4 de novembro de 2009
Farmácias derrubam resolução da Anvisa
No último mês de agosto, a Anvisa publicou a resolução RDC 44/09 que instituiu as Boas Práticas Farmacêuticas e reforçou o papel das farmácias como locais de promoção da saúde, como base na lei 5.991/73. A norma da Anvisa --publicada em 17 de agosto deste ano-- proibia a venda de não-medicamentos a partir de janeiro de 2010. A agência também determinava que apenas os funcionários das farmácias teriam acesso direto aos medicamentos.
Entretanto, no último dia 29 de outubro, uma decisão da Justiça liberou a venda de produtos que não sejam medicamentos nas farmácias e drogarias de todo o país suspendendo a resolução da Anvisa que proibia a comercialização.
A sentença do juiz Paulo Ricardo de Souza Cruz, da 5º Vara da Justiça Federal de Brasília, é decorrente de liminar impetrada pela Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias) recorrendo da decisão contra a proibição de venda de produtos de conveniência em suas lojas e exigência de levar todos os medicamentos para trás do balcão.
Assim, o referido juiz suspendeu a resolução da Anvisa que impedia a venda de produtos de conveniência, como sorvetes, créditos de telefone celular e doces, em farmácias. O juiz também derrubou a exigência de que todos os medicamentos, inclusive aqueles que não precisam de prescrição médica, fiquem expostos somente atrás do balcão. Essas duas mudanças passariam a valer em fevereiro.
De acordo com Sérgio Mena Barreto, presidente-executivo da Abrafarma, "A decisão é muito bem-vinda. A Justiça percebeu que havia mesmo uma irregularidade, a Anvisa não pode definir uma lista de produtos que a farmácia pode vender",
A associação (Abrafarma), engloba 28 redes, responsáveis por 40% da venda de produtos farmacêuticos no país argumenta, ainda, que a Anvisa extrapolou os limites de competência com a resolução. “Foi uma medida ilegal. Uma alteração desse porte só poderia ocorrer através de projeto de Lei no Congresso. A Anvisa não pode passar por cima do Legislativo”.
Atrás do balcão
O presidente da Abrafarma, que representa grandes redes ainda afirma que a medida irá comprometer a possibilidade de descontos nos medicamentos, pois a resolução da Anvisa impõe dificuldades financeiras para as drogarias. “As farmácias contam com a venda desses alimentos alternativos para cumprir a meta de receita. Isso possibilita a concessão de descontos. A resolução compromete isso. Além disso, elas teriam que gastar com a adequação para passar os medicamentos que exigem receita para trás do balcão”, diz ele.
Mas afinal, quando neste país passaremos a entender que a FARMÁCIA é um estabelecimento diferenciado, um estabelecimento de SAÚDE, e não um mero comércio. E ainda, se hoje já vemos verdadeiros absurdos sendo feitos em algumas drogarias e farmácias, imaginem se a ANVISA não puder mais regular, fiscalizar ou ao menos controlar o que estes estabelecimentos comercializam, como sugere o presidente da Abrafarma.
Salve-se quem puder!!!!!
Medicamentos Similares: Categoria tem até 2014 para apresentar à Anvisa testes de segurança
A reivindicação tem um motivo importante. Para ser comercializado, os medicamentos genéricos precisam ser, oficialmente, 35% mais baratos que os remédios de referência, sendo que a média nos preços chega a ser 50% menor. E os produtos similares são comercializados com valores ainda mais baixos que os genéricos. "O medicamento similar é tão importante para a história e consolidação da indústria farmacêutica quanto os genéricos", afirma Waldir Eschberger Júnior, vice-presidente de mercado da EMS.
Fonte: Brasil Econômico
Cápsulas nanoscópicas

A pequena gaiola de ouro coberta com um polímero inteligente responde à luz, abrindo para esvaziar seu conteúdo e fechando novamente quando a luz é apagada. O método para fabricar as cápsulas e os testes de desempenho foram descritos em artigo publicado na edição de domingo (1º /11) da revista Nature Materials. O estudo foi coordenado por Younan Xia.
O sistema é projetado para ser preenchido com uma substância medicinal – como quimioterápicos ou bactericidas –, liberando quantidades cuidadosamente calculadas de droga junto ao tecido no qual ela deve ser administrada. De acordo com os autores, o sistema de entrega maximiza os efeitos benéficos do medicamento e diminui efeitos colaterais.
O primeiro passo para fazer a cápsula inteligente consistiu em combinar um agrupamento de nanocubos de prata. Minúsculos cubos de cristal podem ser feitos por meio da adição de nitrato de prata a uma solução que doa elétrons para os íons do metal, permitindo que eles se precipitem como prata sólida. A adição de outra substância estimula os átomos de prata a se depositarem em partes específicas de um cristal, levando à formação de cubos com arestas, em vez de formar blocos disformes.
O segundo passo foi cortar os oito cantos dos cubos, que serviram como moldes para as gaiolas de ouro tomarem forma. Quando os nanocubos de prata foram aquecidos em ácido cloroáurico, os íons de ouro no ácido roubaram elétrons dos átomos de prata nos cubos. A prata se dissolveu e o ouro se precipitou.
Uma película de ouro foi formada sobre os cubos de prata, conforme os cubos eram escavados de dentro para fora. Os átomos de prata entraram na solução através de poros que se formaram nos cantos cortados dos cubos.
“A parte realmente interessante – desse sistema e da nanotecnologia em geral – é que as pequenas gaiolas de ouro têm propriedades muito diferentes do ouro bruto. Especialmente em sua resposta à luz”, disse Xia.
O físico inglês Michael Faraday (1791-1867) foi o primeiro a perceber que uma suspensão de partículas de ouro brilhava com uma coloração vermelho-rubi, porque as partículas são extremamente pequenas. “Sua amostra original de um coloide de ouro ainda está no Museu de Faraday, em Londres, mais de 150 anos depois”, contou Xia.
A cor é causada por um efeito físico conhecido como ressonância de plasma de superfície. Alguns dos elétrons nas partículas de ouro não são ancorados em átomos individuais, mas formam um gás que flutua livremente.
“A luz, incidindo sobre esses elétrons, pode levá-los a oscilar. Essa oscilação coletiva, o plasma de superfície, adquire um determinado comprimento de onda, ou cor, diferente da luz incidente. E essa é a cor que vemos”, explicou.
A ressonância é o que faz vibrar uma corda de violino com um tom específico, por exemplo. A ressonância do plasma de superfície pode ser sintonizada no mesmo sentido em que um violino é afinado.
“Faraday utilizava partículas sólidas para fazer seu coloide. Podemos ajustar o comprimento da onda ressonante alterando o tamanho das partículas, mas apenas dentro de limites estreitos. Não podemos chegar aos comprimentos de onda exatos que queremos”, disse Xia.
Os comprimentos de onda desejados pelo grupo são aqueles nos quais o tecido humano é relativamente transparente, possibilitando que as gaiolas, na corrente sanguínea, possam ser abertas pelo brilho de uma fonte de laser sobre a pele. Alterando-se a espessura das paredes das nanogaiolas, sua coloração pode ser ajustada em uma amplitude maior que as partículas sólidas.
“À medida que mais ouro é depositado na armação, a suspensão de nanogaiolas muda do vermelho para o roxo, o azul brilhante, o azul-escuro ou para os comprimentos de onda do infravermelho próximo”, disse.
Os pesquisadores querem atingir uma estreita faixa de transparência do tecido que se situa entre 750 e 900 nanômetros, no infravermelho próximo. Essa faixa é limitada por comprimentos de onda fortemente absorvidos pelo sangue e, por outro lado, pelos que são absorvidos pela água.
A luz nesses comprimentos de onda pode penetrar profundamente no corpo. “A carne é bastante transparente para um comprimento de onda de 780 nanômetros. Isso pode ser demonstrado quando colocamos um diodo laser vermelho na boca e a luz pode ser vista por fora”, disse Xia.
Segundo Xia, na frequência ressonante a luz pode ser espalhada fora das gaiolas, absorvida por elas, ou passar por uma combinação desses dois processos. “Assim como sintonizamos a ressonância de plasma de superfície, podemos ajustar a quantidade de energia que é absorvida – e não espalhada – manipulando o tamanho e a porosidade das nanogaiolas.
O artigo Gold nanocages covered by smart polymers for controlled release with near-infrared light, de Younan Xia e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Materials em www.nature.com/naturematerials.
28 de outubro de 2009
Procura de medicamentos sem receita cresce em farmácias e na Internet
Medicamentos estes que só podem ser vendidos com receituário especial expedido por médico, por se tratar de uso controlado e causar dependência, continua crescendo de maneira desenfreada. O problema é que muitas pessoas que compram e consomem inibidores do apetite não o fazem a partir de uma indicação médica. Conseguem a receita especial através de favores, como é o caso da administradora Joana (nome fictício), 35 anos, que não quis se identificar. "Sempre que preciso consigo a receita com a atendente do pediatra do meu filho. Faço isso porque preciso emagrecer e as consultas médicas demoram muito", conta ela.
O problema é que o crescente número de usuários de internet desencadeou um aumento na busca dos serviços de farmácias virtuais brasileiras, principalmente a partir da dificuldade encontrada em farmácias tradicionais. Hoje, a partir de sites, blogs e grupos de discussão além da compra destes medicamentos, é possível trocar informações e descobrir meios alternativos de se conseguir esses fármacos. Como exemplo podemos citar uma lista de discussão identificada como "fórmula para emagrecer" onde pode-se comprar e receber via sedex em domicílio
fórmulas magistrais que misturam o inibidor do apetite anfepramona ou femproporex; sibutramina; bromazepan; fluoxetina; furosemida e cáscara sagrada em apenas dois comprimidos. Para isso, basta pagar R$ 99,00 (30 cápsulas) ou R$130,00 (60 cápsulas ). As fórmulas prometem emagrecer de cindo a doze quilos ao mês.
Já em 2007, um trabalho intitulado " Avaliação das farmácias virtuais brasileiras" alertava sobre os problemas deste tipo de empreedimento e suas consequências para a saúde da população. Vale a pena ler.
O problema é que esta prática continua mesmo após a Anvisa ter anunciado novas regras para farmácias e drogarias, para venda de medicamentos pela internet ou telefone. A medida faz parte das Boas Práticas Farmacêuticas, por meio da resolução RDC 44/09 que reforça as regras para o comércio de medicamentos e a prestação de serviços nos estabelecimentos farmacêuticos, desvirtuadas por interpretações pessoais de comerciantes e amparados por leis municipais e estaduais.
22 de outubro de 2009
TRF derruba cobrança imposta pela Anvisa
A medida beneficia, diretamente, os associados da Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag). Como a Anvisa não recorreu da decisão, este mês, ela foi arquivada e não cabe mais recurso. A Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 8, de 2007, determina que a quitação de dívidas é condição para que a empresa possa atualizar sua licença.
O arquivamento foi determinado pelo juiz Tales Krauss Queiroz, da 8ª Vara Federal da 1ª Região. No TRF, em abril, a desembargadora federal Selene Maria de Almeida havia decidido a favor das mais de duas mil farmácias de manipulação associadas à Anfarmag. Selene havia declarado que somente a taxa de fiscalização de 2007 - na época, a taxa atual - poderia ser cobrada para obtenção da renovação da autorização de funcionamento da Vigilância Sanitária. O valor da taxa para farmácias em geral hoje é de R$ 500. No Brasil, há pelo menos 3.500 farmácias de manipulação.
A Lei nº 6.360, de 1976, estabelece as regras que devem ser observadas para o funcionamento de farmácias no país. A Lei nº 9.782, de 1999, passou a obrigar a renovação da autorização de funcionamento e da autorização especial - para aquelas que vendem produtos de controle especiais como, por exemplo, psicotrópicos. O advogado que representa a Anfarmag na ação, Wander Rabelo, do escritório Moreau Advogados, argumentou que a Anvisa não poderia restringir a renovação da autorização para funcionamento sob o pretexto de débitos pretéritos, ainda que tenha oferecido um parcelamento para facilitar a quitação desses débitos. "O meio correto para fazer a cobrança retroativa seria a execução fiscal", afirma.
A resolução impõe a exigência de renovação anual e instituiu um parcelamento para débitos relativos à taxa de fiscalização da Vigilância Sanitária. De acordo com a Anvisa, o parcelamento foi criado por haver um número significativo de empresas inadimplentes. O órgão não soube dizer qual é o impacto da taxa com relação à arrecadação, nem explicou por qual motivo não recorreu. Mas, no ano passado, outro programa de parcelamento foi aberto, por meio do RDC nº 46, de 2008, para dívidas firmadas até dezembro de 2007. O pagamento pode ser feito em até 60 vezes e a parcela mínima é de R$ 200. A diferença é que este parcelamento permite que uma empresa que já tenha dívidas parceladas possa aderir a um segundo programa. A decisão da Anfarmag beneficia as 2.300 farmácias associadas na época do ajuizamento da ação. De acordo com o empresário Hugo Guedes de Souza, vice-presidente da entidade, o impacto financeiro estimado é de R$ 10 milhões para o setor. Por causa das decisões anteriores favoráveis - primeira instância e decisão do TRF da 1ª Região - Souza apostava na vitória judicial. Apesar de incidir correção monetária, as farmácias estão aderindo ao parcelamento para ficar quites com a Anvisa, segundo o vice-presidente da Anfarmag. "No ano passado, parcelei minha dívida e estou pagando os débitos. Mas desde a liminar tenho renovada minha autorização para funcionar", afirma Souza, que também é proprietário de uma farmácia de manipulação.
Fonte: Valor Econômico
Curso de Farmácia da UCPel promove Semana Acadêmica
O destaque da semana acadêmica fica por conta dos cursos e mini-cursos. Ao todo, são cinco opções a serem escolhidas pelos participantes.
As inscrições podem ser feitas no saguão do Campus I da Católica (rua Gonçalves Chaves, 373). O evento ocorre no Auditório Dom Antônio Zattera.
Puro Prazer

USP desenvolve pele artificial para evitar testes com animais
Agora, as pesquisadoras estão em fase de contatos com empresas para viabilizar o financiamento da utilização do modelo desenvolvido, apesar de ele já estar pronto há cerca de um ano.
Modelo de pele artificial desenvolvida pela USP constitui estrutura completa tripla e deve ajudar na substituição de animais em testes.
De acordo com a professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP Silvya Stuchi, responsável pela pesquisa, já existem outros modelos de pele artificial sendo utilizados nos Estados Unidos e Europa. No entanto, há dificuldades de transporte e importação, já que é um material vivo e sensível.
Assim, quando há a demanda de não usar animais no Brasil --ou pelo menos usar menos--, o que acaba acontecendo é o envio dos princípios ativos dos cosméticos para testes no exterior. O problema é que a indústria brasileira gasta muito para fazer testes em outros países.
"Desenvolvemos uma estrutura de pele completa, com três elementos", diz Stuchi. "o melanócito, responsável pela pigmentação; o queratinócito, responsável pela proteção; e o fibroblasto, segunda camada", explica ela.
Tendência: sem animais
"A partir deste ano, na Europa, já não há testes em animais para cosméticos, é algo mandatório", afirma a professora Silvia Berlanga, corresponsável pela pesquisa na USP. "É uma tendência mundial."
Para cosméticos como filtro solar e creme antirrugas, a questão fica mais fácil de resolver com a pele artificial e por isso animais já foram totalmente substituídos no continente europeu. Porém, a questão fica mais dificil no que toca à indústria farmacêutica, diz Berlanga. "Os medicamentos que foram desenvolvidos e testados em animais tiveram que ser retirados do mercado por terem causado efeitos adversos severos quando foram utilizados por seres humanos".
Outro motivo é a "ética da experimentação" ao lidar com os animais, como diz Berlanga. "Mesmo que fique mais caro com a pele artificial, é importante reduzir o uso de animais", diz ela.
George Guimarães, presidente do grupo de defesa dos direitos animais Veddas, vai mais além. "Consideramos isso [uso de animais] inaceitável do ponto de vista moral e ético, uma vez que esses animais não escolheram ser usados para servir aos nossos interesses."
O ativista e nutricionista afirma ter levado a Brasília, na época da aprovação da lei Arouca, que regulamentou os experimentos com animais em outubro de 2008, um total de 26 mil assinaturas buscando expor sua visão. Mas diz não ter obtido espaço com os parlamentares, que só recebiam "representantes das instituições científicas".
Martini completa dizendo que "os experimentos em animais causam dor e sofrimento". Assim, "segundo o princípio da igual consideração de interesses semelhantes, deveríamos respeitá-los nos seus direitos básicos que são o direito à vida, à integridade física e à liberdade."
Desenvolvimento
A matéria-prima utilizada para criar a pele é na verdade de doadores humanos mesmo, que fazem cirurgias plásticas --no caso do laboratório da USP, são utilizadas doações do Hospital Universitário. Assim, as células são cultivadas em placa de petri e são formados os tecidos, incluindo a derme e epiderme.
O objetivo original do desenvolvimento da pele, no entanto, que começou há 15 anos, foi para o estudo do melanoma, um tipo grave de câncer de pele.
De lá para cá, a professora Stuchi cita dois marcos importantes. O primeiro foi a parceria com os pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Câncer Ludvig, estabelecido no Hospital do Câncer em São Paulo , com quem aprendeu muito o isolamento das células, a partir de 2005.
O segundo marco foi com uma primeira bolsa da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) entre 2007 e 2008, sua temporada como pesquisadora visitante na Universidade de Michigan, EUA. Lá adquiriu diversos tipos de tecidos de pele humana e pôde fazer testes com eles no Brasil, obtendo realmente o conhecimento sobre como fazer a estrutura da pele.
Em 2009, o projeto de pesquisa na USP obteve nova verba da Fapesp, por meio do qual, aprimoramentos no modelo de pele estão sendo realizados.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo
26 de setembro de 2009
Segurança do site da Anvisa
1 – A Anvisa não detectou mecanismos que possibilitem a alteração de multas e fórmulas de medicamentos no site da Agência. Tampouco detectou acessos indevidos a informações sigilosas.
2 – O conteúdo dos dados acessados, tais como valores de multas aplicadas e resumo de relatórios de viagens internacionais, é público. A divulgação desses dados não oferece risco à segurança dos serviços eletrônicos da Anvisa.
3 – A Anvisa realiza testes permanentes no acesso ao site da Agência para garantir a segurança do sistema de busca. Assim que ocorreu a manifestação do G1, a Agência intensificou os procedimentos de segurança dos dados disponíveis no site.
4 – A Anvisa trabalha para manter o seu site atualizado com os mecanismos mais modernos e eficientes de segurança da informação.
Fonte: ANVISA
24 de setembro de 2009
Brecha no site da Anvisa permite alterar multas e fórmula de remédios
Outras informações sigilosas que a falha expõe são relatórios de viagens internacionais, segundo um especialista em segurança, que não quis se identificar. Ele afirma ter alertado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária há dois anos e nada teria sido feito desde então. O G1 entrou em contato com o órgão em Brasília pela primeira vez no dia 31 de agosto. Voltou a procurar no dia 4 de setembro e nesta segunda-feira (21).
A assessoria disse que ainda não tinha um retorno do setor técnico. De acordo com o especialista, é um tipo de falha amplamente divulgado em sites de segurança, possui correção e não necessita de conhecimentos avançados para ser explorada. Para ele, o cuidado com bancos de dados é importante porque essas informações são vendidas no mercado negro. 17 de setembro de 2009
Anvisa aprova novas regras para bulas de medicamentos
Informações mais claras, linguagem objetiva, e conteúdos padronizados. Essas são algumas características das novas bulas de medicamentos, regulamentadas pela Anvisa por meio da resolução RDC 47/09.As regras para bulas de medicamentos estão em processo de revisão desde 2008 e foi discutida por meio da Consulta Pública 01/09, lançada no início do ano. A previsão da Agência é que todos os medicamentos fabricados a partir de 2011 já contenham as bulas com o novo formato e conteúdo.
Principais pontos
Tamanho da letra – A letra Times New Roman, não-condensada e não-expandida, com tamanho mínimo de 10 pontos, torna-se obrigatória para todas as bulas. O espaçamento entre as letras deve ser de no mínimo 10% e, entre as linhas, de 12%. Já as colunas de texto devem conter, no mínimo, 80mm, com texto alinhado à esquerda. Genéricos e similares – As bulas dos medicamentos genéricos e similares devem estar harmonizadas com o conteúdo das Bulas Padrões (bulas dos medicamentos de referência). Podem diferir apenas quanto a informações específicas dos produtos, como composição, frases de advertência relacionadas a um corante, e prazo de validade, por exemplo. Portadores de deficiência visual – As empresas deverão oferecer gratuitamente, a bula em formato especial, mediante solicitação da pessoa física. A bula pode ser oferecida em meio magnético, óptico ou eletrônico, em formato digital ou áudio, impressas em Braille ou com fonte ampliada, conforme escolha ou necessidade do paciente. O usuário deverá solicitar a bula especial por meio do SAC do laboratório farmacêutico.
Bulas para os pacientes – Serão organizadas na forma de perguntas e respostas e devem conter apenas informações sobre a apresentação do medicamento que acompanham. (Nas normas anteriores, não havia regra para a separação de informações. Uma mesma bula podia tratar de xaropes, comprimidos, soluções, pomadas, etc).
Alerta de Doping – Algumas informações passam a ser exigidas nas bulas, como, por exemplo, o alerta para atletas quanto à potencialidade de o medicamento causar doping, de acordo com norma do Comitê Olímpico Internacional – COI. Outra informação que também estará mais clara é a idade mínima com a qual o medicamento pode ser utilizado com segurança. Dentro da embalagem – O consumidor vai encontrar apenas um tipo de bula na embalagem – a do paciente ou a do profissional de saúde, mas o texto que não estiver na embalagem ficará disponível para consulta na internet, no Bulário Eletrônico da Anvisa.
Acesso eletrônico – As bulas padrão estarão disponíveis por meio eletrônico no site da Anvisa. A medida vai permitir que profissionais de saúde e pacientes tenham acesso às informações corretas e atuais sobre esses produtos.
9 de setembro de 2009
Avaliação do Blog Farmacotécnico no 7º CIFARP
Foram várias as manifestações de apoio e elogios ao nosso trabalho. Ficamos extremamente satisfeitos e gostaríamos de agradecer a todos aqueles que de alguma forma, direta ou indiretamente, contribuem para a disseminação e construção do conhecimento coletivo por meio deste blog.
Hoje é o último dia do congresso, logo estaremos retornando as atividades normais e continuaremos a atualizar o blog de forma mais sistemática.
8 de setembro de 2009
Ciência e Tecnologia crescem exponencialmente no Brasil
Dr. Zago na sua exposição pode demonstrar o panorama dos investimentos e das pesquisas realizadas no Brasil. Foi muito gratificante vislumbrar que a pesquisa no Brasil vem crescendo e alcançando números até pouco tempo inacreditáveis. Inclusive superando países com maior tradição na área. Além do que os investimentos realizados não só pelo CNPq, mas também pelos outros órgãos de fomento, também vem alcançando números vultosos.
E não são apenas em número que estas pesquisas vem crescendo, mas também vem adquirindo qualidade invejável, o que pode ser comprovado pelo número de artigos que vem sendo publicados ao longo dos anos em conceituadas revistas científicas.
Em resumo, apesar da política ainda ser motivo de grandes escândalos e constrangimentos para o nosso País, podemos dizer que a partir destes dados podemos dizer que ficamos orgulhosos de sermos Brasileiros.
Esperamos que os incentivos e investimentos possam continuar sendo alocados e sempre em números crescentes para que possamos atingir a excelência em Ciência e Tecnologia.
5 de setembro de 2009
COMEÇA O 7° CIFARP
O Congresso é uma mina de informações científicas e reflexões no campo farmacêutico. O evento conta com a participação de 1300 pessoas, entre estudantes, professores, pesquisadores e autoridades políticas. Foram aprovados mais de 700 trabalhos científicos, distribuídos em 14 áreas diferentes. Dentre eles o trabalho dos editores deste blog.
A edição deste ano tem como tema "biodiversity in the technological and health development". O congresso contará com diversos seminários, palestras, mesas redondas, fóruns, painéis e reuniões, , cada um abordando diferentes assuntos. Trata-se de uma grande oportunidade para Farmacêuticos, pesquisadores e autoridades políticas acompanharem e debaterem o emaranhado científico do Congresso, que oferecerá oportunidades de formação e aprendizagem em diversas áreas da profissão.
Acompanhem o andamento do congresso através do blog Farmacotécnico, onde diariamente serão postadas informações a cerca das atividades do evento.
3 de setembro de 2009
Cresce mercado de plantas medicinais
O cultivo de ervas medicinais exige gastos iniciais da ordem de R$ 30 mil entre três e cinco hectares. O produtor precisa de tecnologia, conhecimento e infra-estrutura. Do total plantado no Brasil, apenas 10% têm qualidade excelente. Os produtores não investem mais na qualidade porque a indústria não quer absorver os custos.
Os produtos - camomila, alcachofra, guaco, maracujá, entre outros - são cultivados em pólos regionais no Norte, Centro-Oeste, Noroeste e Sul paranaenses. Os produtores são treinados e recebem assistência técnica. Uma central de escoamento garante a compra da produção e revende para indústrias farmacêuticas e alimentícias. Esse é considerado o único modelo estruturado no Brasil.
Fonte de dados: Gazeta Mercantil
21 de agosto de 2009
Manifestações em defesa ao uso racional de medicamentos
É consenso deste Fórum, também, que a decisão da Anvisa reflete o pensamento de toda a categoria farmacêutica, há anos empenhada em transformar o modelo perverso vigente, voltado exclusivamente para os interesses comerciais de alguns, em detrimento das reais necessidades de saúde do povo brasileiro, não apenas no que se refere ao acesso, mas também à informação qualificada, isenta, técnica e independente, prestada pelo farmacêutico, indispensável à utilização correta dos medicamentos.
As entidades signatárias deste manifesto advertem que o resultado prático e efetivo dessa medida somente será possível, se farmacêuticos, proprietários de farmácias e drogarias, órgãos fiscalizadores e sanitários e, principalmente, a sociedade civil organizada, realmente cumprirem os papéis estabelecidos na legislação vigente, com vistas a preservar os direitos constitucionais do povo brasileiro.
20 de agosto de 2009
Anvisa quer reduzir informalidade do setor de saneantes
“Com a desburocratização dos processos e maior responsabilização do setor produtivo, a Anvisa pode aprimorar o controle sobre produtos que representam mais risco para a população”, afirma o diretor da Anvisa Dirceu Barbano.
O registro de saneantes de baixo risco passa a ser feito exclusivamente por meio eletrônico, a partir do acesso, via web, do “Sistema de Peticionamento e Arrecadação Eletrônico”, disponível no sítio da Anvisa (www.anvisa.gov.br). Para acessá-lo, a empresa deve possuir Autorização de Funcionamento da Anvisa.
Segundo a diretora executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), Maria Eugênia Saldanha, a medida é um incentivo à formalização do setor. “Num mercado em que 95% dos atores são micro e pequenas empresas, a simplificação dos procedimentos de registro reduz custos e facilita a regularização junto à Anvisa”, diz.
Para o assessor especial da Casa Civil, Jadir Proença, a nova ferramenta faz parte de um processo de melhoria das práticas de regulação. “A tecnologia da informação é um instrumento eficaz para desburocratizar processos e para aproximar governo e sociedade”.
Fonte: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa
Valorização do Profissional Farmacêutico
A venda de medicamentos pela internet ou telefone deverá garantir o direito do cidadão à orientação farmacêutica.
A medida faz parte das Boas Práticas Farmacêuticas, anunciadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta terça-feira (18).
A resolução RDC 44/09 (PDF) da Anvisa reforça as regras para o comércio de medicamentos e a prestação de serviços nos estabelecimentos farmacêuticos, desvirtuadas por interpretações pessoais de comerciantes e amparados por leis municipais e estaduais. É o fim da venda, entre outras coisas, de carne e sorvete nesses locais.
A partir de agora o comércio pela internet terá normas definidas. Para oferecer medicamentos na web as farmácias deverão existir fisicamente e estarem abertas ao público. Além disso, só serão aceitos endereços “.com.br”. As farmácias e drogarias que quiserem comercializar medicamentos por via remota informarão em seu endereço na internet o nome e telefone de contato com o farmacêutico de plantão para atendimento ao usuário. Além disso, o estabelecimento terá que publicar os alertas sanitários da Anvisa que ficarão à disposição do internauta.
De acordo com o diretor-presidente, Dirceu Raposo de Mello, é preciso cuidar do uso adequado de medicamentos e para isso os serviços farmacêuticos devem cumprir o seu papel de prover o usuário com informações corretas sobre o uso racional de medicamentos. “A farmácia é um estabelecimentos diferenciado, não se pode banalizar esse ambiente com produtos que não têm relação com o seu objetivo e que fazem com que o paciente caia em uma armadilha para consumir produtos que envolvem riscos”, explicou Raposo.
Segundo o diretor-presidente, a sociedade também ganhará com estabelecimentos que ofereçam uma atenção farmacêutica mais adequada aos usuários de medicamentos. A chamada Atenção Farmacêutica poderá ser oferecida como um serviço. Essa orientação contempla o monitoramento de parâmetros fisiológicos e bioquímicos de pessoas que utilizam medicamentos. O farmacêutico poderá, por exemplo, monitorar a pressão arterial de um cidadão para saber se a medicação para controle da pressão arterial está fazendo efeito. A Atenção Farmacêutica inclui, ainda, a administração de medicamentos injetáveis e inalatórios e o atendimento domiciliar, para a realização dos mesmos procedimentos que serão feitos na farmácia.
Outro serviço que poderá ser oferecido nesses estabelecimentos é a perfuração de orelha (lóbulo auricular) para a colocação de brincos. Isso vai permitir que o procedimento seja feito em condições seguras para o usuário.
A Resolução determina, ainda, que os medicamentos não poderão mais ficar ao alcance das mãos do usuário em farmácias e drogarias. Mesmo os produtos isentos de prescrição médica deverão ficar atrás do balcão para que o usuário faça a solicitação ao farmacêutico e receba o produto com a orientação necessária. As únicas exceções são os medicamentos fitoterápicos, por via dermatológica e sujeitos a notificação simplificada (ex. Água Boricada, Glicerina, Hidróxido de Magnésio, etc).
Veja quais são os medicamentos que podem ficar ao alcance do consumidor (PDF).
Os medicamentos isentos de prescrição podem ser adquiridos sem a apresentação da receita do médico, mas isso não significa que eles sejam isentos de risco. Por isso é importante o cidadão receber as orientações do profissional farmacêutico no momento da aquisição.
Fonte: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa
17 de agosto de 2009
Blog Farmacotécnico tem trabalho selecionado para o 7º CIFARP
Os editores deste blog tiveram seu trabalho intitulado " BLOGS: A PEDAGOGICAL STRATEGY IN PHARMACEUTICAL SCIENCE TEACHING" selecionado para ser apresentado em um dos simpósios mais conceituados da área Farmacêutica na América Latina, o qual acontecerá na cidade de Ribeirão Preto, no período de 06 a 09 de setembro deste ano.
Segundo o Prof. Fabian Primo, todos estão muito orgulhosos com mais esta conquista, pois com a aprovação deste trabalho no CIFARP 2009, o blog ganha em notoriedade e reconhecimento cientifico na área das Ciências Farmacêuticas e principalmente coloca o nome de sua instituição de ensino no cenário nacional.
"O aceite deste trabalho demonstra que nossos alunos tem capacidade de produzir conhecimento científico de alto nível”, afirma Fabian Primo e ainda ressalta, que ainda neste ano serão publicados outros artigos científicos em revistas nacionais e internacionais".
A equipe do Blog Farmacotécnico agradece a todos aqueles que de alguma forma tem contribuído para o seu sucesso.
Comparação entre técnicas de granulação via úmida: leito fluidizado x alto cisalhamento.
A granulação pode ser realizada por diferentes tecnologias as quais se diferenciam essencialmente nas metodologias utilizadas e,...
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Um fármaco de grande venda nas Farmácias é a Isotretinoína. Como forma de maiores esclarecimento, e a nível de curiosidade viemos por mei...
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Ao contrário do que se pode imaginar, a quantidade de radiação utilizada na Medicina Nuclear é muito pequena. Com isso os tratamentos, proce...
