27 de agosto de 2011

" 70% da população não sabe como descartar os medicamentos vencidos. "


Uma pesquisa sobre o descarte de remédios vencidos trouxe um número preocupante: 70% dos consumidores não se livram desses medicamentos de forma correta. Remédio vencido não é lixo comum, mas o que quase ninguém sabe é como se livrar dele. Sete em cada dez consumidores jogam no lixo comum, de acordo com o estudo da Faculdade Oswaldo Cruz, o que é uma atitude perigosa. Alguém pode encontrar e usar esse remédio vencido.

Outros consumidores jogam o conteúdo líquido no vaso sanitário. “Também não é recomendado, porque o esgoto, apesar de ser tratado, vai contaminar o meio ambiente”, afirma Simone Lisot, superintendente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo.

O aposentado Vanderlan de Souza Brito encontrou uma solução: devolver na farmácia. Outro jeito correto de descartar remédio vencido é entregá-lo em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Todo o remédio vencido que chega é separado e encaminhado para incineração e depois para um aterro, medida ideal para não prejudicar nem as pessoas nem o meio ambiente. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou uma página especial para auxiliar quem deseja descartar remédios de forma adequada e não sabe como.

“A população não tem a noção do risco que é desprezar a medicação no lixo. Nós temos a certeza de que a medicação vai ser entregue em um local certo”, afirma o farmacêutico Sílvio de Faria.

Link:

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/07/consumidor-erra-no-descarte-de-remedios-vencidos-conclui-pesquisa.html



26 de agosto de 2011

Universidades identificam fragmento de proteína em cérebro de ratos que parece controlar dilatação de artérias

Uma nova geração de medicamentos contra a hipertensão pode surgir de uma fonte no mínimo insuspeita: o cérebro de ratos. É lá que pesquisadores paulistas acharam a hemopressina, uma molécula que tem potencial para gerar anti-hipertensivos até cem vezes mais potentes que os usados hoje. Embora os testes em animais ainda sejam preliminares, o achado poderia, no futuro, desbancar a bradicinina – molécula descoberta no veneno da jararaca que, hoje, é usada nos principais remédios contra a hipertensão.
Fonte: Folha de São Paulo

Manipulação de cápsulas contendo fámacos higroscópicos




A umidade desempenha um papel negativo significante em produtos farmacêuticos, especialmente em formas farmacêuticas sólidas. A estabilidade física e química de vários fármacos pode ser comprometida pela umidade. A umidade, absorvida na superfície dos medicamentos sólidos, aumenta a taxa de decomposição, causa aglomeração e dissolução dos fármacos. A umidade acelera a hidrólise dos fármacos bem como facilita a reação destes com os excipientes, afetando a estabilidade do produto final. Geralmente, o nível inicial de umidade, assim como a tendência inerente do(s) ingrediente(s) para captar água do ambiente próximo, determina o padrão de absorção de umidade do produto final. Portanto, a natureza higroscópica dos ingredientes ativos e dos excipientes deve ser considerada no desenvolvimento farmacotécnico.





28 de julho de 2011

'Superanticorpo' pode resultar em vacina universal contra gripe




Cientistas encontraram um superanticorpo, o F16, capaz de combater todos os vírus da gripe do tipo A em humanos e animais.
Pesquisadores do Reino Unido e da Suíça identificaram o anticorpo em um humano capaz de neutralizar os dois principais grupos de vírus da gripe A.
Os cientistas disseram que é um passo preliminar mas crucial para o desenvolvimento de uma vacina universal contra a gripe.
A vacina universal poderia proteger as pessoas durante décadas, ou mesmo pela vida toda, contra todas as cepas de vírus da gripe.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisa Médica do Reino Unido e pela empresa privada Humabs e o resultado foi publicado na revista 'Science'. Neste artigo, os pesquisadores explicaram que os anticorpos atigem uma proteína do vírus chamada hemaglutinina. Devido sua rápida evolução, existem 16 subtipos diferentes de gripe A, divididos em 2 grupos. Os humanos produzem anticorpos contra um subtipo específico.
Pesquisas anteriores já haviam localizado anticorpos que funcionam com o vírus do grupo 1 e com a maioria dos vírus do grupo 2, mas não com ambos.
A equipe anglo-suíça usou um método que aplica a cristalografia de raios X para examinar amostras de células do plasma humano, o que aumenta a chance de encontrar o anticorpo 'universal' mesmo ele sendo raro. Ao identificarem o F16, eles o injetaram em ratos e furões e descobriram que protegia também os animais contra os vírus do grupo 1 e 2.

FONTE:
Agência de Notícias - JORNAL FLORIPA

12 de julho de 2011

Boletim da Anvisa apresenta o perfil dos medicamentos controlados

A Anvisa disponibiliza no seu site, o primeiro Boletim de Farmacoepidemiologia do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).
O documento apresenta dados qualitativos sobre a venda dos medicamentos sob controle especial, informados eletronicamente à Agência.
O boletim cobre um período significativo de monitoramento e apresenta dados coletados desde março de 2007, quando o sistema informatizado foi implantado, até março de 2010.
As informações apresentadas no boletim do SNGPC são extraídas das receitas e das notificações de controle especial, que são obrigatórias para a compra em farmácias e drogarias, de 143 medicamentos classificados como controlados. Nesse universo predominam os fármacos potencialmente causadores de dependência física e psíquica.

Dados

A primeira tabela do boletim de Farmacoepidemiologia distribui, em percentual, a participação dos medicamentos nas vendas, segundo a classificação ATC, sigla em inglês de Anatomical Therapeutic Chemical Code, que é o código da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a formulação química e indicação terapêutica dos medicamentos. Segundo o enquadramento da ATC, os fármacos se dividem pela área do corpo em que agem e por seu princípio químico ativo.
Entre os medicamentos que agem no sistema nervoso central, de acordo com a ATC, há 70 princípios ativos diferentes com registro na Anvisa. Fármacos com ação sistêmica nesta área do cérebro respondem por 74,8% dos medicamentos consumidos no país. Os dados referem-se ao acompanhamento feito pelo SNGPC durante três anos, até março de 2010.
Nesta tabela elencada segundo os códigos da ATC, aparecem dois princípios ativos de venda proibida no Brasil, o Rimonabanto, indicado para redução de gordura abdominal, e o Celecoxibe, para dores musculares. Isso aconteceu porque a proibição aconteceu em 2009, depois que já haviam sido contabilizados os dados no SNGPC.
A publicação permitirá à comunidade acadêmica e aos profissionais de saúde desenvolver estudos com base nas estatísticas e nas análises que o documento traz.
Em relação às doenças que acometem o sistema nervoso central, o boletim do SNGPC separa as ocorrências de acordo com o Código Internacional de Doenças (CID) adotado no Brasil. Com base no CID apontado nas receitas, pode-se afirmar que os transtornos mentais e comportamentais representam o maior percentual de indicações: 44. Em segundo lugar, estão as doenças do sistema nervoso, com 16,1%.
O conteúdo do boletim é estratégico para as ações de fiscalização da venda destes medicamentos pelas Vigilâncias Sanitárias de municípios e estados e também para o monitoramento farmacoepidemiológico do uso destas substâncias, muitas das quais são potencialmente causadoras de dependência.
Estão previstas edições semestrais do boletim. Nesse primeiro número, a Anvisa apresenta uma caracterização das substâncias sujeitas ao controle especial, demonstrando sua distribuição nas categorias de risco de uso na gravidez e na Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10).
Com relação à gestação, é importante lembrar que todos os 143 medicamentos do SNGPC se enquadram como produto que oferece algum tipo de risco. Nesta categorização, os fármacos são divididos em grupo A, isento de risco, e grupos B, C, D e X, onde se situam os produtos abrangidos pelo sistema da Anvisa.
A classificação no Grupo X é a de extrema gravidade, porque estão demonstradas a ocorrência de má-formação fetal (teratogênese) e são contraindicados para mulheres que estão ou podem ficar grávidas. É o caso da Talidomida.
O Grupo B é formado pelos medicamentos de menor risco. No caso das classes C e D a análise do risco compete ao médico, que deve definir se o benefício oferecido pelo fármaco justifica sua prescrição.

Pharma Nostra é adquirida pela Companhia Belga Arseus

A companhia belga fabricante de equipamentos e fornecedora de serviços médicos Arseus anunciou nesta segunda-feira acordo para comprar a brasileira Pharma Nostra por 51 milhões de euros (US$ 73 milhões) para assegurar a principal posição no maior mercado de compostos farmacêuticos do mundo.
A Arseus, cujos produtos incluem cadeiras para dentistas e instrumentos cirúrgicos, divulgou acordo inicial para comprar a companhia brasileira, líder no país na venda de compostos para medicamentos de farmácias de manipulação.
A unidade de compostos Fagron, da Arseus, tem sido o principal motor de crescimento da companhia. A empresa ocupa primeiro lugar na Europa e tem investido nos Estados Unidos e no Brasil desde 2010. Em setembro, a companhia vai iniciar operações na Argentina.
A aquisição ocorre menos de um ano depois que a Arseus comprou a brasileira DEG, segunda maior empresa do setor no país.
"Vamos manter as duas marcas", disse o presidente-executivo da Arseus, Ger van Jeveren. "Vamos fazer avanços em compras, em produção."
A Arseus vai pagar 60% da soma da aquisição --28 milhões de euros em dinheiro e 4 milhões de euros em ações em tesouraria-- na conclusão da operação e os restantes 19 milhões de euros ao longo dos próximos três a cinco anos.
A Pharma Nostra, fundada em 1999, teve faturamento de cerca de 45 milhões de euros em 2010 e margem de lucro próxima a 15%.

Fonte: Agência Reuters

Vigilância Sanitária atesta que farmácia apontada por doping atende as BPF

A farmácia apontada por ter causado o doping de quatro nadadores brasileiros (Cesar Cielo, Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinícius Waked) por meio de contaminação do suplemento alimentar dos atletas, ganhou um argumento para se defender da acusação.

A prefeitura da cidade de Santa Bárbara d'Oeste - cidade onde se localiza a farmácia - encaminhou nota oficial que atesta que o estabelecimento atende as exigências das legislações vigentes, e que não oferece danos à saúde dos consumidores.

A farmácia foi vistoriada pela Vigilância Sanitária da cidade por causa da versão dos atletas e da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), que indicaram que a farmácia era culpada pela presença da substância furosemida nas cápsulas de cafeína produzida por esta. A confederação chegou a divulgar que a farmácia havia assumido a culpa no erro, o que foi contestado posteriormente pelos responsáveis do estabelecimento comercial.

Leia abaixo a nota oficial da prefeitura de Santa Bárbara d'Oeste na íntegra:

A Vigilância Sanitária Municipal faz inspeções sanitárias na farmácia de manipulação Anna Terra Produtos Farmacêuticos Ltda, bem como em outros estabelecimentos, no mínimo duas vezes ao ano, desde que foram descentralizadas as ações de Vigilância Sanitária no município, em 1998;

Recentemente, no último dia 03, o órgão fez uma nova inspeção, contemplando todos os aspectos constantes na Resolução da Diretoria Colegiada - RDC 67/07 (que trata das Boas Práticas de Manipulação em Farmácias);

Também foi feita inspeção no dia 06/07, para averiguar os fatos em virtude de veiculação nos mais diversos meios de comunicação de que o atleta Cesar Cielo Filho, flagrado em exame antidoping por meio de constatação da substância furosemida (substância proibida pelos órgãos regulamentares do esporte praticado pelo atleta), teria consumido uma formulação magistral a base de cafeína e que, segundo a CBDA, estaria “contaminada” pela referida substância. Esta teria sido manipulada pela farmácia de manipulação Anna Terra Produtos Farmacêutico Ltda, em Santa Bárbara d´Oeste;

Após inspeções feitas nas datas mencionadas, e pela documentação apresentada pelo estabelecimento, a Vigilância Sanitária verificou que a farmácia atende as exigências das legislações vigentes, estando em condições sanitárias satisfatórias de funcionamento, não oferecendo danos à saúde dos consumidores.

Fonte: O Povo on line

6 de julho de 2011

Começa a VI Conferência da Rede Pan-Americana de Regulamentação Farmacêutica

Começa, nesta quarta-feira, (6 de julho) a VI Conferência da Rede Pan-Americana de Regulamentação Farmacêutica (Rede Parf).

O encontro,que é promovido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), reune representantes das Américas para discutir o fortalecimento das Autoridades Reguladoras Nacionais no contexto dos Sistemas de Saúde. Estão confirmados representantes de 27 países.

O programa da Conferência conta com temas atuais de interesse da regulação sanitária, como nanotecnologia, sistemas de informação e comunicação, transparência e produtos biotecnológicos. Entre os participantes, destacam-se representantes do Governo, setor privado, academia, entidades representativas de consumidores e especialistas convidados.

Além de receber a Conferência em sua sede em Brasília, a Anvisa será co-patrocinadora do encontro e irá participar do financiamento de aspectos logísticos da Conferência. Para a Agência, o fórum será uma oportunidade de integrar sevidores, profissionais de vigilância sanitária de estados e municípios, e outros órgãos nacionais, para debater os rumos e desafios da regulação farmacêutica no mundo.

A VI Conferência da Rede Pan-Americana de Regulamentação Farmacêutica (Rede Parf) será transmitida em tempo real, pelo site da Anvisa (http://www.anvisa.gov.br).

Fonte: ANVISA

5 de julho de 2011

Caso Cielo - De quem é a culpa?

O médico Cláudio Cardone, da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) revelou que o laudo da farmácia, de Santa Bárbara D'Oeste, não confirma, mas deixa aberta a possibilidade de contaminação cruzada na manipulação do suplemento alimentar utilizado por Cesar Cielo, Henrique Barbosa, Nicholas Santos e Vinicius Waked.

Ao contrário do que afirmou a médica Sandra Soldan, também da CBDA, a farmácia não admite erro, mas reconhece que manipulou furosemida antes de produzir o remédio dos nadadores.

Em entrevista ao site do IG, o médico Cardone afirma: “A farmácia apresentou um documento que apenas diz que é a responsável por manipular a cafeína dos suplementos alimentares do Cielo e que, no dia que manipulou, horas antes e por duas vezes, manipulou a furosemida pra fabricar outro remédio”.

Na última sexta-feira, Sandra Soldan disse que uma farmácia de Santa Bárbara d’Oeste havia admitido erro na manipulação dos suplementos. Por meio de seu advogado, a empresa desmentiu a médica e ameaçou processar a CBDA por danos morais.

Já, Eduardo de Rose, responsável pelo Painel de Doping da CBDA, também apresentou versão diferente à de Soldan e igual à de Cardone.

Fonte: IG

24 de junho de 2011

Atenção Farmacêutica

A Atenção Farmacêutica consiste na provisão responsável da farmacoterapia com o propósito de alcançar resultados concretos que melhorem a qualidade de vida do paciente. Busca, encontrar e resolver de maneira sistematizada e documentada todos os problemas relacionados com os medicamentos que apareçam no transcorrer do tratamento do paciente. Além disso, compreende a realização do acompanhamento farmacológico do paciente, com dois objetivos principais:

1. Responsabilizar-se com o paciente para que o medicamento prescrito pelo médico tenha o efeito desejado.

2. Estar atento para que ao longo do tratamento as reações adversas aos medicamentos sejam as mínimas possíveis, e no caso de surgirem, que se possa resolvê-las imediatamente.

A Atenção Farmacêutica constitui uma nova filosofia de exercício profissional farmacêutico. Não existe porém, uma concepção concreta da prática de tal conceito. Isso então permite a cada farmacêutico uma certa flexibilidade para adaptar a provisão da Atenção Farmacêutica à sua realidade, seus próprios recursos e habilidades, procurando sempre uma farmacoterapia racional, segura e custo-efetiva para o cuidado do paciente. Além disso, a variabilidade enorme de patologias, unido à ampla disponibilidade terapêutica, oferece múltiplas possibilidades de abordagem e resolução de um mesmo caso.

O que se deve ter em mente quanto a este modo de exercício profissional, é que a qualidade dos resultados se mede diretamente pela melhora da qualidade de vida oferecida ao paciente. E essa melhora deve ser obtida pela otimização da terapia medicamentosa e resolução dos problemas relacionados aos medicamentos. O que se propõe não é o exercício do diagnóstico ou da prescrição de medicamentos considerados de responsabilidade médica, mas a garantia de que esses medicamentos venham a ser úteis na solução ou alívio dos problemas do paciente.

Fases do processo de Atenção Farmacêutica:

· Estabelecer a relação farmacêutico-paciente;

· Recolher, sintetizar e analisar a informação relevante;

· Listar e classificar os problemas relatados pelo paciente e identificados na anamnese;

· Estabelecer o resultado farmacoterapêutico desejado para cada problema relacionado com o medicamento;

· Determinar as alternativas terapêuticas disponíveis;

· Eleger a melhor solução farmacoterapêutica e individualizar o regime posológico;

· Desenvolver um plano de monitorização terapêutica;

· Iniciar o tratamento individualizado e o plano de monitorização;

· Realizar o seguimento para medir o resultado.

" A Atenção Farmacêutica previne e soluciona problemas relacionados com medicamentos, se posta em prática constitui a grande esperança de dar sentido a nossa profissão"

Fonte: http://www.farmaceuticovirtual.com.br/html/apresent_atfarm.htm

23 de junho de 2011

Qualificação do desempenho e validação do processo de obtenção de comprimidos por compressão direta em escala piloto

Estudos de qualificação e validação de processos são amplamente requisitados por agências regulatórias na produção de medicamentos. Entretanto, uma abordagem pouco explorada pela literatura é o emprego de equipamentos qualificados e processos validados em estudos de formulação. O presente trabalho objetiva desenvolver uma proposta de qualificação do desempenho e validação do processo de compressão direta em escala piloto e aplicar o processo validado, como uma ferramenta de garantia da qualidade, com auxílio de um fármaco-modelo.


link: http://hdl.handle.net/10183/29559

22 de junho de 2011

formulação de cápsulas


A cápsula foi criada e introduzida na prática farmacêutica em 1833.As primeiras cápsulas foram preparadas de forma rudimentar empregando para o processo de selagem, uma gota de gelatina aquecida. Em 1848, James Murdock desenvolveu a cápsula de gelatina dura constituída por duas peças que se encaixavam e tal dispositivo foi objeto de patente em 1865. Atualmente, essa forma farmacêutica apresenta elevada aceitação sendo hoje, a forma de administração oral de maior consumo e produção nas farmácias de manipulação. Estudos de pré-formulação são realizados com o intuito de determinar se fármacos e excipientes, podem ser misturados, ou se é necessário à redução do tamanho das partículas utilizando o processo de moagem. Este processo também é empregado para garantir uma distribuição uniforme do fármaco em toda a mistura do pó, sendo muitas vezes utilizada para garantir a uniformidade do tamanho de partículas, e que deve ser avaliada na fase de pré-formulação. Nas farmácias com manipulação a técnica de moagem é empregada de forma generalizada e sem o conhecimento prévio das características físico-químicas do fármaco, principalmente os polimórficos e termolábeis, Esta mistura de pós, composta pelo princípio ativo e excipientes com funcionalidades específicas deve apresentar adequada propriedade de fluidez para garantir um enchimento uniforme e exato da cápsula, sendo que o fluxo da mistura deste pó, esta diretamente relacionada à sua forma cristalina ou amorfa, de tal forma que o polimorfismo pode influenciar no processo de enchimento .Desta forma, sendo a manipulação de fórmulas em cápsula representar a maior atividade na farmácia magistral, é erroneamente considerada como a forma farmacêutica mais simples de ser elaborada. O farmacêutico deve ter conhecimentos de outras ciências afins como o estudo de pré-formulação, farmacologia e farmacotécnica que ainda, deve englobar conceitos de biodisponibilidade e bioequivalência, além da Físico-química,Química Orgânica,Analítica e a Química Farmacêutica. Assim, a correlação destas ciências permite condições de entender e desenvolver medicamentos com segurança que produzam o efeito terapêutico adequado..

fontehttp://www.intecq.com.br/files/artigos/polimorfismo_e_farmacocinetica.pdf

moinhos de martelo


A ampla possibilidade de controle da granulometria do produto, principalmente através da variação da rotação, abertura da grelha e tipo do martelo, permite obter produtos dentro das mais rigorosas determinações. Podem apresentar uma infinidade de arranjos internos com relação à: montagem, tipos e número de martelos.Para cada tipo de produto emprega-se número, tipo e montagem específica do equipamento. As velocidades periféricas dos martelos no processo de moagem variam de 55 a 61 m/s, Não quer dizer que quanto maior o rpm maior será a produção, mas sim quanto maior rotação e ou quanto maior o numero de martelos mais fino o produto.

fontehttp://www.piacen.com.br/equi_moag_martelo.asp

21 de junho de 2011

Saiba tudo sobre interações medicamentosas em seu iPad ou iPhone/iPod touch


Um dia depois da chegada do aplicativo Arritmias Cardíacas, outra empresa trouxe hoje mais um aplicativo focado na área de saúde — o Interação Medicamentosa, desenvolvido para o Grupo Gen pela Arca Solutions e publicado pela Jurid.

Compatível tanto com iPads quanto com iPhones/iPods touch, o app faz associação de dois fármacos e diz quais são os riscos dessa interação (também com bebidas alcóolicas e tabaco), sendo muito interessante para médicos/dentistas e estudantes da área. Ele foi todo baseado em uma obra física, cujo autor é o Celmo Celeno Porto.

Quando dois ou mais medicamentos são usados em associação, eles podem agir de forma independente, sem que um interfira na ação do outro, mas também podem interagir entre si, com aumento ou diminuição do efeito terapêutico ou tóxico de um deles ou de ambos.

Em algumas situações, a interação pode ser até benéfica, o que justificaria a co-prescrição deliberada.

De qualquer maneira, cresce cada vez mais a necessidade de conhecer os efeitos das interações entre medicamentos, questão considerada difícil e complexa por grande parte dos estudantes, Farmacêuticos, médicos, dentistas, enfermeiros e outros profissionais da saúde.

O melhor de tudo é que o aplicativo Interação Medicamentosa não custa nada na App store

ANVISA amplia o número de bulas mais acessíveis a população

A ANVISA publicou mais 120 bulas de medicamentos nesta segunda-feira (20/6) no Bulário Eletrônico da Anvisa. Elas foram adequadas às novas regras, como determina a norma RDC 47/09, visando uma escrita clara e simples para que o paciente entenda como o produto age no organismo: as indicações, os riscos e as contra-indicações.

A RDC 47/09, publicada em 2009, trouxe para a sociedade mais do que um texto acessível. Pelo regulamento, os portadores de deficiência visual poderão solicitar aos Serviços de Atendimento ao Cliente (SAC) das indústrias as bulas adaptadas à sua condição, que podem ser em Braille, formato de áudio ou com letras aumentadas.

As bulas que vão para o Bulário Eletrônico servem de padrão para a confecção das bulas dos medicamentos genéricos e similares. Com base nisso, as indústrias farmacêuticas, receberam o prazo de 180 dias, contados a partir do momento em que o medicamento referência entra no Bulário Eletrônico, para encaminhar à Anvisa a nova versão de suas bulas e disponibilizá-las nas embalagens dos medicamentos.

Uma grande inovação neste sistema informatizado é que a Anvisa vai passar a atualizar o Bulário Eletrônico de forma regular, inserindo novos lotes de bulas todos os meses.

Aprenda a acessar o Bulário Eletrônico

20 de junho de 2011

Importância da pesquisa química no desenvolvimento de Fármacos

Em diversos laboratórios de química, muitos pesquisadores sintetizam substâncias com provável atividade biológica. As vezes, partem de uma substância de atividade conhecida, e preparam derivados sintéticos para testar suas atividades. O conhecimento da relação entre estrutura química e atividade biológica é um dos objetos de estudo da área de química medicinal. Inicialmente, os químicos limitavam-se a isolar determinadas substâncias naturais, a partir do extrato bruto de plantas com eficácia já conhecida. Mais recentemente, a química de síntese orgânica foi introduzida nesta área e os químicos passaram a não somente criar análogos sintéticos e derivados, mas também a "criar" substâncias totalmente inéditas, que vieram a se tornar fármacos. Hoje, a preparação de um fármaco leva anos de pesquisa; diversos conceitos vistos em sala de aula passam a ter importância fundamental, tais como estereoquímica, síntese orgânica, polaridade de moléculas, forças intermoleculares, entre outros.

A estrutura química de uma substância é fator determinante na sua atividade no organismo. E, em geral, substâncias diferentes com estruturas químicas semelhantes possuem atividade biológica também similar.

Fonte: Revista eletrônica do Departamento de Química - UFSC

19 de junho de 2011

Editores do Blog Farmacotécnico e Coordenador do Curso de Farmácia obtém reconhecimento em evento de Educação farmacêutica

O Blog Farmacotécnico, foi premiado na VII Conferência Nacional de Educação Farmacêutica e no VII Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Farmácia, realizado pela Associação Brasileira de Ensino Farmacêutico e Bioquímico e pelo Conselho Federal de Farmácia. O evento, de abrangência nacional, aconteceu entre os dias 08 e 10 de junho no Hotel Nacional, em Brasília.

Os pesquisadores apresentaram o pôster " O uso de Blogs como interface de construção do conhecimento e aprendizagem colaborativa na graduação em farmácia”. E com este trabalho receberam o prêmio de "Melhor trabalho científico" do evento.

A pesquisa foi orientada pelo editor do Blog e coordenador do curso de Farmácia, Professor Fabian Primo, e teve a participação de dois acadêmicos do curso, Gabriel Hertzog e Marcus Monteiro. O escopo do trabalho foi avaliar a qualidade de um blog como ferramenta pedagógica e de que maneira ocorre a apropriação dessa tecnologia pelos usuários. A pesquisa demonstrou que o surgimento destas novas tecnologias da comunicação e informação, como os blogs, estão produzindo novas possibilidades de ensinar, educar e autoaprender.

18 de junho de 2011

Validação dos Processos de Limpeza: um olhar na praticabilidade em indústrias de medicamentos

Para que a Validação de Limpeza dentro de uma indústria se torne viável e aplicável, deve contar com os seguintes elementos (Guide to Cleaning Validation in API plants, 1999):
· Estabelecimento de critérios de aceitação;
· Processo de Limpeza
- Identificação do equipamento;
- Caracterização do produto;
- Determinação e caracterização dos agentes de limpeza;
· Métodos analíticos validados;
· Processo de amostragem validado;
· Protocolo de Validação;
· Relatório de Validação.

http://www.cpgls.ucg.br/ArquivosUpload/1/File/CPGLS/IV%20MOSTRA/SADE/SAUDE/Validao%20dos%20Processos%20de%20Limpeza%20_%20um%20Olhar%20na%20Praticabilidade%20em%20Indstrias%20de%20Medicamentos.pdf

Formas farmacêuticas de liberação modificada: polímeros hidrifílicos

Os sistemas de liberação de fármacos são parte integrante da investigação farmacêutica. A maioria dos sistemas de liberação oral de fármacos é baseada em matrizes poliméricas. Nas duas décadas passadas, as matrizes hidrofílicas tornaram-se muito populares na formulação de formas farmacêuticas de liberação modificada. A escolha do polímero hidrofílico na formulação da matriz pode fornecer uma combinação apropriada dos mecanismos de intumescimento, de dissolução ou de erosão e determinam a cinética de liberação in vitro. As matrizes de intumescimento são sistemas monolíticos preparados pela compressão de mistura de um polímero hidrofílico e de um fármaco. Elas representam sistemas da liberação em que os vários mecanismos podem ser adaptados ao programa de liberação. O sucesso desses sistemas está relacionado com a tecnologia de fabricação e com as características físicas e físico-químicas do polímero, responsáveis pelo mecanismo de liberação.

Ver artigo completo:

Efeito da concentração do amido de milho na liberação de paracetamol de comprimidos

Este trabalho avaliou a influência da concentração de amido de milho nas características físicas e na liberação in vitro de paracetamol a partir de comprimidos. Os granulados foram analisados quanto à granulometria e densidades aparentes bruta e compactada e os comprimidos quanto ao peso médio, espessura, dureza, friabilidade, tempo de desintegração. Os comprimidos foram preparados a partir de granulados obtidos por granulação a úmido, utilizando cozimento de amido a 10% como agente granulante, segundo três formulações. Embora os comprimidos obtidos tenham apresentado características dentro dos limites farmacopéicos, os resultados indicam que variações da concentração de amido provocam diferenças nos diversos parâmetros físicos estudados. Concentração mais alta de amido em pó dá origem, provavelmente, à interação entre os componentes da fórmula, interferindo na liberação in vitro do fármaco. Isto demonstra a importância de se otimizar a concentração dos adjuvantes numa formulação de comprimidos, pois, embora uma pequena variação nesta concentração não exerça efeito significativo no tempo de desintegração, a quantidade de fármaco liberado pode ser substancialmente alterada.

Ver artigo completo:

17 de junho de 2011

Boas Práticas da fabricação de Medicamentos

A baixo, está um pedaço da resolução RDC N.º 17, que dispõe sobre as boas práticas de Fabricação de Medicamentos.

"Art. 13. Boas Práticas de Fabricação é a parte da Garantia da Qualidade que assegura que os produtos são
consistentemente produzidos e controlados, com padrões de qualidade apropriados para o uso pretendido
e requerido pelo registro.
§ 1º O cumprimento das BPF está orientado primeiramente à diminuição dos riscos inerentes a qualquer
produção farmacêutica, os quais não podem ser detectados somente pela realização de ensaios nos
produtos terminados.
§ 2º Os riscos são constituídos essencialmente por contaminação-cruzada, contaminação por partículas,
troca ou mistura de produto.
§ 3º As BPF determinam que:
I - todos os processos de fabricação devam ser claramente definidos e sistematicamente revisados em
função da experiência adquirida. Além disso, devem ser capazes de fabricar medicamentos dentro dos
padrões de qualidade exigidos, atendendo às respectivas especificações;
II - sejam realizadas as qualificações e validações necessárias;
III - sejam fornecidos todos os recursos necessários, incluindo:
a) pessoal qualificado e devidamente treinado;
b) instalações e espaço adequados e identificados;
c) equipamentos, sistemas computadorizados e serviços adequados; 11
d) materiais, recipientes e rótulos apropriados;
e) procedimentos e instruções aprovados e vigentes;
f) armazenamento e transporte adequados; e
g) instalações, equipamentos e pessoal qualificado para controle em processo.
IV - as instruções e os procedimentos devam ser escritos em linguagem clara, inequívoca e serem
aplicáveis de forma específica às instalações utilizadas;
V - os funcionários devam ser treinados para desempenharem corretamente os procedimentos;
VI - devam ser feitos registros (manualmente e/ou por meio de instrumentos de registro) durante a
produção para demonstrar que todas as etapas constantes nos procedimentos e instruções foram seguidas
e que a quantidade e a qualidade do produto obtido estejam em conformidade com o esperado. Quaisquer
desvios significativos devem ser registrados e investigados;
VII - os registros referentes à fabricação e distribuição, que possibilitam o rastreamento completo de um
lote, sejam arquivados de maneira organizada e de fácil acesso;
VIII - o armazenamento seja adequado e a distribuição dos produtos minimize qualquer risco à sua
qualidade;
IX - esteja implantado um sistema capaz de recolher qualquer lote, após sua comercialização ou
distribuição; e
X - as reclamações sobre produtos comercializados devam ser examinadas, registradas e as causas dos
desvios da qualidade, investigadas e documentadas. Devem ser tomadas medidas com relação aos
produtos com desvio da qualidade e adotadas as providências no sentido de prevenir reincidências. "

Esse link possibilita a leitura de toda a resolução:

Fonte: ANVISA - www.portal.anvisa.gov.br

Por que o uso racional de medicamentos deve ser uma prioridade?

A Organização Mundial de Saúde diz que há uso racional de medicamentos quando pacientes recebem medicamentos apropriados para suas condições clínicas, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade. Porém, o que se observa, mostra uma realidade bastante diferente. Pelo menos 35% dos medicamentos adquiridos no Brasil são feitos através de automedicação. Os medicamentos respondem por 27% das intoxicações no Brasil e 16% dos casos de morte por intoxicações são causados por medicamentos. Além disso, 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou usados inadequadamente, e os hospitais gastam de 15 a 20% de seus orçamentos para lidar com as complicações causadas pelo mau uso dos mesmos. A proposta de alívio imediato do sofrimento, como em um passe de mágica, é um apelo atraente, mas tem seu preço. Este preço nem sempre se restringe ao desembolso financeiro e pode ser descontado na própria saúde. Os requisitos para o uso racional de medicamentos são muito complexos e envolvem uma série de variáveis, em um encadeamento lógico. Para que sejam cumpridos, devem contar com a participação de diversos atores sociais: pacientes, profissionais de saúde, legisladores, formuladores de políticas públicas, indústria, comércio, governo.

Medidas para promover o uso racional de medicamentos

De acordo com a definição do uso racional de medicamentos proposta pela Política Nacional de Medicamentos, os requisitos para a sua promoção são muito complexos e envolvem uma série de variáveis, em um encadeamento lógico. Para que sejam cumpridos, devem contar com a participação de diversos atores sociais: pacientes, profissionais de saúde, legisladores, formuladores de políticas públicas, indústria, comércio, governo.

Preocupado com este grave problema de saúde pública, o Ministério da Saúde do Brasil criou o Comitê Nacional para a Promoção do Uso Racional de Medicamentos por meio da Portaria nº 427/07, o que vem a atender uma recomendação da OMS. O Comitê desenvolverá ações estratégicas para ampliar o acesso da população à assistência farmacêutica e para melhorar a qualidade e segurança na utilização dos medicamentos.

De uma maneira geral, as soluções propostas para reverter ou minimizar este quadro devem passar pela educação e informação da população, maior controle na venda com e sem prescrição médica, melhor acesso aos serviços de saúde, adoção de critérios éticos para a promoção de medicamentos, retirada do mercado de numerosas especialidades farmacêuticas carentes de eficácia ou de segurança e incentivo à adoção de terapêuticas não medicamentosas.

fonte: http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232008000700023

14 de junho de 2011

Ensaios de pré-formulação com excipientes utilizados na elaboração de cápsula de Sibutramina


De acordo com Ferreira (2002) 'principios ativos identicos quando manipulados com excipientes diferentes tem velocidade de dissolução variáveis, diferença de biodisponibilidade que podem impedir o efeito farmacológico' por isso farmácias de manipulação usam os mesmos excipientes usados nos medicamentos industrializados de referência. A sibutramina é um fármaco muito usado para o tratamento da obesidade e contem na sua formulação lactose, celulose microcristalina, dioxido de silicio coloidal e estearato de magnésio.
O material da pesquisa foi: lactose monoidratada (lote 04080864- Pharma Nostra), celulose microcristalina (lote 05050316B - Phama Nostra), estearato de magnésio (lote 200510252 - Henrifarma) e aerosil (lote YA41163- Pharma Special)
A cominuição da lactose e do estearato de magnésio foi obtida por trituração em gral de porcelana com pistilo, seguida da determinação da granulometria com auxilio de um vibrador mecânico procurando padronizar o tamanho das particulas em 150nm
A mistura dos excipientes para cada um dos ensaios foi efetuada por espatulação geométrica e avaliadas pelas seguintes determinações:
Densidade Aparente (DA): determinada pela leitura do volume aparente apos tranferencia de 3g de amostra para proveta graduada de 10mL
Densidade Compactada (DC): determinada pela leitura do volume da proveta de 10mL apos 20 batidas de igual força em superfície lisa
Fator de Hausner (FH): determinado pelo quociente entre as densidades compactada e aparente
Ao analisar os ensaios concluiu-se que apesar de todos os valores de Fator de Hausner estarem acime de 1,24, limite máximo de bom fluxo, todos se encontraram na faixa compreendida entra 1,25 e 1,50, passível de correção de fluxo pela adição de agentes deslizantes.
A participação dos excipientes no estudo está dentro do preconizado por Ferreira (2002) para uma mistura:
-Concentração de lactose como diluente de 65 até 85%
-Concentração de celulose microcristalina como agente antiaderente ou lubrificante entre 5 e 20%
-Concentração do estearato de magnésio como lubrificante entre 0.25% a 2%
-O aerosil como dessecante em contração mínima e fixa de 0,1%
Apartir dos resultados obtidos pode-se concluir que:
-A lactose não influenciou a densidade aparente, densidade compactada e o Fator de Hausner;
-Ocorreu uma tendência de redução do Fator de Hausner com aumento de concentração do estearato de magnésio e celulose microcristalina;
-Tendência similar também foi observada em relação a concentração de celulose microcristalina sobre a densidade compactada;
-A combinação de excipientes 25% de celulose microcristalina e 1,125% de estearato de magnésio resultou em um fator de Hausner mais próximo do esperado.

13 de junho de 2011

O Investimento brasileiro em pesquisas para produção de novos fármacos ainda é pequena

A produção de medicamentos no Brasil tem aumentado nos últimos anos, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica, o investimento em pesquisa e desenvolvimento de fármacos continua incipiente. Os recursos para pesquisa provêm basicamente das agências federal e estaduais de fomento, embora alguns laboratórios privados comecem a apostar em parcerias com as universidades, o que poderá minimizar a defasagem do Brasil em relação a outros países, quanto aos investimentos privados em Pesquisa e Desenvolvimento. Alguns indícios fazem crer que o investimento em pesquisa de fármacos está crescendo no país. Uma das dificuldades, porém, para avaliar quantitativa e qualitativamente esse investimento é a própria falta de dados sistematizados específicos para o setor.
Investimento do CNPq em Bolsas e Formento à Pesquisa, de 1998 a 2000.


Fonte: Farmacos: dependência e inovação.

Medicamentos favoráveis a granulação

Os medicamentos favoráveis a granulação são utilizados nos tratamento de feridas. São conhecidos como ácidos graxos essenciais (AGE), que são precursores de substâncias farmacêuticas ativas, envolvidas no processo de diferenciação epidérmica e divisão celular. Os medicamentos favoráveis a granulação mais conhecidos no tratamento de feridas são o ácido linoléico, ácido linoléico associado a lanolina e o ácido ricinoléico derivado do óleo de mamona. Estes medicamentos favoráveis a granulação possuem ações diferentes, porém realizam a mesma função.


Continua..

Quanto ganha o farmacêutico no Brasil ?

Para fins de curiosidade posto um link com informações sobre o salário do farmacêutico em diversos estados no Brasil.

Link
Piso Salarial por Estado
Piso Salarial por Categoria

fonte: www.pfarma.com.br

11 de junho de 2011

BOAS PRÁTICAS DE PESQUISA DE FARMACOLOGIA CLÍNICA

Em toda pesquisa de Farmacologia Clínica deverá prevalecer o bem estar individual das pessoas submetidas a estudo, acima dos interesses da ciência e da comunidade.
A realização de pesquisas em Farmacologia Clínica deve ser conduzida com estrita observação dos princípios científicos reconhecidos e com escrupuloso respeito pela integridade física e psíquica dos indivíduos envolvidos.
As pesquisas clínicas deverão ser precedidas por estudos pré-clínicos, podendo-se começar as pesquisas em Farmacologia Clínica no momento em que os resultados de tais estudos permitam inferir que os riscos para a saúde das pessoas envolvidas sejam previsíveis e não significativos. As pesquisas em Farmacologia Clínica poderão incluir pessoas sadias e enfermas.
Os custos provenientes da pesquisa clínica serão custeados pelo patrocinador, se houver, ou pelo grupo pesquisador.

fonte: http://www.boaspraticasfarmaceuticas.com.br/includes/Boasprat.pdf

9 de junho de 2011

A tecnologia pode contribuir para o aprendizado?

Como os estudantes aprendem hoje? O que nós podemos fazer para qualificar o ensino? De que maneira podemos utilizar as novas tecnologias de informação para melhorar o processo de ensino-aprendizagem?
Vale a pena conferir o vídeo abaixo. O vídeo faz uma reflexão sobre o ensino nos dias de hoje e apresenta de forma simples e direta alguns indicativos de respostas a estes questionamentos.....

8 de junho de 2011

Novas metodologias de ensino no VII Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Farmácia

As atividades do VII Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Farmácia, tiveram sua continuidade com 3 cursos versando sobre as “Metodologias de ensino que contribuem para a atuação multiprofissional”.

As apresentações demonstraram diversos e bons exemplos de práticas (estudos de casos, simulações e problematização) que vem sendo desenvolvidas, nas diversas Universidades aqui representadas, e com grande sucesso. Atividades estas que tem contribuindo para fortalecer e ampliar o reconhecimento da profissão farmacêutica no contexto da saúde.

As discussões que se seguiram após as apresentações, foram em sua maioria, focadas em como conseguir implementar estas novas metodologias de ensino na prática docente diária. Ou melhor, de que maneira podemos fazer com que os docentes se engajem nestas novas e desafiadoras propostas de trabalho? Como realizar a observação da realidade, vincular com os pontos chaves, as diversas teorias e hipóteses e ainda aplicá-las na realidade? Além, ainda, da necessidade de incluir temas como ética e humanização e aplicá-las nas disciplinas e práticas diárias.

Sabe-se que muitas das dificuldades encontradas passam por problemas institucionais, problemas na formação pedagógica dos docentes e ainda na própria resistência dos discentes em aceitar estas novas metodologias, em que estes passam a ser protagonistas ao invés de meros espectadores.

Entretanto, mesmo diante destes desafios na implementação das novas metodologias, vislumbramos grandes oportunidades, que podem e farão diferença na formação dos farmacêuticos.

Começa a VII Conferência Nacional de Educação Farmacêutica


Neste dia 08 de junho, inicia a VII Conferência Nacional de Educação Farmacêutica e o VII Encontro Nacional de Coordenadores de Curso de Farmácia, cujo tema é Educação Farmacêutica: humanizar, integrar e qualificar.

Será um momento importante de discussão do andamento da educação farmacêutica e de discussão do quase 10 anos de currículo generalista.

O Blog Farmacotécnico está presente no evento, por meio do coordenador do curso de Farmácia da UCPel e editor do Blog, Fabian Primo. Teremos a possibilidade, por meio do Blog, de nos manteremos todos informados do andamento das discussões aqui propostas e realizadas.

O primeiro curso está sendo ministrado pelo professor Geraldo Aécio, cujo tema é o Planejamento acadêmico.

Aguardem novas informações.

7 de junho de 2011

Validação de limpeza de equipamentos de formas farmacêuticas sólidas

A validação de limpeza de equipamentos usados na indústria farmacêutica é muito importante pois garante que resíduos de medicamentos ja fabricados não contaminem outros produtos, mesmo após a limpeza.
No artigo a seguir é feita a análise de comprimidos de mebendazol, que possuem baixa solubilidade o que dificulta a limpeza dos equipamentos. Este caso, demonstra a importância da validação de limpeza para não comprometer outras fórmulas feitas nos mesmos equipamentos.

link:http://www.revbrasfarm.org.br/pdf/2006/N22006/pag_35a41_VALIDACAO.pdf

Comparação entre técnicas de granulação via úmida: leito fluidizado x alto cisalhamento.

            A granulação pode ser realizada por diferentes tecnologias as quais se diferenciam essencialmente nas metodologias utilizadas e,...