13 de abril de 2020

Fitoterapia é Tendência no Mercado Brasileiro

O uso da fitoterapia na saúde pública comprova a sua eficácia, mas para grande parte da população eles já são velhos conhecidos, sendo considerado um tipo de medicamento certeiro para sanar certos tipos de enfermidades.
A fitoterapia, prática em que se utiliza plantas para o tratamento de doenças, tem sido cada vez mais utilizada, tanto que dados do Ministério da Saúde (MS) indicam que entre 2013 e 2015, a busca por esta prática teve um crescimento exponencial, tendo o crescimento de 161%. Os dados se referem a busca por tratamentos à base de plantas medicinais pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que inclui o uso de fitoterápicos em sua oferta de tratamentos há alguns anos, ofertando doze medicamentos, indicados para o uso ginecológico, tratamento de queimaduras, auxiliares terapêuticos de gastrite e úlcera e outros.
Dentre os principais benefícios dos fitoterápicos está o custo reduzido em relação aos medicamentos comuns. Além disso, a menor agressividade ao organismo é um outro benefício, levando em consideração os medicamentos tradicionais, que podem ter efeitos colaterais em maior quantidade.
A fitoterapia se mostra uma tendência em âmbito nacional, tanto que o MS investiu mais de R$ 30 milhões em 78 projetos com plantas medicinais e fitoterápicos no SUS, de 2012 a 2016. Em termos internacionais, houve um crescimento no mercado de fitoterápicos no mundo de 7% em 2016, tendo movimentado R$1 bilhão por ano, de acordo com projeções do Instituto Brasileiro de Plantas Medicinais (IBPM).
É necessário salientar que assim como os medicamentos comuns, os fitoterápicos e as plantas medicinais devem ser utilizados com cautela, prescrição e acompanhamento de um profissional da saúde.

Mais informações em : 

Radiofármacos.


Radiofármacos: já ouviu falar deles? | Radioproteção na Prática
Radiofármacos podem ser definidos simplesmente como substratos que contêm um átomo radioativo em sua estrutura, podendo ser considerados como vetores que apresentam certa especificidade por algum órgão ou uma função fisiológica ou fisiopatológica. Por sua forma farmacêutica, quantidade e qualidade da radiação emitida, podem ser utilizados com finalidade diagnóstica ou terapêutica, qualquer que seja a via de administração empregada, que podem ser administrados oralmente ou por inalação, mas a grande maioria é administrada por meio de injeção intravenosa.
Conforme descrito pela Organização Mundial de Saúde (OMS), radiofármacos são produtos farmacêuticos que podem ser classificados em quatro
(a) Produtos radioativos prontos para uso;
(b) Geradores de radionuclídeos;
(c) Componentes não radioativos (reagentes liofilizados) para preparação de compostos marcados com elementos radioativos (geralmente o eluato de um gerador de radionuclídeo);
(d) Precursores utilizados para marcação de outras substâncias antes da administração (ex. amostras provenientes dos pacientes, como células sanguíneas).
O termo "droga radioativa" conforme definido no CFR 21 do FDA ("Code of Federal Regulation nº 21 – Food and Drug Administration") é aplicado a substâncias que exibem desintegração espontânea de um núcleo instável (radioativo) com a emissão de partículas ou fótons e inclui os reagentes não radioativos ou geradores de radionuclídeos destinados à preparação de tais substâncias, mas não inclui drogas que contêm apenas quantidades traços de radionuclídeos de ocorrência natural (CFR 21, Part 315).
 A ação da maioria dos radiofármacos é derivada de dois componentes: um componente não radioativo (um carregador ou ligante) e um componente radioativo (ou radionuclídeo). Os ligantes ou carregadores dirigem o radionuclídeo a um órgão específico ou processo, onde o componente radionuclídico pode ser detectado. Os mecanismos que promovem a ligação do radiofármaco ao sítio alvo podem ser diversos, envolvendo desde uma simples perfusão sanguínea do composto pelos órgãos de interesse, até a ligação a receptores celulares específicos ou participação em uma via metabólica ou processo bioquímico. Esta particularidade dos radiofármacos distingue a técnica diagnóstica da Medicina Nuclear de outras técnicas como a Ressonância Magnética ou Tomografia convencional que se limitam, na maioria das vezes, a obter imagens da estrutura anatômica, sem uma correlação funcional
A grande aplicação dos radiofármacos está em Medicina Nuclear diagnóstica, representando cerca de 95% dos procedimentos em Medicina Nuclear. Nos últimos anos, entretanto, tem crescido consideravelmente a aplicação dos radiofármacos em procedimentos terapêuticos, envolvendo desde a simples administração de solução de iodeto de sódio (iodo-131) para terapia de câncer de tireóide e hipertireoidismo, até o uso de peptídeos e anticorpos monoclonais específicos, como o anticorpo anti-CD-20 marcado com elementos radioativos emissores beta (itrio-90, lutécio-177 e iodo-131), empregado na terapia de linfoma do tipo não-Hodgkin, numa modalidade terapêutica denominada Radioimunoterapia.

Para melhores informações sobre o assunto acesse o link.


Quanto custa o atraso na concessão de patentes de medicamentos para a saúde no Brasil?




                O patenteamento de um produto assegura a seu titular a exclusividade ao explorar comercialmente sua criação, por determinado período de tempo. No Brasil, a Lei nº 9.279/1996 1, determina que a patente de invenção vigore pelo prazo de vinte anos contados da data de depósito (Art. 40).
            Backlog é um termo utilizado para expressar uma lista de tarefas a serem feitas, nesse caso, a análise dos pedidos de patentes. O motivo para a demora da concessão de patentes farmacêuticas foi atribuído ao setor técnico-administrativo por falta de maior número de funcionários. É importante destacar também, que até a assinatura da Portaria Conjunta nº 1, de 12 de abril de 2017 entre a Anvisa e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), os órgãos mencionados não tinham de forma definida suas atribuições técnicas o que acarretava na duplicidade das análises dos pedidos de patentes.
            Para melhor ilustrar o impacto do backlog no sistema de saúde os autores fizeram o rastreio da situação de três medicamentos antirretrovirais, sendo eles:   Etravirina comprimido de 100mg; Fosamprenavir comprimido revestido de 100mg e Raltegravir comprimido revestido de 400mg. Revelando que Etravirina e Raltegravir estão em fase de análise de patente a dez anos ou mais, e que Fosamprenavir levou dezessete anos para ter o pedido concedido. Essa demora, bloqueia a entrada no mercado dos medicamentos genéricos, que só podem ser adquiridos após a decisão final do INPI quanto à patenteabilidade do objeto dos pedidos de patente.
            Sabendo que o preço de fábrica dos genéricos não poderá ser superior a 65% do preço dos medicamentos de referência correspondentes, a aquisição de medicamentos genéricos gera uma economia de 35% de recursos financeiros que poderiam ser aplicados em outros insumos para área da saúde.
             
Para maiores informações acesse o link: http://www.scielo.br/pdf/csp/v33n8/1678-4464-csp-33-08-e00206516.pdf

12 de abril de 2020



Medicamentos Biológicos. O que são? E qual sua importância?



Normalmente os medicamentos sintéticos são mais conhecidos, são produzidos por meio de processos químicos e normalmente utilizados no atendimento primário da maior parte dos problemas de saúde.
Contudo, nos últimos anos uma nova classe de medicamentos passou a fazer parte do tratamento de doenças complexas – os chamados biológicos, feitos a partir de “organismos vivos”, como bactérias e células, que atuam especificamente em focos de doenças, sem atingir todo o organismo humano. Estes são mais complexos e demoram anos para serem desenvolvidos, utilizados normalmente em terapias contra vários tipos de câncer, artrite reumatoide, linfoma, entre outros.
Medicamentos biológicos simples - são produzidos dentro de uma célula simples, como bactérias ou leveduras. Um exemplo comum deles é a insulina, as eritropoietinas e hormônios de crescimento.
Medicamentos biológicos complexos – a classe desta categoria com mais compostos é conhecida como anticorpos monoclonais. Eles são produzidos a partir de síntese biológica feita em células de mamíferos. São utilizados, por exemplo, para o tratamento de câncer, artrite reumatoide e fibrose cística, entre outras doenças.
A Roche, por exemplo, desenvolveu o primeiro anticorpo monoclonal aprovado no mundo para o tratamento de câncer: especificamente para o tratamento de linfoma de Hodgkin e leucemia. Pesquisas nessa área a tornaram a maior empresa de biotecnologia e inovação em saúde do mundo, com capacidade para desenvolver medicamentos nas áreas de oncologia, hematologia e imunologia, liderando a revolução na medicina que esse tipo de medicamento.

Para saber mais detalhes, acesse os links abaixo:



11 de abril de 2020

Testes experimentais de vacinas contra a Covid-19


Diante do cenário que estamos vivemos, em busca da cura do novo Corona vírus é importante ressaltar que todo o medicamento ou vacina a ser lançado no mercado deve passar primeiramente pelos testes pré-clínicos.
A fase pré-clínica é composta por testes em laboratório (em situações artificiais e em animais de experimentação) e sua conclusão pode durar anos. O objetivo desta fase é verificar se o medicamento tem potencial para tratar o problema em questão no ser humano.

 

Covid-19: 4 vacinas aprovadas para testes em humanos 


COVID-19

Como todos nós sabemos, os números de morte por COVID-19 no mundo vem crescendo a cada dia que passa. Infelizmente, ainda não foi encontrado um tratamento ou medicamento específico para tratar a doença causada por este novo vírus, e, com isso há muitas pesquisas sendo realizadas para que se chegue até uma maneira de imunizar a população e tratar os infectados.
Conforme foi publicado pelo site do G1, a Universidade de Oxford, na Inglaterra, iniciou a procura de voluntários para testar uma vacina; e a empresa Johnson & Johnson divulgou que começará testes em humanos até setembro deste ano – e afirmou que quer colocar 1 bilhão de doses no mercado no início de 2021.
Para obter uma vacina eficaz contra o COVID-19, os pesquisadores precisam percorrer diversas etapas. O primeiro passo é a pesquisa básica sobre o tipo de vacina que pode ser feita. Em seguida, dá-se início aos testes pré-clínicos, que podem ser in vitro ou em animais, para avaliar e garantir a segurança do produto.
A partir de dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o momento há pelo menos 54 pesquisas de vacinas, em andamento em todo o mundo, dentre elas 52 em fase pré-clínica.
Os pesquisadores na China já foram autorizados a desenvolver testes em humanos para uma vacina experimental contra a Covid-19.
Voluntários de Seattle nos Estados Unidos já estão recebendo doses da vacina experimental. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) neste teste serão acompanhados 45 voluntários adultos saudáveis, com idades entre 18 e 55 anos, os quais participarão deste estudo, que deverá durar pelo menos seis semanas.

FONTE:

COMPREENDENDO A FASE II DA PESQUISA CLÍNICA


As pesquisas clínicas são estudos realizados para comprovar a eficácia de novos produtos, antes destes irem para o mercado, visando demonstrar a atividade do princípio ativo, estabelecer sua segurança em pacientes, a curto prazo, bem como suas relações dose-resposta, sempre visando novas alternativas terapêuticas. Estes ensaios são divididos em fases I, II,III e IV, de acordo com a quantidade de participantes e os objetivos específicos de cada etapa. Como vemos na imagem abaixo.


                                                           Fonte da imagem

A Fase II, ou desenvolvimento exploratório terapêutico, é realizada em indivíduos que tenham a condição de interesse, ou seja, que possuam a doença para a qual o produto está sendo desenvolvido. Em geral, é de curta duração, envolvendo um número relativamente pequeno de participantes (até 300) e costumam utilizar desfechos substitutos em vez de clínicos.
Objetivos desta fase são: demonstrar prova de conceito, prova de mecanismo, obter um sinal de eficácia, explorar as relações farmacocinéticas/farmacodinâmicas, identificar o regime de dose para estudos posteriores, definir a população-alvo e avaliar a segurança a curto prazo.
A fase II também busca definir as doses ideais de ataque e de manutenção, o intervalo de dose e a duração do tratamento em humanos. Administrando múltiplas doses do medicamento de estudo de forma randomizada (aleatória) contra um comparador ou placebo, e a curva de dose-resposta resultante descreve a relação farmacodinâmica entre o regime de dose e o efeito.

Referências:
LOPES, Renato D.; HARRINGTON, Robert A. Compreendendo a pesquisa clínica. Porto Alegre: AMGH, 2015.


9 de abril de 2020

Impactos da nanotecnologia na saúde: produção de medicamentos


Uma das finalidades da utilização de nanotecnologia na saúde, é o desenvolvimento de fármacos que ofereçam vantagens sobre os convencionais, justamente devido ao seu tamanho, podendo as nanopartículas atuarem como transportadores dos fármacos para sítios mais específicos, dependendo dos materiais e mecanismos utilizados para a obtenção destas, como lipossomas, nanopartículas lipídicas sólidas (NLS), micelas e nanocristais, por exemplo. Deste modo, os nanomedicamentos poderão ser mais eficientes, seguros, com início de ação mais rápido e propiciando efeitos adversos menos intensos no tratamento de muitas doenças, principalmente do câncer, que é a classe de maior interesse para as indústrias.
Os países que mais investem em nanociência e nanotecnologia (N&N) são EUA, Japão e países europeus. Já o Brasil também investe nesta área, embora os números não cheguem nem perto dos líderes do ranking, seus investimentos estão crescendo de forma expressiva, onde até o ano de 2007, junto à setores privados, o investimento foi de cerca de 320 milhões em universidade e centros de pesquisa. Como exemplo de alguns resultados desses investimentos, se tem produtos nanotecnólogicos para fins dermatológicos, que já estão em fase I de desenvolvimento. Entretanto, há desafios para a continuidade dos avanços, como: a) criar infraestrutura para a produção de lotes-piloto para ensaios clínicos em fase I; b) incrementar os investimentos para PD&I e N&N; e c) estabelecer marco regulatório brasileiro para N&N na perspectiva internacional”.  
Com isso, é possível ver o quanto está crescendo a pesquisa e o desenvolvimento de produtos nanotecnológicos, tendo como exemplos nanomedicamentos, que já são comercializados (como o Oncaspar, utilizado no tratamento de leucemia linfoblástica aguda, em que a nanoestrutura utilizada é um conjugado proteína-polímero, e o Taxol, utilizado no tratamento de câncer de mama, em que um conjugado fármaco-albumina é o seu componente nanoestrutural), bem como seus inúmeros benefícios, tanto para saúde como economicamente, visto que o retorno em termos de valores é alto. Entretanto, o Brasil só não avança mais por falta de dinheiro para investimentos, porque se levar em conta a quantidade de pesquisadores, estudantes e técnicos, que fazem parte dos 69 grupos de pesquisas incluindo universidades brasileiras e outros centros privados, totalizando 718, 999 e 61, respectivamente, bem como seus feitos, o país poderia ter retornos consideráveis. Porém, levando em conta que estes dados são do ano de 2007, provavelmente a quantidade de grupos de pesquisas, participantes/colaboradores e levando em conta a velocidade com que a tecnologia vem se desenvolvendo, estes números, provavelmente já tenham elevado significativamente e, consequentemente, os investimentos nessa área.

Referência:

      DIMER, F. A.; FRIEDRICH, R. B.; BECK, R. C. R.; GUTERRES, S. S.; POHLMANN, A. R. Impactos da nanotecnologia na saúde: produção de medicamentos, São Paulo, v. 36, ed. 10, 24 mar. 2013. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-40422013001000007&script=sci_arttext. Acesso em: 1 mar. 2020.


6 de abril de 2020

O que é a fase IV de um ensaio clínico? Por que ela é importante?




          
Depois dos ensaios de fase III serem concluídos, começam os estudos de fase IV. Essa fase é parte da vigilância pós-aprovação, também chamada de pós-comercialização, e inclui múltiplas atividades além dos estudos das fases anteriores, muitas baseadas em relatos espontâneos. As pesquisas de fase IV são realizadas em medicamentos já aprovados pelo FDA e que estão sendo prescritos ou administrados em pacientes.

São os objetivos da fase IV:

·         Avaliar riscos, efeitos adversos e vantagens no decorrer de um período extenso.
·         Esclarecer detalhadamente o mecanismo de ação do medicamento.
·         Pesquisar o melhor uso em tratamento.


Enquanto os ensaios clínicos da fase III têm como referência os ensaios das fases I e II, e têm o objetivo de conquistar informações sobre o tratamento e ser base da aprovação governamental para ser comercializado, no estudo da fase IV o medicamento já está aprovado e os estudos complementam as informações acerca da segurança, visando descobrir outros possíveis usos e otimizar a dose.

Referência: LOPES, Renato D. Compreendendo a pesquisa clínica. Porto Alegre: AMGH, 2015.

China e EUA começam os testes clínicos das vacinas contra o coronavírus


Especialistas alertam que é necessário pelo menos um ano para uma solução que freie a epidemia.
Pelo menos vinte grupos de pesquisa e indústrias farmacêuticas de todo o mundo estão procurando maneiras de formular vacinas contra o coronavírus ou produzir antivirais que aliviem a doença que ele causa.
“As vacinas em andamento estão em seus estágios iniciais, algumas são promissoras, mas precisam ser eficazes e seguras, e haver capacidade de produção suficiente para atender às necessidades globais, por isso será um longo período”, alertou Fernando Simón, diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias.
No entanto, mesmo que os ensaios sejam bem-sucedidos, a vacina só estaria pronta para comercialização em pelo menos 12 meses, não é possível encurtar os testes clínicos, “as vacinas podem ter efeitos colaterais”.


17 de fevereiro de 2020

Prescrição Fatal

O blog Farmacotécnico aproveita o início do ano, para indicar uma minissérie que trata do mundo farmacêutico. 

É uma minissérie documental chamada The Pharmacist (que no Brasil recebeu o nome de Prescrição Fatal) lançada em associação com The Cinemart pela Netflix. 

A produção de 4 episódios acompanha a jornada de um Farmacêutico contra a indústria farmacêutica depois de perder seu filho tragicamente. 
A linha temática se desenvolve em torno de um problema de saúde pública que, uma década após a investigação do farmacêutico, se tornou uma das maiores epidemias dos Estados Unidos, ocasionada pela enorme quantidade de prescrições de opioides naquele país
A narrativa é construída alternando depoimentos dos envolvidos e gravações da época.
Depois que assistir deixe aqui seu comentário.....

23 de junho de 2019

Testes realizados em medicamento bioisento


Um trabalho de conclusão de curso elaborado por uma aluna da Farmácia na Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) realizou testes em comprimidos de dipirona, com o objetivo de avaliar as características de medicamentos diferentes contendo as mesmas concentrações do fármaco para verificar a condição de genérico em relação ao medicamento referência e observar através do perfil de dissolução se o medicamento se encontra dentro dos critérios de medicamentos bioisentos, conforme descrito no artigo em questão.
Os testes executados foram de determinação de peso, teste de dureza, teste de friabilidade, teste de desintegração, doseamento, teste de dissolução e perfil de dissolução. Embora tanto os comprimidos genéricos como os de referência tenham apresentado alterações, todos eles se mantiveram dentro da variação permitida. Os únicos dados que se mostraram fora de parâmetro foi no teste de doseamento, aonde alguns medicamentos genéricos ficaram um pouco abaixo do padrão e o teste de perfil de dissolução no qual foi demonstrado in vitro que os medicamentos genéricos testados levaram mais tempo para se dissolver, porém não significando que o efeito desejado seja influenciado.
Em vista dos testes atribuídos pela Farmacopeia Brasileira para controle de qualidade, é possível concluir que os fármacos bioisentos, possuem sim equivalência farmacêutica, e dessa forma é possível reforçar a importância dos medicamentos genéricos na saúde da população devido ao seu custo mais baixo garantindo que mais pessoas tenham acesso a tratamentos.

Fludesoxiglicose (18F)






Fludesoxiglicose (18F) é um análogo radioativo da glicose, que se acumula em todas as células que utilizam glicose como fonte primária de energia.  Após a fludesoxiglicose ser injetada na veia do paciente, é transportada pelo sangue até as células, mas, ao contrário da glicose, não é transformada em energia, tornando-se um marcador, possível de ser vista em exames realizados por aparelhos de PET/CT.
            Esse fármaco é utilizado em exames de tomografia por emissão de pósitrons. Estas imagens podem então ser avaliadas por um médico de medicina nuclear ou radiologista para diagnóstico de várias doenças na área da neurologia, cardiologia e câncer.
            O FDG é manipulado em uma câmara blindada, e após prontos todos os processos, o farmacêutico realiza a inspeção visual para verificar se tudo está de acordo com as normas. Ele ainda direciona cada cápsula individualmente para expedição. Antes de ser entregue à clínica de diagnóstico (usuário final), são realizados diversos testes para verificar o nível de radioatividade e a eficácia do lote do radiofármaco. O transporte só é liberado, então, se estiver em níveis de radiação aceitáveis.


Referências:

21 de junho de 2019

FOSFOETANILAMINA – INÍCIO DE TESTES COM A “A PÍLULA DO CÂNCER”

                         Resultado de imagem para fosfoetanolamina

           Indicadores mostram que há um aumento nos casos de diferentes tipos de cânceres. Os motivos para o surgimento da doença são diversos, mas os mais prevalentes são a utilização de tabaco, a alimentação, a predisposição genética e o estilo de vida.

O câncer diagnosticado logo no início da doença há uma chance muito grande de não precisar realizar tratamentos mais agressivos ao organismo como a radioterapia e a quimioterapia e ter ótimos resultados cura e melhor qualidade de vida. Tendo o acompanhamento desde o início do diagnostico é possível realizar o tratamento de forma mais amena com a utilização de fármacos.
Surge uma esperança para o tratamento do câncer, a Universidade Federal do Ceará (UFC) deu início a testes para o tratamento do câncer.
A pesquisa conta com 64 voluntários sadios com idade entre 18 e 50 anos, é a primeira vez que a pesquisa é feita em pessoas saudáveis no País.
A partir desses testes, os pesquisadores poderão avaliar o nível de dosagem a ser utilizado no tratamento, possíveis efeitos colaterais e analisar quanto tempo a substância leva para ser absorvida pelo corpo, bem como seu tempo de circulação no organismo.
Essa fase da pesquisa terá duração de quinze dias e a previsão dos próximos testes será para o mês de julho deste ano.

Para mais informações acesse:



20 de junho de 2019

Situação do mercado dos Medicamentos Biológicos

O mercado de biológicos é hoje estimado em torno de US$ 180 bilhões, 18% do total do mercado farmacêutico, mas crescendo muito mais rapidamente do que o mercado
tradicional de pequenas moléculas. Isto é compreensível, pois os produtos derivados da moderna biotecnologia têm mostrado surpreendente eficácia em patologias intratáveis pela terapia convencional, como câncer e doenças autoimunes. São produtos de alto custo e geralmente protegidos por patentes múltiplas. Cinco entre os dez produtos farmacêuticos mais vendidos globalmente são biológicos.
O modelo de negócio dos  biossimilares é muito diferente do mercado de genéricos. Os
biossimilares têm alto custo de desenvolvimento (100 a 250 milhões de dólares) e o tempo que demandam, algumas vezes, se equipara ao de desenvolvimento de um novo produto (5 a8 anos). Isto é compreensível, considerando a necessidade de desenvolver e testar processos
de manufatura, a realização de estudos clínicos e o próprio processo regulatório, que é mais demorado. A consequência desta maior complexidade é maior demanda de capital em custos e riscos para o retorno do investimento.
Atualmente, a introdução de um genérico no mercado requer pequenos investimentos
(1 a 4 milhões de dólares) e a expectativa de redução de preço é da ordem de 80% em relação ao produto original. Para um biossimilar, a redução de preço em geral tem sido inferior a 30%, embora com valores absolutos mais altos.

Sendo assim os biossimilares seguem um movimento em direção à inovação. E com a entrada de grandes empresas farmacêuticas neste atraente mercado, não será infrequente o desenvolvimento de biossimilares que incorporam avanços como melhores formas de
administração, anticorpos humanizados com menor, imunogenicidade novos padrões de
glicosilação, formulações peguiladas (que permitem doses menos frequentes), etc.

Referência:
https://www.labnetwork.com.br/noticias/pfizer-cria-manual-de-medicamentos-biologicos-e-
biossimilares/

Cancro de mama e o impacto com farmacogenômica


As técnicas da medicina de precisão junto a farmacogenômica, estão cada vez mais preeminentes nas buscas e avanços no desenvolvimento de novos medicamentos e na prática clínica. Nas últimas décadas os avanços na farmacogenômica e farmacogenética mostraram sucessivamente a base genética e as diferenças independentes na resposta aos fármacos, uma grande parte desses conhecimentos foi visto na terapêutica antitumoral. Apesar desses dois termos serem sinônimos para a maioria dos propósitos práticos, a farmacogenômica utiliza tratamentos com a sequência do genoma humano para desvendar a base hereditária sobre as respostas dos fármacos de pessoa pra pessoa.
A alteração genética intervém a resposta de um indivíduo aos tratamentos e a chance no de sucesso no tratamento do cancro da mama, após ser diagnosticado, as características do tumor e a dimensão da doença vão apontar o tipo de tratamento. Podendo ser um tratamento sistêmico que integra a quimioterapia, terapêutica hormonal e terapêutica direcionada ou um tratamento local que engloba com cirurgia ou radioterapia.
É eminente identificar que no tratamento do cancro da mama há sempre a remoção cirúrgica, junto de quimioterapia, terapêutica hormonal ou terapêutica direcionada.
Mesmo com os progressos significativos relacionados com a aplicação prática da farmacogenômica no cancro da mama, ainda algumas questões permanecem sem resposta e por isso, segue sendo uma área de investigação considerada em crescimento dependente também das novas opções terapêuticas que vão surgindo.



19 de junho de 2019

DEPÓSITO DE PEDIDO NACIONAL DE PATENTE


DEPÓSITO DE PEDIDO NACIONAL DE PATENTE



A empresa farmacêutica SUN PHARMACEUTICAL INDUSTRIES LIMITED, entrou com pedido de patente no Brasil para o produto guaifenesina liquida de liberação prolongada. A guaifenesina é um fármaco expectorante amplamente utilizado para aliviar a congestão nasal e do tórax. Os efeitos expectorantes da guaifenesina promovem a eliminação do muco por tornar o muco mais fino e lubrificar o trato respiratório irritado.
A forma liquida de liberação prolongada visa uma melhor adesão ao tratamento, principalmente por crianças, facilitando também a tarefa dos cuidadores. A guaifenesina tradicional de liberação imediata tem uma meia-vida plasmática curta de cerca de 1 hora. As preparações de liberação imediata, tais como comprimidos, assim como xaropes, devem ser administradas várias vezes ao dia e proporcionam alívio apenas para um período de tempo mais curto. Além disso, outro problema associado à formulação líquida de liberação imediata é o efeito dos alimentos que afeta a biodisponibilidade do fármaco, quando tomado junto às refeições, já preparações de liberação prolongada de guaifenesina não enfrentam o mesmo problema.
O esquema de liberação prolongada do fármaco em questão compreende núcleos de guaifenesina possuindo um revestimento de um ou mais excipientes controladores de liberação; uma porção de liberação imediata revestida sobre a porção de liberação prolongada o que proporciona alívio imediato, aliado a um efeito prolongado, com uma ou duas tomadas diárias.
   

           




17 de junho de 2019

Nanopartículas no combate à contaminação hospitalar



Os hospitais são abrigo de incontáveis tipo de microorganismos devido ao variado número de casos de doenças infecciosas, sendo assim, morada para bactérias de multirresistência. Estudos comprovaram que os MRSA (Staphylococcus aureus resistentes à meticilina) podem permanecer vivos em um ambiente sem um indivíduo contaminado, por duas semanas ou mais. Infelizmente a higienização e esterilização nem sempre se tornam eficazes como deveriam, podendo assim ocorrer contaminações cruzadas, seja diretamente no ar, superfície ou indiretamente, através de instrumentos utilizados e pelas mãos de profissionais.
Como alternativa ao combate de contaminação bacteriana, nanopartículas de prata e óxido de zinco estão sendo implementadas na fabricação de produtos de uso hospitalar, já que essas partículas possuem propriedades antibacterianas, assim como há também a disponibilidade da utilização de outros tipo de antimicrobianos.
 Esse método pode diminuir drasticamente as contaminações cruzadas, protegendo pacientes, funcionários e visitantes do hospital. Os principais materiais que podem prover dessa nanotecnologia, são: colchões, roupas de cama, cortinas, corrimão, tintas, rodapés, jalecos.

Fonte: https://tnsolution.com.br/2018/11/09/nanotecnologia-e-contaminacao-hospitalar/

16 de junho de 2019

Farmacêutico Desenvolve Vacina Contra Leishmaniose Viceral Canina









Uma vacina inédita, denominada LbSap, com objetivo de  combater a Leishmaniose visceral em cães, foi criada pelo  farmacêutico Alexandre Reis, coordenador do Grupo de Pesquisa e Imunologia das leshmanioses, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em Minas Gerais.
Foram realizados dois estudos em cães. Os testes foram feitos em momentos diferentes e o pesquisador descobriu que a vacina se mostrou altamente imunogênica e protetora para os cães. Devido os cães se apresentarem como um reservatórios da doença, a vacina canina apresenta-se como uma forte estratégia para ser utilizada em larga escala em áreas endêmicas de leishmaniose visceral no país.
A Leishmaniose é uma doença causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida por insetos vetores ao homem e a outras espécies de mamíferos, tendo o cão e a raposa como hospedeiros. As manifestações podem ocorrer na pele ou na forma visceral, que acomete órgãos internos como baço e fígado, considerada grave e que pode ter como consequência a morte.
Em 2016, o Brasil registrou 3.289 casos humanos de Leshimaniose visceral, desse total, 265 ocorrências, ou seja, 8,5%, evoluíram para óbito.
Fonte: http://www.cff.org.br/noticia.php?id=5337&titulo=Farmac%C3%AAutico+desenvolve+vacina+contra+Leishmaniose
Imagem: blog correio brasiliense



14 de junho de 2019

Ansiva registra novos medicamentos genéricos



A Anvisa liberou registro para dois novos medicamentos genéricos. A daptomicina 500mg, é um pó liofilizado para solução injetável e o Valerato de estradiol 2 mg.
A daptomicina é usada em casos de tratamento de pele e tecidos que estão abaixo da pele, em adultos. Pode ser usada também para tratar infecções sanguíneas ou infecções do tecido que está na parte interna do coração, englobando as válvulas cardíacas, que são causadas pela bactéria Staphylococcus aureus.
O valerato de estradiol é usado na terapia de recomposição  hormonal para mulheres útero intacto ou histerectomizadas com sintoma de menopausa para tratar os sintomas da menopausa.
O registro dos genéricos aumenta o acesso da população a medicamentos, visto que o medicamento genérico é pelo menos 35% mais barato que o medicamento de referência. Além do preço ser menor, essa medida faz com que haja redução do preço dos medicamentos que já estão sendo comercializados, porque ocorre o aumento da concorrência entre os medicamentos.
A Anvisa enfatiza que os genéricos tem a qualidade, eficácia e segurança iguais aos medicamentos de referencia, sendo assim pode ocorrer o intercambio entre eles.

10 de junho de 2019

EUA aprovam o primeiro medicamento específico para depressão pós-parto





A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA anunciou a primeira aprovação de um medicamento especificamente destinado a tratar a depressão pós-parto.

Mas como exatamente o medicamento funciona e o que o diferencia de outros medicamentos para a depressão?

O novo medicamento, chamado brexanolone, precisa ser administrado em um centro de saúde sob supervisão médica por via intravenosa ao longo de 60 horas.
Brexanolone é uma versão sintética de um esteroide chamado allopregnanolona, que as pessoas produzem naturalmente em seus corpos. Allopregnanolona é um produto da degradação do hormônio sexual progesterona, e é produzido no cérebro e ovários e na placenta durante a gravidez.
Sabe-se que os níveis sanguíneos de allopregnanolona aumentam durante a gravidez e diminuem rapidamente após o parto. E acredita-se que as oscilações nos níveis do esteroide possam desencadear mudanças no cérebro que contribuem para a depressão e a ansiedade em algumas mulheres.
O Brexanolone funciona de uma maneira diferente do que outros medicamentos para a depressão, que normalmente não se ligam a receptores GABA. Os benzodiazepínicos, às vezes chamados de tranquilizantes, também se ligam aos receptores GABA, mas eles se ligam a um tipo diferente de receptor GABA do que o brexanolone e têm uma função diferente.
Estudos de brexanolone descobriram que o medicamento teve resultados rápidos e eficazes. Dois ensaios clínicos com cerca de 250 mulheres com depressão pós-parto mostraram que, em 60 horas, 50% das mulheres que receberam o brexanolone não estavam mais clinicamente deprimidas, em comparação com 25% das mulheres que receberam placebo.
Ainda não está claro como o brexanolone funciona tão rapidamente em comparação com outros medicamentos para a depressão que podem levar semanas para ter um efeito. Como algumas mulheres que receberam o brexanolone experimentaram sedação excessiva e perda súbita de consciência, o medicamento precisa ser administrado sob supervisão.


Referências:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2019/03/eua-aprovam-o-primeiro-remedio-especifico-para-depressao-pos-parto.shtml
https://www.news-medical.net/news/20190321/485/Portuguese.aspx


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