Cientistas do Brasil e dos Estados Unidos se unem para combater o avanço do zika vírus.
O
governo brasileiro firmou acordo com a Universidade do Texas (EUA) para
desenvolver uma vacina contra o zika vírus. O Brasil enfrenta uma grave
epidemia de microcefalia provocada pelo zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes
aegypti, a microcefalia consiste em uma má-formação do cérebro em
fetos e que, ao nascer, apresentam perímetro cefálico igual ou inferior a 32
centímetros, que causa uma deformação do cérebro que afeta o desenvolvimento da
criança.
O País registrou 4.783 casos
suspeitos de microcefalia entre os meses de outubro do ano passado e fim de
janeiro deste ano por infecção de zika vírus, e já foram confirmados 404 casos,
sendo que em anos anteriores este número não chegava a 200 casos. O brasil destinará US$ 1,9 milhão em recursos para pesquisar a imunização.
A vacina será desenvolvida por cientistas
brasileiros do Instituto Evandro Chagas, localizado no Pará e americanos da Universidade do Texas Medical
Branch sendo esta instituição o centro
colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) para pesquisas em vacinas de
doenças infecciosas emergentes, e o prazo de testes desta vacina é de
três anos antes da comercialização .
O
desenvolvimento da imunização para a produção da vacina contra o zika vírus
será acelerado porque os testes da vacina serão feitos simultaneamente em
camundongos nos Estados Unidos e em macacos em Belém, segundo o pesquisador do
Instituto Evandro Chagas, Pedro Vasconcelos, que também informou que já foi feito o sequenciamento do genoma do
vírus, uma parte desse genoma (a parte responsável pelo desenvolvimento de
anticorpos) será incorporada em uma partícula sintética do vírus VLP e que depois
da conclusão dessas fases serão feitos
os testes em animais.
Eduardo
Peglow, Joice Iepsen e Taila Ehlert
Mais informações
no link http://www.brasil.gov.br/saude/2016/02/brasil-firma-acordo-para-buscar-vacina-contra-o-zika-virus















