3 de maio de 2021
Produtos Biológicos - Anticorpos Monoclonais
2 de maio de 2021
VIOXX: MEDICAMENTO RETIRADO DO MERCADO
Hoje vamos falar um pouco sobre o Rofecoxib ou Vioxx (nome comercial),
um medicamento que foi retirado do mercado após sua aprovação.
O Rofecoxib é
um medicamento anti-inflamatório não-esteróide, utilizado para aliviar alguns
dos sintomas causados pela artrite, como a inflamação, inchaço, rigidez e dor
nas articulações, fabricado pela Merck Sharp & Dohme-Chibret, liberado
para comercialização em 1999 e sendo retirado do mercado em 2004, após o
fabricante ter feito um estudo clinico no qual o medicamento era utilizado todos os dias por cerca de 18 meses,
e então apresentou risco de infarto de miocárdio e acidentes vasculares
cerebrais.
No período entre sua liberação
e a retirada do mercado (cinco anos), dois milhões de pacientes usaram
rofecoxib. Os investigadores da FDA (Food and Drug Administration) estimaram
ter havido quase 28 mil infartos do miocárdio e mortes súbitas nos Estados
Unidos, entre 1999 e 2003.
Quer saber mais, acesse a referência utilizada:
SÃO PAULO. FILIPE GALVÃO FERREIRA. FÁRMACOS: DO DESENVOLVIMENTO À RETIRADA DO MERCADO. Revista Eletrônica de Farmácia.
Primeira Vacina 100% Nacional Contra COVID-19 Começa a Ser Produzida
O primeiro imunizante contra a Covid-19 fabricado integralmente no País já está em produção em solo brasileiro. O lote inicial de 1 milhão de doses da vacina ButanVac, do Instituto Butantan, começou a ser produzido em São Paulo, no dia 28 de abri. O início da produção ocorre antes mesmo de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberar os testes do imunizante em humanos e, consequentemente, o uso emergencial a partir dos primeiros resultados. O prazo para a conclusão processo de análise da Anvisa sobre a vacina termina na primeira quinzena de julho. Ou seja, a Agência deve dar o parecer sobre a permissão para uso emergencial, ou definitivo, da ButanVac no Brasil.
No entanto, a Anvisa informou que os documentos enviados
pelo Instituto para permissão da autorização de testes clínicos em humanos
estavam incompletos. Para que a ButanVac possa ser utilizada em humanos, ela
precisa ter aprovação da Anvisa. A entidade avalia os estudos clínicos que
foram realizados em cada fase da vacina. Os estudos clínicos visam comprovar a
segurança, eficácia e qualidade dos imunizantes.
A produção da vacina será feita totalmente no País, sem
necessidade de importar insumos. Com isso, o custo de produção será mais
econômico ao Governo. Custará cerca de US$ 3 (quase R$ 17). Esse valor é
praticamente um terço das duas doses (também uma vacina) da CoronaVac, que
custa US$ 10,30 (R$ 57 aproximadamente).
Se você gostou do assunto abordado deixe seu comentário.
Referências: https://www.ictq.com.br/farmacia-clinica/2845-covid-19-primeira-vacina-100-nacional-comeca-a-ser-produzida
A cobertura vacinal nas populações de adolescentes, adultos e idosos.
As vacinas vêm sendo consideradas como a atividade de saúde pública de maior impacto epidemiológico e uma das formas mais efetivas de garantir a qualidade de vida e uma longevidade saudável. No Brasil, desde 2004, o Ministério da Saúde passou a definir calendários de vacinação para adultos. Regulamentou a vacinação do adulto e idoso para as vacinas dT (dupla – difteria e tétano) de acordo com a situação vacinal anterior, instituiu a vacina dupla viral (sarampo e rubéola) ou tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para o adulto do sexo feminino até 49 anos e do sexo masculino até 39 anos, em casos em que não se sabe a situação vacinal, e estabeleceu a vacina influenza em dose anual.
No entanto, apesar da definição do calendário, a situação da cobertura da vacinação em adolescentes, adultos e idosos tem se tornado um grave problema, com baixíssima cobertura para a maioria das vacinas, o que se tornou ainda mais evidente nos recentes surtos de febre amarela e sarampo. Os dados de cobertura vacinal do ministério, de 1980 a 2013 (Brasil, 2015), evidenciam as enormes dificuldades na vacinação de adultos, mostrando que um dos grandes desafios do PNI (Programa Nacional de Imunizações) é alcançar coberturas vacinais elevadas nesse grupo populacional, cujos resultados são ainda muito insatisfatórios. O principal motivo é que muitos adultos não seguem ou abandonam o calendário de vacinação ao longo da vida e só se vacinam em grandes campanhas ou casos de epidemia.
Todas as quatro vacinas recomendadas para pessoas de 20 a 59 anos estão muito abaixo do considerado ideal de cobertura vacinal. Na vacina tríplice viral, a cobertura é baixíssima, de apenas 4,7%. De 2004 a 2013, a taxa de cobertura vacinal acumulada da hepatite B em adultos ficou em 46%. Apesar de a vacina ter sido introduzida também na rotina para adultos de 30 a 39 anos em 2013, a cobertura vacinal caiu para 39,4% (Brasil, 2015). Segundo dados do Ministério da Saúde, das vacinas do calendário adulto a única que passa dos 50% de cobertura acumulada entre 1994 e 2018 é a da febre amarela, com uma cobertura de 78,8%.
Embora essa baixa cobertura em adultos não seja um problema exclusivo do Brasil, a gravidade do cenário epidemiológico no país impõe a necessidade de urgente revisão desse quadro. Problemas como a introdução recente do calendário vacinal adulto e a alta taxa de abandono precisam ser enfrentados o mais rápido possível. Um grande passo para solucionar essa problemática seria se as informações sobre a importância do calendário de vacinação de adultos também fossem tratadas com total prioridade, assim como se tem com a vacinação de crianças. Talvez um sistema de registro de doses de vacinação que permita atuar sobre os refratários e os retardatários (no caso de lactentes) com mensagens e lembretes para completarem os esquemas vacinais facilite a intensificação da atuação das unidades de saúde, especialmente nas áreas cobertas pela Estratégia Saúde da Família.
Para se aprofundar no assunto e adquirir mais conhecimento sobre a vacinação no Brasil, acesse o link abaixo:
https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/45003/2/Livro%20Vacinas%20no%20Brasil-1.pdf
Atuação Farmacêutica na Radiofarmácia
A radiofarmácia é uma área
multiprofissional que se relaciona diretamente à medicina nuclear.
Especialidade farmacêutica responsável pela produção, pela manipulação,
controle de qualidade e fracionamento de radiofármacos.
No Brasil estima-se que mais de 3 milhões de pacientes ao ano são
atendidos com o uso de radiofármacos que podem ser produzidos por indústrias
farmacêuticas bem como em hospitais especializados. Em nosso país, a
manipulação está estipulada por leis, emendas e resoluções que começaram a
partir da Emenda Constitucional 49. A Emenda Constitucional 49, de 8 de
fevereiro de 2006,excluir do monopólio da União a produção, a comercialização e
a utilização de radioisótopos de meia-vida curta para usos médicos, agrícolas e
industriais.Estas emendas implementadas garantem ao farmacêutico especializado
em radiofármacos a responsabilidade técnica e desempenho de funções
especializadas em empresas de produção,comercialização,
importação, exportação, distribuição ou em instituições de pesquisa que produzam
Radiofármacos.
Atualmente o nosso país é bastante
desenvolvido na área do radiofármaco, a maior parte da demanda nacional é
atendida por intermédio da Comissão Nacional de Energia Nacional
(Cnen),autarquia do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) à qual o Centro de
Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN) está subordinado. O mercado de
trabalho na área de Radiofarmácia está em plena expansão. Com a quebra do monopólio para a produção de
radiofármacos de meia-vida curta, ocorrida em 2006, houve a necessidade
iminente de profissionais com experiência em Radiofarmácia e Radioquímica para
dar suporte aos centros produtores de radiofármacos que estavam se
desenvolvendo no país. Outro aspecto importante é a demanda, existente na
atualidade, por profissionais com conhecimentos específicos para atuação em
centros de medicina nuclear.Sendo assim, o mercado de trabalho tende a expandir
ainda mais nos próximos anos no Brasil e no mundo, para farmacêuticos dentre
outros profissionais.
Artigo: História da radiofarmácia e as implicações da Emenda
Constitucional N. 49,
disponível na base de dados Scielo
Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade
de São Paulo [Radiofarmácia]
A importância da toxicologia para o desenvolvimento de novos fármacos
Como já vimos em postagens anteriores a Fase I tem
como o principal objetivo descobrir se um novo fármaco é seguro para uso. Para isto, é testada a sua toxicidade em humanos para, assim, dar início de fato à realização
de testes clínicos em pequenos grupos de voluntários saudáveis, onde também é
avaliado o perfil farmacocinético destes medicamentos em estudo. Sobre este
tema em questão trataremos em uma nova postagem.
Para ilustrar um pouco sobre a importância da
toxicidade, abaixo segue uma imagem que ilustra um resumo sobre o assunto.
Mais detalhes sobre o assunto no artigo abaixo:
GONÇALVES, J.A. O CIRCUITO DO MEDICAMENTO: DA MOLÉCULA À FARMÁCIA.
UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA. PORTO. 2011.
29 de abril de 2021
Reposicionamento
de Fármacos e Covid-19
Hoje trazemos mais uma
postagem sobre a Covid-19, em uma publicação anterior, falamos sobre a vacina
para a Covid-19 que foi desenvolvida de forma rápida devido ao caráter
emergencial em função da Pandemia. Novamente trazemos outro assunto em relação à Pandemia que está relacionado com o desenvolvimento
de novos compostos.
A procura de novos
tratamentos para a Covid-19 é uma questão urgente, visto o cenário que estamos
vivendo. Com essa necessidade surgiu como opção para a procura de tratamento o
Reposicionamento de Fármacos.
Essa técnica busca analisar
compostos já existentes e neste caso ver qual a possibilidade de utilizar
algum medicamento para a Covid-19, analisando sua eficácia.
E porque falar de
Reposicionamento de Fármacos? Sabemos que o nosso tema, que está envolvido na
área de Pesquisa e Desenvolvimento de um novo composto, é algo demorado, como
citado nas publicações anteriores, porém essa estratégia é baseada em pegar
algo que já existe, e isso faz com que o tempo e o custo sejam bem menores
trazendo benefícios para a população.
Os links utilizados e indicados
para leitura são os seguintes:
28 de abril de 2021
Análise de moléculas - Projeto LOLA
Na postagem desta semana, daremos continuidade a nosso post anterior que se refere ao Projeto LOLA.
No instituto de química da UNICAMP, eles têm a função de desenvolver novas moléculas para tratar doenças parasitárias tropicais partindo de moléculas que são enviadas pela DNDi (Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas). Essas moléculas precisam ser preparadas para poder então serem realizados os ensaios e só assim essas moléculas são enviadas para outros laboratórios.
Essas diversas moléculas que são recebidas pelo laboratório enviado e são testadas para ver de fato se elas são eficazes contra os parasitas por exemplo, que são os causadores da doença de chagas e ao mesmo tempo, essas moléculas são estudadas para ver se elas serão seguras para utilização nos seres humanos.
Uma das características do projeto LOLA é que ele realmente integra as capacidades necessárias para se conduzir um trabalho completo. Integra pesquisadores da área da química, da biologia da farmacocinética, e isso é muito importante, pois o processo de desenvolvimento de novos medicamentos é muito longo, complexo e realmente precisa dessas qualidades e expertises para que o projeto ande.
Referência: https://www.dndial.org/doencas/pesquisa-de-medicamentos/
25 de abril de 2021
Responsabilidade técnica dos gases medicinais
O sistema de gás medicinal é regulado para trazer mais alívio aos pacientes hospitalizados. É indispensável que ele seja corretamente manipulado por profissionais especializados, seguindo as diretrizes e regulamentos para que o paciente permaneça livre de riscos.
A responsabilidade técnica pelos locais de envase, distribuição primária e secundária, comercialização a terceiros, dispensação nas filiais e recebimento, armazenamento, controle de qualidade e liberação de gases medicinais nas instituições de usaúde cabe ao farmacêutico, respeitadas as atividades afins com outras profissões. O farmacêutico responsável técnico por esses estabelecimentos tem as atribuições de:
- Recebimento;
- Controle e garantia da qualidade;
- Liberação do produto terminado;
- Envase;
- Armazenamento;
- Transporte;
- Assistência técnica;
- Transferência de tecnologia;
- Validação de metodologia analítica e processos;
- Assuntos regulatórios relacionados às instalações;
- Farmacovigilância;
- Registros sanitários dos gases e misturas.
O farmacêutico exercerá essas atividades com a finalidade de assegurar a qualidade dos produtos em toda a cadeia de distribuição dos mesmos até o Estabelecimento desejado.
Leia mais em:
https://www.crfrs.org.br/noticias/ot-informa-gases-medicinais-entenda-o-que-sao-e-como-sao-regulados
24 de abril de 2021
BIOISENÇÃO no Brasil
Olá pessoal!
Essa semana resolvemos trazer um histórico, uma linha do tempo de como o conceito de bioisenção foi sendo introduzido no Brasil.
Em 2001, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou o
segundo guia de bioisenção, o qual nomeou Guia para isenção e substituição de
estudos de bioequivalência, juntamente com a atualização do regulamento técnico
para medicamentos genéricos, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 10, de
2 janeiro de 2001, em seu anexo IV. De acordo com esse guia, que posteriormente
foi republicado sem nenhuma alteração como anexo da Resolução específica (RE)
no 481, de 19 de março de 2002, um produto era isento da apresentação de provas
in vivo de equivalência terapêutica se apresentasse as características mencionadas
no primeiro guia, com exceção das altas solubilidade e permeabilidade do fármaco,
que deixaram de ser aceitas como justificativa para bioisenção. Além disso,
menores dosagens de uma formulação de liberação imediata que fosse
bioequivalente à de referência também poderiam ser isentas se a
farmacocinética do fármaco fosse linear na faixa terapêutica pleiteada e as
formulações fossem proporcionais. Também não era necessária a apresentação de
estudo de bioequivalência para o registro de medicamentos de venda sem prescrição médica que
contivessem os fármacos ácido acetilsalicílico, paracetamol, dipirona ou ibuprofeno.
Em todos esses casos, provas de equivalência farmacêutica e/ou perfil de dissolução
comparativo eram suficientes para a comprovação de eficácia, segurança e qualidade
do produto. Publicou-se o terceiro guia de bioisenção um ano depois, no anexo
da Resolução específica (RE) numero 897, de 29 de maio de 2003. Diferia do
segundo apenas por incluir a isenção de menores dosagens para medicamentos de
liberação modificada.
Em 2011, foi publicado o quarto e atual guia de bioisenção na
Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 37, de 3 de agosto de 2011, o qual
reintroduziu, na legislação brasileira, a bioisenção com base no sistema de
classificação biofarmacêutica (SCB).
O primeiro guia, publicado em 1999, apesar de não mencionar o SCB,
permitia a bioisenção para medicamentos cujos fármacos apresentassem alta
solubilidade e alta permeabilidade os quais pertenceriam à classe I do SCB.
Em 2016 foi publicada a Instrução normativa - IN nº 10, de 29 de
setembro de 2016 que determina a publicação da "Lista de fármacos
candidatos à bioisenção baseada no Sistema de Classificação Biofarmacêutica
(SCB)" e dá outras providências.
Referências:
PIRES, V.F.; FRACALOSSI, R.C.;
FRACALOSSI, R.C. A Regulação de Medicamentos no Brasil. Porto Alegre: Artmed,
2013.
https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/24207031/do1-2016-09-30-instrucao-normativa-in-n-10-de-29-de-setembro-de-2016-24206988
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2016/aprovada-nova-lista-de-farmacos-candidatos-a-bioisencao
21 de abril de 2021
Está semana trouxemos os fitóterapicos mais utilizados e suas indicações;
Passiflora incarnata
A
passiflora é indicada para problemas de irritabilidade, agitação nervosa,
tratamento de insônia e desordens da ansiedade.
Melissa officinalis
Este
produto tem alegações de uso como carminativo, antiespasmódico
e ansiolítico leve.
Valeriana officinalis
É
usado como sedativo moderado, como agente promotor do sono e no tratamento de
distúrbios do sono associados à ansiedade.
Ginkgo biloba
Indicado
para vertigens e zumbidos resultantes de distúrbios circulatórios, câimbras e
insuficiência vascular cerebral. Auxilia na memória.
Boldo
+ Cáscara sagrada + Ruibarbo
Auxilia
no alívio a má digestão e nos distúrbios do fígado, das vias biliares e
nos casos de prisão de ventre leve.
Aloe ferox + Gentiana lutea
É
um auxiliar digestivo destinado ao tratamento dos sintomas da má
digestão e constipação intestinal ocasional de origem inespecífica.
Mikania glomerata
O
guaco é indicado como expectorante e broncodilatador, sendo indicado
no combate à tosse, asma, bronquite, rouquidão.
Senna alexandrina
Miller + Cassia fistula L.
Conhecido
como Tamarine®, é indicado para o
tratamento sintomático de intestino preso, das constipações primárias e
secundárias e na preparação para exames radiológicos e endoscópicos.
Alguns dos
fitoterápicos disponíveis no SUS
Harpagophytum procumbens
Este
produto é usado tradicionalmente para alívio de dores articulares moderadas
e dor lombar baixa aguda.
Maytenus ilicifolia
Ela
é indicada para problemas digestivos, protetor da mucosa gástrica e auxiliar no
tratamento da úlcera gástrica.
Cynara scolymus
Indicada
em casos de dispepsias por má digestão, especialmente de alimentos
gordurosos. Indicado como colerético e colagogo.
Glycine max (L.) Merr.
Redução
da frequência e da intensidade da sensação de calor no corpo e no rosto e
crises de suor noturno.
Unha-de-gato (Uncaria tomentosa)
Tem
ação anti-inflamatória.
Babosa (Aloe vera)
Usada como cicatrizante de ferimentos na pele e em queimaduras de primeiro ou segundo grau.
Referências bibliográficas:
https://saude.abril.com.br/medicina/plantas-medicinas-poderes-as-contraindicacoes/
https://consultaremedios.com.br/fitoterapicos/
19 de abril de 2021
Quais as vantagens de usar a nanotecnologia junto dos medicamentos?
Além da redução de efeitos adversos e toxicidade já citados em outras postagens, o uso de nanocarreadores promove o uso de menos fármaco e garante uma utilização otimizada pelo organismo, pois entrega a substância ao local de ação já planejado (reduzindo perdas de molécula e ligações inespecíficas) (FONTE: Apolinário 2020).
Nesta
imagem vemos a estrutura do fármaco ligando-se a sua biomolécula (no caso, uma
enzima viral) e é isto que devemos ter em mente ao pensar em ação
farmacológica: a molécula do medicamento ligando-se especificamente ao seu
local de ação, sem sobras, excessos e, consequentemente, ligações inespecíficas
que gerarão efeitos colaterais muitas vezes indesejados.
Por
serem ainda uma tecnologia um pouco mais custeosa, o uso de nanocarreadores
ainda se restringe a algumas farmacoterapias específicas, porém os
pesquisadores veem muito potencial nesta iniciativa e futuramente o
desenvolvimento de novos fármacos já será realizada pensando-se em usar
nanocarreadores (FONTE: Vieira 2016).
PROPRIEDADE INTELECTUAL: guerra das patentes
A edição n°2731 da revista VEJA de 31 de março de 2021, retomou mais uma
vez a questão das Patentes dos medicamentos e do impacto econômico que elas
causam. Segundo a publicação a batalha
dos medicamentos acontece entre as indústrias farmacêuticas de medicamentos
genéricos, que nas últimas décadas se tornaram as maiores empresas do setor de
medicamentos no Brasil com preços extremamente competitivos e as farmacêuticas
multinacionais, donas de várias patentes de medicamentos desenvolvidos há um
alto custo em pesquisas e desenvolvimentos.
Como comentamos em postagem anterior a legislação brasileira define que
por 20 anos o detentor patente tem direito a exclusividade sobre a sua
invenção. O problema é que a legislação também prevê que após a concessão da
patente sua vigência deve ser por 10 anos para invenção e 7 anos para
melhorias. A grande questão que foi discutida no Supremo Tribunal Federal neste
dia 07 de Abril de 2021 é que pela demora do estudo para aprovação e
homologação dos estudos de patente no Brasil, um inventor pode acabar
aguardando cerca de 15 anos para homologação e mais 10 anos após a concessão. E
durante esses 25 anos de burocracia nenhum outro produto genérico poderá
existir disponível no mercado.
E o que isso impacta na sociedade? O impacto se dá no contexto
financeiro, uma vez que com essa demora os preços se mantem elevados por mais
tempo.
A ação julgada contém uma lista de 74 medicamentos que já eram pra ter
sido liberados da Lei das Patentes e pela demora burocrática ainda não foram
liberados. O ministro Dias Tofolli
suspendeu a vigência de uma regra que prorroga patentes de medicamentos, em uma
liminar o artigo 40, parágrafo único da Lei da Propriedade Industrial (“Art. 40. A patente de invenção vigorará pelo prazo de 20
(vinte) anos e a de modelo de utilidade pelo prazo 15 (quinze) anos contados da
data de depósito.Parágrafo único. O prazo de vigência não
será inferior a 10 (dez) anos para a patente de invenção e a 7 (sete) anos para
a patente de modelo de utilidade, a contar da data de concessão, ressalvada a
hipótese de o INPI estar impedido de proceder ao exame de mérito do pedido, por
pendência judicial comprovada ou por motivo de força maior.”).
A decisão será submetida ao Plenário e está relacionada a patentes de produtos e
processos farmacêuticos e equipamento ou material de uso em saúde quanto à prorrogação do prazo de patente nos
casos de demora de análise.
Leia mais em:
https://veja.abril.com.br/economia/stf-se-prepara-para-julgar-uma-acao-decisiva-para-a-quebra-de-patentes/
http://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=463755&ori=1
Produtos Biológicos: Hormônio do Crescimento
Se vocês se interessaram no assunto, aqui estão alguns links utilizados para a confecção do infográfico para uma leitura complementar!
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27302008000500001&script=sci_arttext
https://revistapesquisa.fapesp.br/hormonio-de-crescimento-em-tamanho-grande-2/
18 de abril de 2021
Conheça a Vacinação Intranasal
Os
tecidos da mucosa nasal são bons para a vacinação, por sua acessibilidade e sua
competência imunológica e porque as respostas imunes locais podem ser
estimuladas, protegendo contra infecções por vírus. A vacinação intranasal tem
como alvo o tecido linfoide associado ao nariz (NALT), que está situado abaixo
do epitélio nasal e consiste em grupos de células dendríticas, linfócitos T e
linfócitos B (AULTON, 2016).
As vacinações intramusculares com agulhas
convencionais são capazes de induzir a produção de anticorpos no soro (IgG)
que, por transudação para os pulmões, protegem o trato respiratório inferior
contra a infecção pelo vírus influenza e complicações mais graves. No entanto,
as vacinas administradas por via intranasal podem induzir respostas locais
mediadas por IgA no trato respiratório superior (bem como resposta sistêmica
com IgG), que podem neutralizar o vírus-alvo imediatamente após ser inspirado e
proteger contra os sintomas da doença precoce. A IgA secretória também é mais
reativa que a IgG e pode proporcionar uma proteção contra diferentes cepas do
vírus (AULTON, 2016).
Contudo, uma vez que a mucosa nasal é exposta a
diversos antígenos presentes no ambiente, mecanismos de tolerância limitam a
reação imune, o que torna essencial a incorporação de um adjuvante eficaz na
mucosa dentro da formulação final. Os benefícios da vacinação nasal quando
comparados com sistemas de liberação por agulhas são redução do risco de
acidentes com agulhas e risco de infecção a partir da reutilização de agulhas,
aumento da adesão dos pacientes entre os pacientes com a fobia por agulhas,
diminuição da necessidade de vacinas administradas por profissionais de saúde
treinados e, possivelmente, diminuição da necessidade de armazenamento a baixa
temperatura e distribuição em cadeia, se as vacinas puderem ser formuladas como
pós secos. Além disso, a utilização da via proporciona um meio fácil de
vacinação de grandes grupos da população (AULTON, 2016).
Foi relatada eficácia de uma vacina trivalente com vírus
da influenza vivo atenuado, adaptado ao frio, que foi administrada via
intranasal em mais de mil crianças saudáveis em idade escolar. Esse ensaio
clínico controlado por placebo demonstrou que as crianças que receberam a
vacina ativa tiveram menos febre, incluindo 30% a menos de episódios de otite
média febril, que o grupo que usou placebo. Esse foi um resultado
significativo do estudo, pois a otite média é uma complicação reconhecida da
gripe em crianças, e esse vírus tem sido isolado do fluido e da efusão do
ouvido médio de crianças com gripe (ALLEN JR., L. A.; POPOVICH, N. G.; ANSEL,
2013).
Em 2020, pesquisadores da USP começaram a desenvolver uma vacina em spray nasal para o combate a covid-19, baseado em um modelo de imunização contra hepatite B que foi anteriormente testado em camundongos (MARIZ, 2020).
Para você aprofundar mais sobre o tema, abaixo seguem as referências utilizadas:
AULTON. Delineamento
de Formas Farmacêuticas - Aulton - 4 edição. Rio de Janeiro: Elservier
Editora Ltda, 2016.
V.,
A.J.L.; G., P.N.; C., A.H. Formas Farmacêuticas e Sistemas de Liberação de
Fármacos. Artemed: Grupo A, 2013. 9788565852852. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788565852852/. Acesso em: 28
Mar 2021.
MARIZ, Fabiana. Vacina em spray, com aplicação
no nariz, será testada contra a covid-19. Jorna da USP, 05 de jun. de 2020. Disponível
em:<https://jornal.usp.br/ciencias/vacina-em-spray-com-aplicacao-no-nariz-sera-testada-contra-a-covid-19/>. Acesso em: 18 de abr.
de 2020
Resultados e conclusão do estudo sobre a eficácia e segurança de Lamivudina / Zidovudina/ Efavirenz
Comparação entre técnicas de granulação via úmida: leito fluidizado x alto cisalhamento.
A granulação pode ser realizada por diferentes tecnologias as quais se diferenciam essencialmente nas metodologias utilizadas e,...
-
Um fármaco de grande venda nas Farmácias é a Isotretinoína. Como forma de maiores esclarecimento, e a nível de curiosidade viemos por mei...
-
Ao contrário do que se pode imaginar, a quantidade de radiação utilizada na Medicina Nuclear é muito pequena. Com isso os tratamentos, proce...







