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21 de abril de 2010

Cultivo e Estocagem do Plantas


Nos processos de desenvolvimento/produção de medicamentos podemos visualizar, compreender e qualificar diversas etapas, quando pensamos nos medicamentos optidos a partir de plantas, podemos avaliar vários fatores que determinam os excipientes e principios ativos retirados destas, tanto quantitativamente como qualitativamente.
Falando-se em plantação e cultivo de ervas, existem muitos determinantes que iremos discutir. Todo cultivo começa por um planejamento para se obter uma materia prima de qualidade e em quantidade significativo. Esse planejamento começa pela escolha do local, este determina os nutrientes que o solo irá oferecer para o crescimento da planta. Depois disso escolhemos a escala e a espécie a ser cultivada, nessa etapa devemos avaliar se aquele vegetal se adapta de forma satisfatória em relação ao solo escolhido. Após escolhida a erva faremos a escolha dos materiais e sistemas usados para manutenção desse plantio. Dentro desses sistemas estão o controle do crescimento desse vegetal, muitos fatores são importantes para que isso se mantenha com qualidade, podemos citar as Boas praticas de manejo (adubação organica, controle de pragas e doenças com produtos biológicos) e também a observação dos fatores climáticos (temperatura, luz, umidade, altitude e latitude).
A infra-estrutura deve responder a certos requisitos para que possamos manter a qualidade dessa planta após ser realizada a colheita do mesmo. Uma boa unidade de secagem e de armazenamento fazer com que o período pós-colheita seja mantido por tempo necessário até que esse vegetal seja transferido para o próximo processo da produção desse(s) medicamento(s).

Um trabalho neste seguimento foi realizado pela Prof. Maria Regina Soares Lopes da Universidade Católica de Pelotas, onde avaliou as quantidades de metilxantinas extraídos de folhas novas e folhas envelhecidas de Ilex Paraguariensis.


Segue um link que mostra um pouco da importancia do que foi falado
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2009000300017&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

24 de maio de 2009

Anis estrelado em Alta

Anis Estrelado (Illicium verum)

O preço do Anis Estrelado (Illicium verum) subiu cerca de 30% na china desde que o laboratório Roche aumentou a produção do Tamiflu® (Oseltamivir) para a prevenção da pandemia de gripe suína (H1N1), isto porque o antiviral é sintetizado a partir do ácido chiquímico e o Anis Estrelado é principal a fonte industrial desta substância.

Em 2005, quando todos esperavam uma pandemia da gripe aviária (H5N1), houve um desabastecimento de Tamiflu® por falta de matéria prima para obtenção de ácido chiquímico, calcula-se que atualmente mais de 90% da produção chinesa de Anis Estrelado é destinado à Roche, mas o risco de desabastecimento é menor, pois hoje parte do ácido chiquímico é obtido através da fermentação de bactérias E. coli recombinantes.

O ministro da saúde da China, aproveitando o destaque que a especiaria vem recebendo, recomendou o uso do Anis estrelado na preparação da carne de porco, dizendo que isso pode ajudar na prevenção do vírus H1N1, mas não há evidências científicas que indiquem a possibilidade de contágio através da ingestão nem estudos que comprovem a eficácia da planta.

Recentemente surgiu na mídia a notícia que os polifenóis do chá verde (Camellia sinensis), assim como o Oseltamivir, poderiam ter ação inibidora da enzima neuraminidase do vírus influenza, diminuindo os sintomas da gripe suína sem causar uma possível resistência do H1N1 aos antivirais. Infelizmente a divulgação irresponsável destas informações pode gerar idéias equivocadas na população, causando mais danos do que benefícios.


Fontes:
Reuters: http://video.msn.com/?vid=35914b99-2300-4c11-941b-ab36c049e20f
JB Online: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/05/22/e22059025.asp
Tamiflu®: http://www.rocheusa.com/products/tamiflu/pi.pdf
Bongaertsa J; Bovenberga R; Krämer M; Kremera S; Müllera U; Orfa S; Raevena L; Wubboltsa M; (2003). "Metabolic engineering for microbial production of shikimic acid". Metabolic Engineering 5 (4): 277-283.

Comparação entre técnicas de granulação via úmida: leito fluidizado x alto cisalhamento.

            A granulação pode ser realizada por diferentes tecnologias as quais se diferenciam essencialmente nas metodologias utilizadas e,...