção do trato urinário e retenção urinária. O Botox já é utilizado tanto nos EUA quanto no Brasil para melhorar a aparência de linhas de expressão facial, tratamento de enxaqueca crônica e transpiração.


Fonte: http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/mundo/730-botox-fda-incontinencia-urinaria.html

5 de setembro de 2011

Avaliação das propriedades de fluxo dos granulados e dissolução de comprimidos de hidroclorotiazida 50 mg obtidos por granulação úmida

O processo de granulação úmida ainda encontra larga aplicabilidade junto à moderna indústria farmacêutica para a produção de comprimidos, pois elimina alguns dos principais problemas atribuídos à compressão direta: a tendência de segregação e as baixas propriedades de fluxo dos pós durante o processo.
O presente trabalho avalia e compara através de estudos micromeríticos e análise estatística as características de fluxo de granulados destinados ao desenvolvimento de comprimidos de hidroclorotiazida 50 mg.
Foram testados três aglutinantes (pasta de amido e as dispersões aquosas, preparadas a frio, de amido pré-gelatinizado e povidone). Avaliou-se ainda a compatibilidade entre o fármaco e os excipientes empregados, através de estudos termoanalíticos (DSC), e a influência da adição extragranular do superdesintegrante crospovidone nos valores de eficiência de dissolução (%ED) dos comprimidos obtidos.
Os granulados obtidos apresentaram propriedades de fluxo e compressibilidade boas a excelentes, caracterizadas por: valores de índice de compressibilidade situados entre 5 e 15; proporções de Hausner inferiores a 1,25 e ângulos de repouso entre 30 e 35º. A adição de crospovidone não incrementou os valores de %ED das formulações desenvolvidas, nas condições experimentais empregadas, ainda que tenha reduzido, de forma pouco significativa, os tempos de desintegração das formulações.






Cuidados ao dosar medicamentos utilizando colheres

É muito comum o uso de colheres de cozinha para dosagem de medicamentoslíquidos ou xaropes, principalmente para crianças. No entanto, um estudo recente alerta para os perigos dos erros de dosagem.
De acordo com o estudo, publicado na revista médica Annasoflnternal Medicine, realizado com 195 pacientes com resfriado ou gripe, a dosagem feita em colheres pode variar em 8% para menos de 12% para mais, dependendo da colher utilizada.
Parece pouco, mas um dos pesquisadores, Brian Wansink, diretor do Laboratório de Alimentos e Marcas da Cornell University, alerta para os perigos: " Se você está tomando remédio líquido seis vezes ao dia, por três ou quatro dias seguidos, isso começa a somar".
O problema reside na dificuldade das pessoas em saber a diferen~ça entre os tamanhos e os nomes das colheres.
Na quarta edição da farmacopeia brasileira, as unidades de medida domiciliares são padronizadas como sendo: 5 ml para as colheres de chá, 10 ml para as de sobremesa e 15 ml para as de sopa.
Os possíveis efeitos da variação na dosagem dependem do índice terapêutico do medicamento. Isso significa que os medicamentos com alto índice terapêutico suportam pequenas variações na dosagem, pois a diferença é grande entre a dose terapêutica e uma dose tóxica. Porém, medicamentos com baixo índice terapêutico, em que a dose tóxica é muito próxima à dose terapêutica, possuem alto risco de intoxicação.
Doses menores do que a indicada podem prolongar o tratamento ou acarretar uma nescessidade de troca do remédio por não ter surtido o efeito que era esperado.
Então é recomendado para que o paciente não corra o risco de sofrer intoxicação, o uso de medicamentos que já venham acompanhados de unidades de medidas, como copos ou colheres dosadoras ou ainda seringas simples. E para medicar crianças aconselha-se o uso de seringas simples (muito mais fácil administrar assim, tanto para convencer a criança como por evitar a perda do medicamento). Para o caso da criança não aceitar remédio de outra forma que não seja colher, a dica é separar uma colher somente para medicamentos, determinando sua capacidade através de uma seringa.

Fonte: www.medicsupply.com.br

Vacina contra a esquistossomose e fasciolose é a 1º vacina parasitária do Mundo


Avanço no desenvolvimento da primeira vacina totalmente brasileira e a única vacina parasitária do mundo, contra a esquistossomose e a fasciolose (doença parasitária mais comum em gado no mundo), foi apresentado como um dos 40 casos de sucesso de inovação durante a 11ª Conferência da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), que ocorreu semana passada, em Fortaleza. Fruto de estudos desenvolvidos há mais de três décadas pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), o projeto, primeira parceria público privada exclusivamente nacional para o desenvolvimento de vacinas destinadas para o mercado mundial, inicia a fase de testes clínicos ainda em 2011.


A molécula Sm14, isolada e caracterizada pelo IOC, é a única reconhecida pela OMS como antígeno para uma vacina anti-helmíntica bivalente (Foto: Gutemberg Brito)

Desde o início, o estudo foi apoiado financeiramente pelo IOC e, em sua primeira fase de desenvolvimento tecnológico foi apoiado pelo Programa de Desenvolvimento Tecnológico em Insumos para Saúde (PDTIS/Fiocruz). Em 2005, a empresa Alvos licenciou a vacina veterinária e a vacina humana desenvolvida pela Fiocruz, numa parceria público privada. A empresa foi adquirida pela Ourofino Agronegócios, que assumiu o processo.

Durante a apresentação, a coordenadora da pesquisa e chefe do Laboratório de Esquistossomose Experimental do IOC, Mirian Tendler, e a coordenadora de Gestão Tecnológica da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Celeste Emerick, reforçaram a importância da iniciativa citando números relativos à esquistossomose, segunda doença parasitária mais prevalente no país. Segundo as especialistas, cerca de 600 milhões de pessoas vivem sob risco de se contaminar e 200 milhões de pessoas estão infectadas atualmente em 74 países.

Fonte: Fiocruz


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