16 de abril de 2012

Câmara analisa Projeto de Lei que propõe isenção de ICMS para medicamentos de uso contínuo

A Câmara analisa o Projeto de Lei Complementar 140/12, do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), que isenta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) os medicamentos de uso contínuo usados no tratamento de doenças crônicas. Pelo texto, a relação dos medicamentos de uso contínuo será elaborada pelo Ministério da Saúde.

O autor ressaltou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou estudo no qual aponta o ICMS como um dos principais responsáveis pelo alto preço dos medicamentos no Brasil. Em alguns casos, de acordo com o estudo, o ICMS chega a representar 23,45% do preço final do produto. “O estudo da agência aponta que a incidência tributária do ICMS nos medicamentos é mais alta do que nos produtos da cesta básica, mas é igual à maioria dos produtos consumidos no País”, observa.

O parlamentar disse ainda que, em alguns estados, os medicamentos de uso veterinário são isentos de ICMS, enquanto os de consumo humano chegam a pagar uma alíquota interna de 19%.
Tramitação - A matéria vai tramitar nas comissões de Finanças e Tributação (inclusive no mérito) e de Constituição e Justiça e de Cidadania; antes de seguir para Plenário.

Referência: http://www.crfsp.org.br/noticias/3331-isencao-de-imposto.html

Manipulação de Cápsulas contendo Fármacos Higroscópicos


A manipulação de cápsulas contendo fármacos de natureza higroscópica que absorvem a umidade ambiental) é crítica, podendo levar a um “amolecimento” das cápsulas, tornando-as esteticamente inaceitáveis e, além disso, comprometer a estabilidade e eficácia da preparação.

Abaixo relacionamos algumas medidas preventivas e corretivas para higroscopia:

A) A manipulação deve ser realizada em ambiente de temperatura e umidade controladas: temperatura ambiente de no máximo 25°C e a umidade relativa do ar ideal entre 30 a 45 %, ou, no máximo, inferior a 60%.

B) Deve-se empregar um tamanho de cápsula que permita a adição de, pelo menos, 50% do volume da cápsula para seu preenchimento. A não utilização de uma quantidade adequada do excipiente adequado permitirá a higroscopia e o consequente “amolecimento” da cápsula. Portanto, empregue um tamanho de cápsula maior, que permita a adição de quantidade adequada de excipiente. Se não for possível, devido à quantidade de ativos, fracione a dosagem em duas ou mais cápsulas, de modo que possa adicionar quantidade suficiente do excipiente.

C) Deve-se utilizar nos excipientes substâncias absorventes e dessecantes, que possam reduzir a tendência à higroscopia dos pós (ex.Aerosil 200, talco farmacêutico, carbonato de magnésio leve, óxido de magnésio leve, talco, fosfato de cálcio dibásico, etc.). Lembrando-se que os mesmos influenciam negativamente na desintegração e dissolução das cápsulas e, portanto, devem ser utilizados em concentrações compatíveis.

Fonte: Ortofarma, por Anderson de Oliveira Ferreira, MSc.

Referência: Ferreira, A.O. et al. Guia Prático da Farmácia Magistral. 2a edição. Juiz de Fora: Pharmabook, 2001.

Pesquisa brasileira usa carrapicho para fazer creme antirrugas

O trabalho de pesquisadores brasileiros resultou na criação de produtos que funcionam como cosméticos e, ao mesmo tempo, protegem a pele de doenças crônicas.
Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, o professor Luiz Claudio Di Stasi encontrou propriedades em uma planta chamada picão-preto que servem para dar mais elasticidade à pele – e devem ser usadas na produção de um creme antirrugas.
Essa planta é conhecida popularmente como “carrapicho”, comum em todo o Brasil. É muito resistente, o que favorece o cultivo para o uso comercial.
“Isso tudo faz parte de um processo pensando na viabilidade da ciência”, afirmou Maria Del Carmen Pereda, sócia da Chemyunion, empresa que fez a pesquisa em parceria com a Unesp. Foi ela quem coordenou esse estudo.
O objetivo da pesquisa era buscar na natureza um efeito semelhante ao dos chamados “retinoides”. Os retinoides são substâncias sintéticas que se ligam a receptores dentro das células e são usados em medicamentos para o tratamento de doenças de pele, como as acnes.
Contudo, os retinoides têm efeitos colaterais. Como Pereda queria produzir cosméticos, tinha que eliminá-los – medicamentos podem ter efeitos colaterais, mas cosméticos não.
“Era importante encontrar uma substância que fosse similar nos efeitos positivos, mas não nos negativos”, contou a pesquisadora.
Quem recebeu a tarefa de encontrar uma planta que conseguisse fazer isso foi Di Stasi, pesquisador da Unesp.
“Sem a ajuda dele, teria sido muito mais difícil chegar ao produto. Talvez tivéssemos encontrado outra planta que não fosse tão eficiente”, afirmou Pereda.
Segundo a pesquisadora, esse estudo foi o primeiro a encontrar uma ação semelhante à dos retinoides em um produto natural.
O produto aumentou a produção de colágeno e elastina, substâncias que mantêm a elasticidade da pele – e evitam as rugas. Além desse efeito, ele também ajudou a proteger o DNA das células da radiação do sol, o que previne contra possíveis tumores na pele.
A equipe agora está escrevendo um artigo para apresentar os resultados em uma revista científica. O produto ainda não está disponível para o mercado – a Chemyunion não produz cosméticos, apenas fornece a matéria-prima, e ainda não há um acordo nesse sentido com nenhuma fábrica.

http://blog.uniararas.br/farmacia/?p=759

Medicamentos para acidez Gástrica podem aumentar o risco de fratur Leia mais sobre Medicamentos para acidez Gástrica podem aumentar o risco de fratura

Uma pesquisa realizada na Coréia sugere que o uso de medicamentos populares para a azia como Omeprazol, está associada a um aumento do risco de fraturas, o que reforça a preocupação das autoridades de saúde.
 
Os cientistas que conduziram uma meta-análise de onze estudos publicados entre 1997 e 2011 revelou que os inibidores da bomba de prótons (IBP), que reduzem a produção de ácido gástrico, foram associadas com um risco 29% maior de fraturas. Isto incluiu um risco 31% maior de fraturas de quadril e risco 54% maior de fraturas vertebrais.
 
Outro tipo de medicamentos para azia, conhecidos como os antagonistas dos receptores H2 ou bloqueadores H2, incluem drogas como Ranitidina  e  Famotidine , não foram relacionados significativamente ao risco de fraturas, segundo os autores do estudo. Porém os Bloqueadores H2 são menos eficazes que os  inibidores da bomba de prótons para suprimir a produção de ácido e bloqueam apenas cerca de 70%, em comparação com 98% estimados que os IBP podem bloquear o segundo.
 
Fonte: Annals of Family Medicine 2011

Manipulação de Medicamentos e Possibilidade de Contaminação Cruzada

A ANFARMAG - A Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais tem acompanhado atentamente todas as manifestações decorrentes de um caso de ampla repercussão na Opinião Pública. O noticiário traz referencias à possibilidade da ocorrência de contaminação cruzada no processo magistral como resultado da manipulação de matérias primas e substâncias para a preparação de medicamentos em farmácias.
Diante disso, a ANFARMAG informa que: as farmácias magistrais têm suas atividades regulamentadas pelos Órgãos competentes e a legislação que rege o setor é extensa e rigorosa; os estabelecimentos farmacêuticos magistrais são objeto de intensa, constante e periódica fiscalização, por parte dos órgãos que compõem o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária bem como pelas representações estaduais do Conselho Federal de Farmácia; a fiscalização e a escrita obediência às normas de boas práticas, tem como principal objetivo assegurar que os produtos dispensados pelas farmácias magistrais estejam livres de vícios e defeitos, como por exemplo a contaminação cruzada; as normas sanitárias em vigor estabelecem a obrigatoriedade de instalações e procedimentos de natureza técnica que afastam a ocorrência de desvios de qualidade; as matérias primas e os produtos acabados são de acordo com a regulamentação submetidos a testes de qualidade, exatidão e segurança; todo o processo magistral é rastreável, ou seja, na eventual constatação de uma inconformidade é possível adotar as medidas necessárias visando o seu controle e resolução.
Fonte: ANFARMAG - ASSOCIAÇAO NACIONAL DE FARMACEUTICOS MAGISTRAIS

Fonte: ANFARMAG - ASSOCIAÇAO NACIONAL DE FARMACEUTICOS MAGIST

Farmacêuticos podem exercer Acupuntura

Muitos farmacêuticos foram surpreendidos quando grandes veículos de comunicação divulgaram que os farmacêuticos não poderia exercer a Acupuntura e esta poderia apenas ser realizada por um Médico.
A decisão é referente a decisão do Tribunal Federal Regional (TRF) da 1ª Região que no dia 27 de março decidiu que a acupuntura é uma prática exclusivamente médica. Porém cabe recurso à decisão e esta ainda nem foi publicada em diário oficial.
Segundo a Assessoria de Comunicação do CFF e CRF-SP os farmacêuticos podem continuar exercendo a acupuntura.

Análise da qualidade de cremes com hidroquinona


A hidroquinona é o agente despigmentante mais utilizado para o tratamento de hiperpigmentações
cutâneas. Entretanto, esta substância sofre oxidação facilmente quando em presença de luz, umidade e ar,
sendo necessário o uso de agente antioxidante para proteger a formulação. Avaliou-se a qualidade de cinco
amostras adquiridas em farmácias de manipulação do município de Ijuí/RS, com o objetivo de observar o uso
de antioxidantes, a escolha da base e da embalagem, avaliando-as logo após sua manipulação e ao término
do seu prazo de validade. O doseamento do teor de hidroquinona foi realizado através do método de
titulação volumétrica por óxido-redução. Todas as amostras foram envasadas em bisnagas metálicas,
entretanto, nem todas continham antioxidantes. Após análise dos resultados concluiu-se que o creme em base
aniônica contendo BHT 0,02% e bissulfito de sódio 0,25% apresentou-se mais estável, após sua manipulação, com teor de 103,37% e assim como ao término do seu prazo de validade com 96,94%, sem alteração de cor e
com aspecto agradável.

http://www.fcfar.unesp.br/revista_pdfs/vol29n2/trab33.pdf

12 de abril de 2012

Estudo mostra desempenho ruim dos alunos do fundamental nos EUA

Relatório faz alerta: se a educação no país continuar como está, os EUA vão seguir o caminho da decadência, da perda da liderança mundial.

Os Estados Unidos têm as universidades mais prestigiadas do mundo, mas quando se trata de ensino fundamental, os americanos vão mal. Um grupo de especialistas concluiu que isso pode comprometer a liderança mundial americana no século 21.

O estudo foi comandado por especialistas das universidades de Harvard e Stanford, entre eles, a ex-secretária de estado americana, Condoleeza Rice. Segundo o documento, menos de 10% dos alunos do 4º série atingiram o nível avançado em leitura. Para os estudantes da 8º série, o índice foi ainda menor. Em matemática: o resultado também foi muito abaixo do esperado.

Mas o pior desempenho foi em ciências. Resultados tão ruins estão fazendo os Estados Unidos despencarem na tabela internacional de desempenho da educação. Em leitura, os alunos americanos aparecem em 14º atrás da Polônia. Coréia do Sul, Finlândia e o vizinho Canadá estão no topo da lista. Em ciências, o país ficou em 17º lugar e em matemática, os americanos estão na pior posição: 25º Lugar.

O relatório faz um alerta: se a educação nos Estados Unidos continuar como está, o país vai seguir o caminho da decadência, da perda da liderança mundial. Os responsáveis pelo estudo também dizem que a crise na educação coloca em risco a segurança nacional. “Existe uma ameaça física clara à nossa segurança se não conseguirmos recrutar pessoas suficientes para as Forças Armadas", diz a coordenadora do estudo, Julia Levy. Mas esse não é o único risco.

A diplomacia americana também está ameaçada. O estudo mostra que apenas um em cada cinco americanos sabem outro idioma. "O departamento de estado tem muita dificuldade para contratar funcionários que falem línguas consideradas fundamentais, como árabe e chinês", alerta Julia.

Mais da metade das empresas de pesquisas farmacêutica e aeroespacial já declararam que está difícil encontrar mão de obra especializada. “Se não estamos preparando bem as futuras gerações, significa que não estamos trabalhando para proteger nosso país, nossa segurança e nossa prosperidade no futuro", completa a coordenadora.

11 de abril de 2012

Identificação de polimorfismo

Um grupo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara (SP), em parceria com colegas de outros centros de pesquisa, tem inovado ao utilizar técnicas que identificam polimorfismo (alterações na estrutura cristalina das moléculas do princípio ativo) em medicamentos.

O grupo de pesquisa é precursor, no Brasil, na utilização dos métodos Rietveld e da difração de raios X por policristais (DRX) para detectar o polimorfismo. O fenômeno ocorre quando dois ou mais compostos têm a mesma fórmula química mas estruturas cristalinas diferentes. Pode se manifestar tanto durante a síntese de um princípio ativo como no processo de fabricação ou armazenamento do medicamento. De acordo com Carlos de Oliveira Paiva-Santos, professor adjunto do Instituto de Química de Araraquara, diferentes polimorfos podem ter propriedades físico-químicas variadas, capazes de alterar a eficácia de um remédio. “Nosso grupo trabalha no desenvolvimento das ferramentas de caracterização dos fármacos por difração de raios X por pó. Isso envolve a quantificação de polimorfos de maneira inequívoca, a determinação da forma e as dimensões dos cristais, sendo a estrutura cristalina conhecida ou não”, disse Paiva-Santos à Agência FAPESP. Ao dar exemplos sobre a importância de identificar casos de polimorfismo, o físico cita a talidomida, medicamento usado nas décadas de 1950 e 1960 para combater enjôos matinais em grávidas. A indústria farmacêutica considerava o medicamento seguro, mas posteriormente foi comprovado que provocava malformações congênitas nos bebês. Segundo Paiva-Santos, o composto era vendido no que se chama mistura racêmica, na qual as unidades da molécula se apresentam como se uma fosse a imagem da outra vista em um espelho. “Uma das formas apresentava os efeitos nocivos e a outra forma os terapêuticos. Com o medicamento sendo vendido com a mistura das duas formas, quem o usava acabava sofrendo os dois efeitos. Hoje, sabe-se que a forma terapêutica também é metabolizada para a forma nociva e que, por isso, a talidomida deveria ter sido evitada por grávidas”, explicou. O pesquisador salienta que atualmente a droga é utilizada, com cautela, para tratar casos de hanseníase, câncer, transplante de medula, lúpus e Aids. Outro exemplo de polimorfismo ocorre com o mebendazol, usado para eliminar vermes do organismo. O antiparasitário tem três polimorfos conhecidos, chamados de forma A, B e C. A estrutura cristalina da forma A foi determinada por Paiva-Santos e equipe. “A forma C é a que possui efeitos ativos para a redução dos helmintos. A forma B é nociva e a forma A não possui efeito terapêutico, ou seja, é como se fosse parte do placebo. A identificação dessas formas é fundamental para a fabricação do medicamento. Deve-se tomar muito cuidado para que a forma B não esteja presente o medicamento”, destacou. A difração de raio X por policristais detecta o polimorfismo e o método de Rietveld determina a porcentagem em que ele ocorre nos princípios ativos de drogas. “Os métodos que usamos não são novos, mas estamos definindo como eles podem ser aplicados, sem ambiguidade, na análise de fármacos”, contou Paiva-Santos. O grupo da Unesp inovou ao empregar o método de Scarlett-Madsen (SM) que, por ser bastante novo, ainda não foi aplicado em casos reais, nem mesmo com óxidos. Os pesquisadores estão aprimorando o método para aplicação com fármacos nos quais a estrutura cristalina normalmente não é conhecida. “Um trabalho nosso usando o método de SM foi apresentado em maio na Escócia pela doutoranda Selma Gutierrez Antonio, no 8th Pharmaceutical Powder X-ray Diffraction Symposium, com excelente aceitação. Pôde-se verificar que poucos usam os métodos de Rietveld e ninguém usa o método de Scarlett-Madsen, exceto nosso grupo, para a análise de polimorfos”, disse Paiva-Santos.


http://www.crfrs.org.br/crfrs/site/interna.asp?campo=1299&secao_id=110

Saúde estuda ampliar atuação de farmacêuticos no SUS


A atuação do farmacêutico nas redes de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS) poderá ser ampliada.Portaria do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (13), institui grupo de trabalho que vai discutir estratégias para a qualificação da assistência farmacêutica em redes prioritárias do SUS, como o Saúde Mais Perto de Você (atenção básica).
Farão parte deste grupo, coordenado pela Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os conselhos nacionais de secretários estaduais (Conass) e municipais de Saúde (Conasems) e entidades representativas do setor; entre elas, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e a Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar).
Entre as propostas que serão discutidas pelo Grupo de Trabalho está a possibilidade de inclusão do farmacêutico nas Equipes de Saúde da Família. “A presença deste profissional de saúde na assistência à população é essencial para orientações como o uso correto de medicamentos, interações medicamentosas e medicação para gestantes”, explica o Secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães.
“O farmacêutico é o profissional da saúde qualificado para fornecer informações que conscientizem as pessoas em relação aos riscos da automedicação e à importância da manutenção do tratamento medicamentoso para a saúde do paciente”, acrescenta o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento Júnior.

5 de abril de 2012

Novas embalagens para medicamentos: acesse imagens e manual
 
 Já está disponível no site da Anvisa o manual e os arquivos abertos para as novas embalagens de medicamentos para o Ministério da Saúde. Os arquivos são necessários para que as empresas que produzem medicamentos para programas do ministério se adequem à nova legislação. Na última quinta-feira (29/3), começou a contar o prazo de 180 dias para que este produtos passem a ser fabricados no novo padrão visual.
 
Saiba mais: Novo manual para rotulagem dos medicamentos do Ministério da Saúde


Vídeo sobre CUIDADOS GERAIS COM MEDICAMENTOS E REMÉDIOS:

http://www.noticiasefarmacia.com.br/video_farmacia.php?FARMACIA&video=2&l=1
Diretoria propõe novo critério para prioridades na fila de medicamentos
 
A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou nesta terça-feira (3/4) a Agenda Regulatória para 2012. Ao todo serão 80 temas que envolvem revisões de regulamentos já em vigor e a discussão de novas propostas.
Os temas da agenda não impedem a inclusão de novas prioridades para que a Anvisa trabalhe durante este ano, mas é uma sinalização do que será discutido pela Agência. A Anvisa foi pioneira entre as agências reguladoras na instituição de uma agenda regulatória.
Durante a reunião pública os diretores também aprovaram a abertura de um consulta pública para atualizar a norma de trata das prioridades para análise de pedidos de registro referentes a medicamentos. A proposta estabelece um sistema de pontos para definir quais medicamentos devem ser colocados na frente da fila para análise pela Anvisa. A proposta define, por exemplo, que pedidos de registro para genéricos de medicamentos que não tem concorrentes no mercado passarão na frente da fila. A consulta pública será publica nos próximos dias no Diário Oficial da União e passa a contar a partir desta data.
Isentos de prescrição
A Anvisa também vai abrir um consulta pública com a proposta de adotar mecanismos para permitir que os medicamentos isentos de receita médica possam ser colocados ao alcance do consumidor na farmácia, considerando o risco sanitário envolvido para este tipo de produto. A avaliação do grupo coordenado pela Anvisa é que isso pode dar mais poder ao consumidor de avaliar itens como preços e alternativas.
Para o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, a Agência deve adotar mecanismos mais rigorosos para impedir a dispensação de medicamentos com tarja sem a apresentação da respectiva receita. Neste sentido os diretores também aprovaram que a agência promova, nos próximos 60 dias, o debate com o setor regulado sobre as possíveis soluções para este problema. Também foi aprovado o prazo de 30 dias para que a Anvisa avalie e apresente propostas para garantir o cumprimento da exigência de receita para os medicamentos de tarja vermelha e preta, incluindo as penalidades referentes ao descumprimento da norma vigente.
A Diretoria Colegiada analisou o estudo apresentado pelo grupo de trabalho que está avaliando o marco regulatório dos medicamentos isentos de prescrição.  De acordo com os dados, o impacto da resolução RDC 44/09, que colocou os medicamentos isentos de prescrição atrás do balcão, não tem contribuído para reduzir o número de intoxicações por estes medicamentos, ao mesmo tempo que tem ocorrido concentração de mercado.
 

30 de março de 2012

Risco de formação de coágulos sanguíneos em mulheres que tomam anticoncepcional contendo o hormônio drospirenona.

Considerando estudos recentes publicados no British Medical Journal e no sítio eletrônico do FDA, que sugerem um risco aumentado de formação de coágulos sanguíneos em mulheres que tomam anticoncepcional contendo o hormônio drospirenona, a Anvisa informa aos profissionais de saúde e pacientes que ainda não concluiu parecer definitivo sobre os mesmos, mas permanece acompanhando o assunto.
Dois artigos publicados no British Medical Journal levantaram a questão de saber se há maior risco de trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar em mulheres que tomam contraceptivos orais combinados que contêm o progestágeno drospirenona, em comparação com o risco em mulheres que tomam contraceptivos orais contendo o progestágino levonorgestrel. Esses estudos relataram um risco duas a três vezes maior de eventos tromboembólicos venosos ou tromboembolismo venoso em mulheres que usam contraceptivos orais contendo drospirenona, em vez de levonorgestrel.
Estudos publicados anteriormente também abordaram o risco de cóagulos sanguíneos em mulheres que usam pílulas anticoncepcionais contendo drospirenona. Esses estudos tiveram resultados conflitantes. Dois foram estudos pós-comercialização exigidos pelo FDA ou agências europeias de regulação. Esses estudos não relataram qualquer diferença no risco de tromboembolismo venoso entre os produtos contendo drospirenona e produtos contendo levonorgestrel. No entando. duas outras publicações a partir de 2009 relataram um risco de 1,5 a 2 vezes maior de tromboembolismo venoso em mulher que usam contraceptivos contendo drospirenona, em comparação ao risco em mulheres que utilizam contraceptivos contendo levonorgestrel.
O FDA divulgou que concluiu um estudo adicional. financiado pela própria agência, sobre contraceptivos hormonais. Este estudo inclui mais de 800.000 mulheres nos Estados Unidos, e foi projetado para examinar os riscos de trombóticos, incluindo tromboembolismo venoso em uma série de contraceptivos hormonais.

Para mais inoformações e para consultar as recomentações aos pacientes e aos profissionais da saúde acesse a página a seguir: http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/saude/778-farmacovigilancia-anticoncepcional-drospirenona.html

Triturar ou partir remédio altera efeito

     Alerta é do conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo; farmacêuticos alertam para os maus hábitos relacionados à forma como os medicamentos são ingeridos. Partir, triturar ou ingerir os remédios com alguns alimentos pode potencializar ou reduzir seus efeitos.
"90% das pessoas que consultam o médico saem com receita médica. Mas a farmácia precisa estar vinculada aos serviços de saúde; do contrário, o paciente pega remédio na gôndola e toma como quizer. Por isso existe um grande número de intoxicação e de inatividade do medicamento: é falta de orientação", diz Raquel Rizzi, presidente do CRF-RS.
Um dos principais erros é triturar comprimidos ou abrir o conteúdo de cápsulas para facilitar a deglutição. "É um problema e é sério. Uma cápsula pode ser desenvolvida para não se degradar no estômago. Se você retira o conteúdo da membrana, ele pode perder o efeito", afirma Chung Man Chin, do departamento de Fármacos e Medicamentos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp de Araraquara. O omeprazol é um dos remédios que têm o efeito reduzido com o esmagamento.


Para mais informações consulte a página a seguir:  http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/estudo-e-pesquisa/171-triturar-ou-partir-remedio-altera-efeito.html

29 de março de 2012

Simpósio Internacional apresenta inovações tecnológicas

Atendendo ao objetivo da Anfarmag de desenvolver ações que visam aprimorar e fortalecer o setor magistral por meio da sustentabilidade técnica, social, econômica e política, e aproximar cada vez mais o associado da entidade, foi realizado, na manhã da última quinta-feira (22), em Brasília, o Simpósio Internacional de Farmacêuticos Magistrais – Processos, Produtos e Tecnologia.
  
Importantes especialistas, incluindo dois estrangeiros, levaram para o encontro informações valiosas e diferenciadas referentes as especificidades do processo de manipulação magistral, que certamente colaboraram para agregar conhecimento, novas tecnologias e oportunidades de negócios aos farmacêuticos que atuam no segmento. Entre os assuntos abordados, houve apresentação de ferramentas que agregam valor ao proprietários de farmácias magistrais, a importância do uso de formulações magistrais na pediatria, a importância da terapêutica individualizada e novidades em veículos magistrais, entre outros.
  
A intenção era mesmo mostrar aos presentes e a população o alto grau de desenvolvimento da farmácia magistral a partir dos avanços técnicos, científicos e de processos, novas opções em ativos cosméticos e de medicamentos, além da troca de experiências entre os participantes. “A ciência faz parte das nossas atividades. Vamos empunhar a bandeira da farmácia, pois assim teremos uma farmácia forte e continuada no Brasil”, conclamou o presidente da Anfarmag Nacional, Ademir Valério, na abertura da iniciativa.
  
Confira a seguir um breve relato das exposições:
 · Dr. Joaquim Callabed – médico pediatra espanhol, sobre Pediatria: prática clínica e personalização da terapêutica através do uso de formulações magistrais: “A informação que se quer transmitir aos pacientes tem que ser por escrito e de forma que eles entendam. Fórmulas magistrais são muito usadas em mães que amamentam, lactentes e crianças na Espanha. Uma das maiores contribuições do meu livro Fórmulas Magistrales em Pediatria são as fórmulas magistrais que podem ser usadas em crianças hospitalizadas. Há indicações para estimular a mãe na produção de leite materno, cuidar de rachaduras na mama, da irritação bacteriana por fraldas em bebês, entre outras. Para mim, o mais importante é a ciência junto com a ética e em seguida o mercado de trabalho. Todo o paciente precisa de compaixão e a prudência é o melhor patrimônio que podemos ter. Tenho paixão pela farmácia magistral, por isso consigo bons resultados. Sonhei que meu livro tinha sido traduzido para o português e se isso acontecer irá ajudar muita gente”.
 · Dr. Anderson de Oliveira Ferreira – farmacêutico magistral, sobre Terapêutica individualizada – tendência e importância e a manipulação magistral: “Ao contrário do que muitos pensam a farmácia magistral é uma evolução e tudo na ciência tem caminhado para a famacoterapia individualizada. Não como era no passado, mas com inovações e novas tecnologias em pequena escala porque é necessário. O medicamento individualizado considera o sexo, etnia, altura, peso, enfim, o perfil genômico de cada paciente, entre outras características, por sermos indivíduos diferentes. Não adianta tratar o paciente de forma massificada porque ele é único. Na medicina personalizada o medicamento é certo, para o paciente certo, a doença certa, o tempo certo e a dose certa para se ter uma resposta certa. Nosso desafio é conquistar a credibilidade definitivamente”.
  · O diretor da Embrafarma, Valdir Magalhães falou das novas formas farmacêuticas: “Os distribuidores são importantes na cadeia de valores dos produtos manipulados porque cabe a eles oferecerem multiplicidade e aternativa às farmácias e assim colaborar de forma inovadora no segmento magistral. A Embrafarma desenvolve os produtos focados em facilitar o dia-a-dia do farmacêutico que produz fórmulas individualizadas. Entre eles, o oro-tab (base para comprimido orodispersível), o Baseffer (base efervecente revestida com cinco componentes e evita o efeito indesejado do travesseiro), Suspen Plus (base líqida para suspensão), Goma Fácil-60 (base para goma que solidifica em poucos minutos, SopaMais (base para sopa) e Master Mix (solução para shake)”.
 · O diretor farmacêutico da Alternate Technologies, Marco Perino falou sobre “Tecnologia, segurança e inovação no processo magistral”. Ele apresentou o receituário eletrônico Doctor Rx, produto que levará inovação e segurança no processo magistral, pois tem em seu conteúdo original mais de 5 mil formulações de produtos manipulados, além de mais de 16 mil medicamentos industrializados. “O acesso aos recursos do receituário eletrônico pode ser feito a partir do seu computador ou dispositivos móveis, como iPhone e iPal e o programa tem como principal objetivo estreitar ainda mais o relacionamento prescritor-farmácia. O prescritor poderá substituir até as mais simples receitas manuscritas e à farmácia permite o controle administrativo e legal de todos os procedimentos e exigências, dinamizando a gestão farmacêutica”.
 

Fonte: Site Portal ANFARMAG 29/03/2012

25 de março de 2012

Bionovis: Nasce uma gigante farmacêutica nacional

A Hypermarcas, por meio de comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), anunciou uma joint venture com a Aché Laboratórios Farmacêuticos, EMS Participações e União Química Farmacêutica Nacional.

A união resultou na criação da Bionovis S.A – Companhia Brasileira de Biotecnologia Farmacêutica, onde a Hypermarcas será titular de ações representativas de 25% de seu capital social.

A Bionovis terá como principal objetivo a pesquisa, desenvolvimento, produção, distribuição e comercialização de produtos biotecnológicos, com investimentos previstos de R$ 500 milhões para os próximos cinco anos e obrigação de “não” concorrência dos acionistas com relação ao negócio.

A Hypermarcas, através da Bionovis, explica que busca fomentar o desenvolvimento da indústria farmacêutica nacional, incentivar a inovação de medicamentos, colaborando com os poderes públicos para implementar soluções e políticas de saúde pública.

Com Bionovis, a Hypermarcas continua seguindo o foco escolhido depois de vender as suas marcas: se concentrar no segmento farmacêutico e de higiene pessoal. “Aumentar a presença no setor de medicamentos já estava muito claro quando a empresa decidiu comprar a Mantecorp em 2010. A empresa entendeu que consegue melhor rentabilidade com os medicamentos”, afirmou Gustavo Pires, especialista da áres de análise da XP Investimentos, em novembro do ano passado.

12 de março de 2012

Projeto de lei torna obrigatória a presença de farmacêutico no SUS

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2459/11, do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), que torna obrigatória a presença de farmacêutico em todas as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) que dispensem ou manipulem medicamentos.

O projeto altera a Lei 5.991/73, que trata das regras do controle sanitário de drogas, medicamentos e insumos farmacêuticos.

Costa Neto afirma que a legislação vigente não distingue as farmácias públicas das privadas, prevendo a presença desses profissionais nas duas. Mas, por uma interpretação errada, há uma resistência do setor público em cumprir a regra.

"Boa parte das unidades de saúde públicas do País não possui um farmacêutico entre seus colaboradores. Isto implica, muitas vezes, o manuseio de farmacoterápicos por profissionais incompetentes para o exercício da função", alerta.

A proposta foi originalmente apresentada em 2008 pela então deputada e hoje senadora formada em farmácia Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), mas foi arquivada no início de 2011 com a mudança de legislatura. Costa Neto decidiu reapresentar o texto, acatando as sugestões do substitutivo apresentado pelo deputado Maurício Trindade (PR-BA) na Comissão de Seguridade Social e Família.

22 de dezembro de 2011

Subcomissão da Câmara apresenta relatório sobre produção de fármacos no Brasil


A presidente da Subcomissão Especial de Desenvolvimento do Complexo Industrial em Saúde, a deputada Jandira Feghali, apresentou em 15/12, na Fiocruz, o relatório que analisa a situação do país quanto à capacidade de inovação e produção de fármacos no setor de saúde. A ideia é, com a apresentação do documento, auxiliar o Congresso na formulação de políticas públicas que estimulem plantas industriais na geração de produtos nacionais e contribuam para a ampliação do acesso da população às novas tecnologias na área de saúde.

Para saber mais acesse http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/noticias/46462/subcomissao-da-camara-apresenta-relatorio-sobre-producao-de-farmacos-no-brasil?utm_source=ALLINMAIL&utm_medium=email&utm_content=26800034&utm_campaign=Top%2010%20-%20Not%EDcias%20da%20%E1rea%20de%20Farm%E1cia%2021/12&utm_term=y.jm.lt92.yu82bo.f.we.a.znbv1.wb

3 de dezembro de 2011

EVOLUÇÃO DA NORMATIZAÇÃO DE BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO (BPF) E O SEU IMPACTO NA QUALIDADE DE MEDICAMENTOS COMERCIALIZADOS NO BRASIL.

A produção de medicamentos de uso público é sustentada por quatro pilares fundamentais: segurança, eficácia, acesso e qualidade. A adoção de Boas Práticas de Fabricação (BPF) garante não somente a uniformidade do processo de manufatura de medicamentos, mas é a expressão da incorporação da filosofia da garantia da qualidade neste processo, o que traz benefícios, principalmente, aos consumidores. Globalmente, observa-se que as BPF foram aprimoradas ao longo dos anos, refletindo a responsabilidade compartilhada de forma igualitária pelo Estado e pelos fabricantes de medicamentos com a saúde da população. No Brasil, no decorrer das últimas décadas, essa evolução na regulamentação das BPF é o reflexo de tal compromisso. Sendo assim, ao exigir a adoção dos princípios filosóficos da garantia da qualidade nos processos de produção de medicamentos por meio das ferramentas sanitárias legais, o Estado cumpre com os princípios constitucionais a ele delegados no que se refere ao cuidado com a saúde da população. Paralelamente, ele também contribui para o desenvolvimento das indústrias locais, tornando-as mais competitivas e cientes do seu papel.

Fonte: http://www.cpgls.ucg.br/6mostra/artigos/SAUDE/FERNANDO%20JUSTINO%20TORRES%20DE%20DEUS.pdf

Comparação entre técnicas de granulação via úmida: leito fluidizado x alto cisalhamento.

            A granulação pode ser realizada por diferentes tecnologias as quais se diferenciam essencialmente nas metodologias utilizadas e,...