21 de junho de 2020

A quebra de patentes como acesso à cura da covid 19








                 O Brasil, quebrou a patente de antirretrovirais em 2007, desde então esses medicamentos são de interesse coletivo a nível mundial, e não somente para pessoas que podem pagar por eles. Em relação a pandemia atual, diversos países estão de acordo que a prioridade é a resolução do problema, deste modo, estão flexibilizando suas posições para trabalharem em conjunto.
               Tendo em vista que atualmente estamos com uma situação de emergência mundial, lidando com uma pandemia, foi aprovada a resolução WHA73.1 em maio 2020, a qual centraliza a covid-19, incluindo chamamento às organizações para que trabalhem colaborando em todos os níveis para o desenvolvimento de medicamento e/ou vacina focado na pandemia, ainda incluindo o licenciamento das patentes para facilitar o acesso a esses medicamentos.
             Espera-se que assim que for aprovada a vacina, que seja disponibilizada de maneira ampla, conforme a resolução já mencionada, essa vacina será produzida na escala de milhões de doses, sendo assim, não poderá ser produzida por uma só empresa. O Brasil possui competência tecnológica para participar da produção mundial de uma vacina que possa colaborar no controle da pandemia que será uma vacina como um bem público global.
              Essa competência tecnológica do Brasil, leva as instituições de pesquisa e desenvolvimentos tecnológico a estabelecerem acordos de cooperação com as instituições mais avançadas do mundo, com isso esperamos que seja um esforço coletivo e humanitário, deixando de lado interesse comerciais.
             Os pesquisadores brasileiros trabalham em todas as áreas e fronteiras do conhecimento para entender essa nova doença. A riqueza do Brasil está em sua complexidade e capacidade de formulação, o qual consiste em valores respeitados mundialmente e reconhecidos. Temos a certeza que vamos continuar colaborando com o mundo no enfrentamento da pandemia e na melhoria das nossas condições de saúde.

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20 de junho de 2020



     
                NANOTECNOLOGIA x RESISTÊNCIA BACTERIANA

Visto que são baixos os investimentos das indústrias farmacêuticas, para o desenvolvimento de novos medicamentos ao combate de doenças bacterianas, devido ao foco de interesse estar em medicamentos de uso contínuo e antitumorais, por gerarem um retorno financeiro maior, é preocupante que a resistência bacteriana aos antibacterianos esteja crescendo de maneira relativamente rápida, resultado do uso incorreto, interrupção de tratamentos e/ou uso excessivo de antibióticos. Por outro lado, é sabido que certas plantas apresentam atividades antibacterianas, cujo produto com esta finalidade é proveniente de seu metabolismo secundário, sendo chamados de óleos essenciais. Estes apresentam componentes importantes em suas composições, como terpenos e seus derivados; tais substâncias atuam no metabolismo energético bacteriano e de forma a inibir a síntese de ácidos nucléicos. Entretanto, apresentam propriedades físico-químicas bastante insatisfatórias, como a instabilidade dos grupos funcionais frente a luz e certas moléculas químicas, e baixa solubilidade em meio aquoso, por exemplo.

Pensando nisso, foram realizadas pesquisas para avaliar a eficácia de óleos essenciais encapsulados em lipossomas, com vistas a aumentar a solubilidade, biodisponibilidade, proporcionar proteção e promover uma liberação controlada destes e, consequentemente, melhorar sua eficácia. De forma concomitante, foram avaliadas a eficácia destes na forma livre, de modo a possibilitar a comparação dos resultados. Estes foram alguns dos resultados obtidos:

- Cravo-da-Índia (Syzygium aromaticum): foram utilizadas cepas de Staphylococcus aureus e pelo método de contagem de colônias, foi observado uma redução de aproximadamente 99,87% destas após 24 horas de tratamento. Ao passo que, na sua forma livre o óleo essencial de Cravo-da-Índia, apresenta instabilidade na “presença de ar, luz, umidade e altas temperaturas”.

- Sálvia (Salvia triloba): Nesta pesquisa foram utilizadas bactérias do gênero/espécie Klebsiella pneumoniae, sendo observado que o óleo essencial, na sua forma livre, apresentou uma índice inibitório de 12,7 ± 0,6 mm, já na forma encapsulada em lipossomas houve um aumento na inibição para 22,6 ± 0,6 mm.

- Alecrim (Rosmarinus officinalis L.): utilizando cepas da Klebsiella pneumoniae, neste experimento, o óleo essencial desta planta na forma livre apresentou atividade inibitória de 12,7 ± 0,6 mm. Já o óleo na forma encapsulada em lipossomas, esta inibição aumentou para 18,5 ± 0,6 mm.


A utilização de nanotecnologia, sugeriu ser um método eficaz para melhorar propriedades e, consequentemente, a resposta terapêutica de substâncias com atividade antibacteriana, das plantas. Deste modo, pode-se concluir que por meio desta, há chances de reduzir o número de medicamentos que hoje já são considerados ineficazes frente a certos tipos de bactérias.

Referência:
DE SOUZA, J.B.; AGRELES, M.A.A.; CORIOLANO, D. L.; MEDEIROS, S.M.F.R.S.; CAVALCANTI, I.M.F. I Congresso Internacional das Ciências da Saúde: Cointer - PDVS 19. POTENCIAL ANTIMICROBIANO DE ÓLEOS ESSENCIAIS ENCAPSULADOS EM LIPOSSOMAS, Recife - PE, 2020. Disponível em: https://cointer.institutoidv.org/inscricao/pdvs/uploadsAnais2020/POTENCIAL-ANTIMICROBIANO-DE-%C3%93LEOS-ESSENCIAIS-ENCAPSULADOS-EM-LIPOSSOMAS-.pdf. Acesso em: 19 jun. 2020.

16 de junho de 2020

Anticorpo monoclonal contra o SARS-CoV-2



Um estudo publicado na revista nature mostra resultados promissores no uso de anticorpo monoclonal contra o SARS-CoV-2, podendo alterar o curso da doença.
O SARS-CoV-2 utiliza uma proteína de superfície denominada spike para se ligar ao receptor ACE2 e entrar nas células. Esta proteína possui 2 subunidades, responsáveis pela ligação às células, e pela fusão da membrana viral à membrana celular. Se tornando assim o alvo potencial para anticorpos monoclonais, uma vez que estes, ligados à proteína spike, poderiam impedir o processo de entrada nas células.
Foram necessários baterias de testes para mostrar a eficácia do anticorpo monoclonal 47D11 em inativar o vírus SARS-CoV-2 em cultura de células. Entretanto, esta inibição bem sucedida se deu in vitro.
Embora que prósperos, os resultados estão baseados em resultados pré-clínicos. Deste modo, necessitam passar ainda pelos testes em animais. Após seguidas estas etapas, somente os testes em humanos poderá mostrar a eficácia do tratamento a nível clínico.
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Comparação entre técnicas de granulação via úmida: leito fluidizado x alto cisalhamento.

            A granulação pode ser realizada por diferentes tecnologias as quais se diferenciam essencialmente nas metodologias utilizadas e,...