7 de junho de 2020

Aumento da automedicação e consumo de ansiolíticos e vitaminas na pandemia.


Em tempos de pandemia, além da infecção com o vírus e com a descoberta de uma vacina e tratamentos eficazes, outras preocupações acerca de atitudes da população chamam a atenção de farmacêuticos.

Devido à falta de conhecimento e orientações verdadeiras as pessoas recorrem a automedicação, buscando principalmente vitaminas que prometem aumento da imunidade e ansiolíticos, pois o isolamento acaba afetando todos psicologicamente.
De acordo com levantamento realizado consultoria IQVIA, houve aumento de 180% nas vendas de vitamina C e de 35,6% da vitamina D nos três primeiros meses do ano no Brasil. Já os medicamentos contra insônia cresceram 40% no Espírito Santo e os ansiolíticos tiveram alta de 15% nas drogarias do Rio de Janeiro somente em maio.
Segundo pesquisa realizada pelo jornal A Tribuna, de Vitória (ES) em várias redes de farmácia do Espírito Santo, o aumento da procura por medicamentos contra insônia se concentra principalmente em substâncias naturais, como os fitoterápicos. Isso porque, com o isolamento e a restrição de consultas com médicos por conta da pandemia, algumas pessoas não têm conseguido receituário médico, que é exigido para os medicamentos alopáticos.
Nesta fase que o farmacêutico tem papel fundamental na orientação ao paciente que está desorientado e procura ajuda, pois o uso indiscriminado de medicamentos pode ter graves consequências, mesmo com medicamentos comuns como o paracetamol que pode causar hepatite tóxica, a dipirona que oferece risco de choque anafilático e agranulocitose, e o ibuprofeno que é relacionado a tonturas e visão turva. Já o uso prolongado da vitamina C pode causar diarreias, cólicas, dor abdominal e dor de cabeça. E com a ingestão excessiva de vitamina D, o cálcio pode depositar-se nos rins e até causar lesões permanentes.

4 de junho de 2020


Testes biomoleculares para avaliar o risco de mortalidade por COVID-19



Um estudo realizado na Universidade de Michigan (EUA), pelo professor Morteza Mahmoudi, propõe a utilização de nanotecnologia para a detecção de vítimas fatais, infectadas pela COVID-19, ainda em estágios iniciais da doença, visto que esta condição não está matando somente pessoas portadoras de doenças pré-existentes, doenças cardiovasculares e diabetes, por exemplo, e sim grande parte da população do mundo, de um modo geral. Além disso, o objetivo da pesquisa é desenvolver uma nova plataforma diagnóstica, onde se tornará possível o tratamento dessas pessoas de maneira precoce e, consequentemente, diminuindo a taxa de mortalidade, além de evitar que os sistemas de saúde do mundo todo entre em colapso, como já está acontecendo em muitos países. 

O teste consiste em nanopartículas, que servirão como sensores, previamente revestidas com diferentes proteínas específicas, as quais definirão os padrões de biomoléculas que indicam os estágios da infecção. Estas quando em contato com diferentes substâncias, presentes no plasma de um indivíduo infectado, haverá interação entre elas, onde as nanopartículas coletando proteínas, lipídeos e outras moléculas da amostra biológica, formará uma coroa biomolecular e a partir do estudo da composição deste sensor, após a interação com a amostra, será possível identificar o estágio da doença, visto que cada estágio apresenta características próprias, e estas são "decifradas" conforme o modo de interação entre as partículas. Além do plasma, outras amostras que também podem ser utilizadas são lágrimas, saliva e urina, entretanto, apresentam as biomoléculas em questão, em quantidades menores do que as encontradas no plasma, e isso poderia acarretar problemas como a redução de sensibilidade, especificidade e precisão do teste.

Referencias
1.     MAHMOUDI, M. MOLECULAR PHARMACEUTICS. Emerging Biomolecular Testing to Assess the Risk of Mortality from COVID-19 Infection, EUA, 7 maio 2020. Disponível em: https://pubs.acs.org/doi/pdf/10.1021/acs.molpharmaceut.0c00371. Acesso em: 3 jun. 2020. 
2.     CIÊNCIA e TECNOLOGIA. Nanotecnologia poderia prever casos graves da COVID-19, teoriza cientista, [s. l.], 28 maio 2020. Disponível em: https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/2020052815632983-nanotecnologia-poderia-prever-casos-graves-da-covid-19-teoriza-cientista/. Acesso em: 3 jun. 2020.

2 de junho de 2020

Resolução da OMS abre caminho para quebra de patentes de vacinas e remédios contra a Covid-19




        Em 19 de maio os 194 países membros da OMS (Organização Mundial de Saúde) apoiaram em assembleia uma resolução que busca a quebra de patentes de futuras vacinas ou medicamentos para o Covid-19. Através desta resolução procura-se atender a demanda dos países mais pobres, em busca de uma distribuição igualitária de recursos em nível mundial. Para fortalecer essa mesma resolução, foi citada a Declaração de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), de 2001, que abre caminho para o chamado licenciamento compulsório de vacinas e remédios em emergências de saúde.
         As resoluções da assembleia não constituem caráter legislativo, mas demonstram o compromisso dos países membros de seguirem as resoluções estabelecidas.
          Além do interesse de quebra de patente e propriedade intelectual demonstrado pelos 194 países membros da OMS, existem muitas outras ações que apoião e culminam para esse objetivo, entre elas, uma carta assinada por 127 pesquisadores de todo o mundo, e uma petição iniciada pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) que arrecadou a assinatura de 140 líderes globais.
           O esforço em tornar as vacinas contra o Covid-19 de domínio público, é para permitir sua rápida e igualitária distribuição, independente do estado econômico do país e das diferentes classes sociais da população. O não patenteamento também permite que vários laboratórios se apresentes para produzir a vacina. 
         Na carta assinada pelos pesquisadores é possível encontrar o seguinte trecho “A eficácia de uma campanha de vacinação assenta na sua universalidade. Os governos devem disponibilizar a vacina gratuitamente. ”  Frase que nos leva a refletir sobre a significância do não patenteamento da futura vacina para o Covid-19.

Para maiores informações:

https://www.ufrgs.br/coronavirus/base/mais-de-100-cientistas-pedem-que-as-vacinas-covid-19-sejam-do-dominio-publico/

https://agenciaaids.com.br/noticia/covid-19-lideres-mundiais-pedem-que-medicamentos-e-futuras-vacinas-sejam-livres-de-patentes/

https://oglobo.globo.com/mundo/eua-rejeitam-decisao-da-oms-que-abre-caminho-para-quebra-de-patentes-de-vacinas-remedios-contra-covid-19-24434268

Situação do Registro de Medicamentos Fitoterápicos no Brasil

Fitoterápico é uma classe de medicamento largamente utilizada no país e constitui um mercado em potencial expansão.
Os fitoterápicos sempre apresentaram uma parcela significativa no mercado de medicamentos. O setor movimenta globalmente US$ 21,7 bilhões por ano. No Brasil, não existem dados oficiais atualizados, porém, estima-se que esse mercado gira em torno de US$ 160 milhões por ano. Em toda a cadeia produtiva, o setor fitoterápico movimenta anualmente cerca de R$ 1 bilhão.
No Brasil, o principal órgão responsável pela regulamentação de plantas medicinais e seus derivados é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autarquia do Ministério da Saúde que tem como papel proteger e promover a saúde da população garantindo a segurança sanitária de produtos e serviços e participando da construção de seu acesso.
Há 432 fitoterápicos simples registrados e 80 compostos, as espécies vegetais com maior número de derivados registrados são o Ginkgo (Ginkgo biloba) e a Castanha da Índia (Aesculus hippocastanum), com 33 e 29 registros, respectivamente.
Dentre os medicamentos fitoterápicos registrados, as principais formas farmacêuticas cadastradas foram as cápsulas com 47,1%, seguido de comprimidos com 20,62% das formas farmacêuticas registradas. Percebe-se, com isso a predominância pelas formas farmacêuticas sólida.

Número de espécies vegetais com derivados registrados na Anvisa
Há 162 espécies vegetais que possuem derivados registrados na Anvisa. As espécies vegetais com maior número de registro encontram-se dispostas na Tabela 1. no registro de fitoterápicos.



Link para mais informações:

Comparação entre técnicas de granulação via úmida: leito fluidizado x alto cisalhamento.

            A granulação pode ser realizada por diferentes tecnologias as quais se diferenciam essencialmente nas metodologias utilizadas e,...