6 de fevereiro de 2014

UCPel recebe inscrições para Residência Multiprofissional em Saúde do Idoso

Profissionais das áreas de Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Psicologia contam com nova residência multiprofissional para buscar especialização sobre atenção à saúde do idoso. O novo Programa, vinculado ao Centro de Ciências da Vida e da Saúde (CCVS), está com inscrições abertas até o dia 07 de fevereiro, e ofertará quatro vagas, uma para cada especialidade. 
A nova residência oferecida pela UCPel - a primeira multiprofissional da Instituição - visa trabalhar a interdisciplinaridade com o objetivo de formar equipes de saúde básica em geriatria compostas por diferentes profissionais. A escolha pela atenção à saúde do idoso se dá devido à necessidade de atender a demanda de saúde dessa população, que hoje é de 21 milhões de idosos com idade igual ou superior a 60 anos no Brasil, e deverá atingir a marca de 32 milhões até 2025, conforme dados divulgados pelo IBGE.
Um dos pontos destacados pela coordenadora da nova residência, professora Cristiane Moraes, é a integração do ensino e do serviço, o que proporciona a educação permanente, atendendo as estratégias traçadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que tem a intenção de assegurar a atenção integral, acesso universal e igualitário para o idoso. “O residente conhecerá os diversos níveis de assistência à saúde, desde a prevenção básica, passando pelo ambulatório do idoso criado recentemente pela UCPel até chegar à atenção hospitalar”, explica.
Processo Seletivo
O processo seletivo será composto por prova escrita objetiva e análise de Currículo Lattes. A prova escrita terá caráter eliminatório e peso seis na composição final, enquanto a análise de produção curricular será classificatória, com pontuação máxima de quatro pontos. 
Inscrições
As inscrições estão abertas e podem ser realizadas neste link, com taxa de inscrição no valor de R$ 150,00. O edital com todas as etapas do processo seletivo e a bibliografia da prova escrita estão disponíveis no mesmo endereço. 

3 de novembro de 2013

Presidente do CFF convoca categoria para mobilização - Por um piso salarial justo

O Presidente do Conselho Federal de Farmácia convoca todos os farmacêuticos para se mobilizarem e pois em poucos dias, a Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), da Câmara dos Deputados, votará o Substitutivo ao Projeto de Lei nº 5.359/09, apresentado pelo relator da matéria Deputado Paulo César (PR/RJ). 
Em seu parecer, o relator argumenta que os medicamentos não são produtos comuns e que devem ser rigorosamente controlados, preparados, armazenados e dispensados por farmacêuticos, atividades que implicam enorme responsabilidade. “O exercício de um mister com tal nível de exigência não é compatível com insegurança financeira e excesso de trabalho. O valor proposto é, a nosso ver, viável para os empregadores e satisfatório como piso salarial para a categoria”. relato do presidente do CFF.

Há tempos, nós, farmacêuticos, necessitamos de uma lei federal que determine o piso salarial da categoria, no País. A remuneração justa aliada a boas condições de trabalho garantem bons serviços de saúde à população e, consequentemente, desonera o Sistema Único de Saúde-SUS, pois o farmacêutico, ao prover serviços de saúde, não apenas evita desperdícios e internações hospitalares decorrentes de intoxicações e reações adversas, mas também e, principalmente, favorece o uso racional de medicamentos.
Portanto, solicitamos que todos os farmacêuticos entre em contato com os deputados de seus estados solicitando que votem pela APROVAÇÃO do Substitutivo ao Projeto de Lei nº 5.359/09.

Os 175 mil farmacêuticos brasileiros agradecem. Isto porque
prestar bons serviços de saúde à população faz parte da missão do farmacêutico. Entretanto, para isso, esse profissional precisa estar em constante capacitação e ter boas condições de trabalho. Por isso, a instituição do piso salarial é fundamental, pois resgata a dignidade dos profissionais e proporciona condições de investimento em qualificação.

21 de outubro de 2013

Nova opção terapêutica para o tratamento das dislipidemias - CIPIDE

 Os médicos brasileiros contarão a partir de setembro com mais um medicamento do Aché Laboratórios no seu arsenal terapêutico para tratamento das dislipidemias e na hipertrigliceridemia: Cipide. 
O medicamento é um ciprofibrato, anti-lipêmico indicado para o tratamento da hiperlipidemia e primeira opção para redução dos triglicerídeos.
Cipide é um moderador lipídico de amplo espectro, altamente eficiente na redução de triglicérides – atuando também em múltiplos outros fatores aterogênicos, por exemplo, na melhora da função endotelial e na redução dos níveis da proteína C-reativa, além de reduzir as partículas de LDL-C aterogênico e o fibrinogênio.
O novo produto chega com a apresentação de 30 comprimidos de 100 mg.
A Organização Mundial de Saúde estima que, em 2020, as doenças coronárias serão as que mais matarão pessoas no mundo. Os desequilíbrios lipídicos afetam aproximadamente 40% da população brasileira e estão diretamente relacionados ao aumento do risco de doenças cardiovasculares.


24 de julho de 2013

Uso de nanotecnologia prevê o fim de comprimidos e agulhas!!!!

A nanociência, cada vez mais vem se tornando realidade, em especial, na pesquisa de novos medicamentos para tratamento de diabetes, dores crônicas, náuseas, hipertensão e anticoncepcionais. 
Em 1940, o cientista Albert Sabin, criador da vacina contra a poliomielite, já pesquisava o uso de nanopartículas de ouro no tratamento de reumatismo.
A tecnologia avançada permitirá que pacientes não precisem mais ingerir medicamentos em forma de comprimidos ou aplicar injeções. Já está no mercado os remédios transdérmicos, administrados por aplicações diretas ou por adesivos que liberam a substância de modo constante. A principal vantagem é a de eliminar ou reduzir os efeitos colaterais.
"Em pouco tempo não vamos precisar tomar mais nada por via oral. No futuro todos os medicamentos serão transdérmicos. Quando a pessoa estiver com dor de cabeça, vai passar o medicamento na têmpora e a dor vai melhorar. No futuro, não vai precisar mais engolir um remédio", explica o professor de biotecnologia no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, Marco Botelho.

Segundo Botelho, há estudos para que a aplicação de insulina em pacientes com diabetes dispensem o uso de agulha para dar lugar ao remédio transdérmico. O tratamento de tumores também pode ser beneficiado, com o uso de medicamentos inteligentes, em doses muito menores, que reconhecem e atacam diretamente o tecido doente. Tudo isso é fruto da nanotecologia, explicou.
O avanço nos estudos da ciência também abriu caminho para os nanocosméticos. Atualmente, o setor empresarial já oferece produtos de preenchimento de rugas por meio de micropartículas de rejuvenescimento, protetor solar mais potente e maquiagem com brilho diferenciado.

A Agência Brasileira de Inovação - antiga Finep - tem em curso, uma chamada pública no valor de R$ 30 milhões para o desenvolvimento de produtos ou processos inovadores. O edital voltado para a nanotecnologia, prevê R$ 8 milhões em pesquisas na área higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.
De acordo com o coordenador de micro e nanotecnologias do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Flávio Plentz, o Brasil é o segundo mercado de produtos cosméticos e de higiene pessoal no mundo. "É uma área de muito sucesso. Temos várias empresas produzindo e comercializando produtos na área de nanocosméticos. Tem muitos grupos de pesquisas ativos e é uma área que tem impacto econômico muito grande", analisa.

No País, o grupo Boticário investe 2,5% de seu faturamento anual em pesquisas na área de nanotecnologia. A empresa trabalha com estudos no setor desde 2002 e já tem no mercado produtos anti-idade e filtros solares que atuam na redução de rugas.

"Com a evolução das pesquisas, chegamos também ao pioneirismo da triplananotecnologia, que tem como diferencial a chamada "liberação direcionada", ou seja, as minúsculas partículas de ingredientes ativos penetram nas diferentes camadas da pele de acordo com a necessidade de cada uma delas", explica o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do grupo, Richard Schwarzer.


Agência Brasil

10 de junho de 2013

Estudo do editor do Blog Farmacotécnico será tema do Jornal Nacional

O editor do Blog Farmacotécnico e a Universidade Católica de Pelotas (UCPel) serão pauta no Jornal Nacional. 

Um estudo feito pelo curso de Farmácia, abordando os riscos da partição de comprimidos - hábito usual entre a população - foi o tema da reportagem, gravada na Católica durante a tarde desta quinta-feira (06).
A repórter Guacira Merlin e equipe estiveram na UCPel, quando conversaram com os autores do estudo - a egressa Analu Buttow e o professor Fabian Primo - e a coordenadora do curso de Farmácia, Andréa Rocha.

O Estudo feito na UCPel revela riscos da partição de comprimidos

Partir comprimidos médicos pode ser um hábito muito comum, tanto por opção de pacientes quanto por indicação médica. No entanto, esta prática é totalmente contraindicada, conforme revela um estudo realizado pela egressa do curso de Farmácia da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Analu Buttow. Ela teve, inclusive, o estudo - que foi seu trabalho de conclusão de curso - publicado na Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas Básica e Aplicada. 
Muitas vezes, remédios são receitados em doses menores - indisponíveis no mercado. Com isso, geralmente os médicos recomendam que se parta o comprimido na metade, com o auxílio de partidores, facas, ou até mesmo com a mão. O estudo apontou que esta prática não é recomendável, pois esta "quebra perfeita" não ocorre. A explicação é que não existe mistura ideal, ou seja, não há garantia de que o princípio ativo do remédio esteja localizado no centro do comprimido. Assim, partindo-o, perde-se este princípio ativo. Ao mesmo tempo, ocorre perda, também, porque, na quebra, ocorrem pequenas fragmentações do comprimido, que se esfarela.
Juntamente com seu orientador, professor Fabian Primo, Analu resolveu voltar suas pesquisas para isso, que, segundo ela, era algo conhecido por profissionais da área, mas sem estudos que comprovassem. 
O medicamento escolhido para as pesquisas foram comprimidos de hidroclorotiazida, para hipertensão arterial. Entre as razões para a sua escolha, está o seu uso contínuo, ou seja, um paciente que é medicado com ele precisa tomá-lo de forma ininterrupta e, logicamente, não seria benéfico perder seu princípio ativo. “No medicamento que a gente escolheu, não ocorreriam danos tão graves, mas em alguns outros fármacos poderia causar outros danos. Eu acredito que o estudo servirá de alerta”, comenta Analu.
A conclusão a que se chegou, no trabalho, foi de que a opção mais plausível a se escolher, quando uma dosagem de determinado fármaco não se encontra no mercado, é recorrer às farmácias de manipulação, que são uma opção disponível para qualquer que seja a dosagem.

31 de maio de 2013

FABRICANTES DE EMBALAGENS JÁ DESTINAM 70% DA PRODUÇÃO PARA COSMÉTICOS

No último ano, o mercado de cosméticos movimentou R$ 36,2 bilhões, 15,2% a mais que no ano anterior, o que demonstra o forte potencial de crescimento do setor. Não é à toa que as vendas de embalagens para este segmento já representem 70% dos negócios realizados por três grandes companhias nacionais que atendem esse mercado - Antilhas, C-Pack e Igaratiba.
Diante da força desse mercado, a Antilhas, uma das maiores fabricantes de embalagens, dividiu seus negócios em duas áreas distintas: varejo e indústria. A empresa, com sede em Santana do Parnaíba (SP), investiu, no ano passado, mais de R$ 30 milhões em projetos de automação e aquisição de novos equipamentos para acelerar o atendimento aos clientes. Com isso, aumentou em 140% sua capacidade produtiva e pretende dobrar seu faturamento de 2011 até 2015, segundo o gerente de vendas da empresa, João Elcio Luongo Junior.

"Há dois anos iniciamos esse projeto para atender a demanda da indústria, que investe em produtos e processos para se diferenciar", explica.
Segundo a diretora-executiva da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), Luciana Pellegrino, as empresas de cosméticos já descobriram há algum tempo o poder de atração das embalagens, que acabam agregando valor aos produtos. "Observamos um investimento contínuo, pois o uso correto delas pode trazer, inclusive, eficiência em todo o processo, da produção até a distribuição e o transporte", explica.
De acordo com dados da Abre, a produção de recipientes em geral, destinados para todos os setores da indústria (a entidade não subdivide os segmentos), deve crescer em torno de 2% nesse ano. No último ano, o setor que inclui perfumaria mais sabões, detergentes e produtos de limpeza apontou crescimento médio de 3,32% na produção, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e tudo indica que deve se manter aquecido neste ano.
Somada à necessidade de tornar o produto atraente, existe uma infidelidade generalizada entre os consumidores brasileiros no que diz respeito aos cosméticos. Muitos não ligam para marcas, e sim ao que cada produto pode oferecer de novo. Por isso, a indústria aposta em design para inovar.
"A importação e o aumento das viagens para o exterior fizeram com que os brasileiros tivessem contato com produtos até mais sofisticados, obrigando a indústria nacional a investir em recipientes", explica Pellegrino.
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), no ano passado as importações de embalagens somaram US$ 853 milhões, aumento de 1,09% em relação a 2011, enquanto as exportações contabilizaram US$ 498 milhões, apontando uma queda de 10,83%.
A diminuição no índice de exportação indica um aumento da demanda interna, principalmente do chamado "quarteto fantástico", formado pela Avon, Natura, O Boticário e Jequiti.
Fabricante de bisnagas plásticas, a C-Pack faturou, no ano passado, R$ 100 milhões. Segundo o diretor comercial da companhia, Fabio Yassuda, esse número deve chegar a R$ 130 milhões em 2013. "O faturamento deve crescer, assim como nossa capacidade produtiva que passará de 130 milhões para 160 milhões de tubos", diz o diretor. Além disso, a companhia, com sede em Florianópolis (SC), investirá R$ 40 milhões para a construção de duas novas linhas que devem ficar prontas em 2014. "Nos últimos dois anos, investimos R$ 80 milhões para elevar capacidade. Em 2014, investiremos mais", diz Yassuda.
A mesma evolução é registrada pela Igaratiba. A fabricante de Campinas (SP) também aposta em design e tecnologia para oferecer um diferencial aos produtores de cosméticos, segundo o gerente comercial da empresa, Valter Quintino. Em 2012, a Igaratiba faturou R$ 250 milhões contabilizando todos os setores nos quais atua. Para Quintino, até o final de 2014, o faturamento da empresa deve crescer em 12%.

Suspenso medicamento para câncer de mama

A Anvisa suspendeu, em todo o território nacional, a distribuição, o comércio e o uso de todos os lotes do medicamento Anastrol 1mg (anastrozol), fabricado pelo Laboratório Libra do Brasil S.A porque a empresa não conseguiu comprovar que os lotes do medicamento são produzidos com um padrão único e, portanto, com o mesmo nível de qualidade. É o que se chama tecnicamente de reprodutibilidade do processo de fabricação.

A determinação da Anvisa não traz risco de desabastecimento, já que há pelo menos três medicamentos com este princípio ativo disponíveis no mercado, incluindo genéricos e similares. Também não haverá impacto para a política pública de medicamentos, pois este produto não faz parte da Relação de Medicamentos Essenciais (Rename), ou seja, não faz parte dos medicamentos utilizados pelo SUS no tratamento do câncer. A ultima versão da RENAME que continha o anastrozol foi a de 2010.

No Brasil, a bula do medicamento traz a indicação de uso para câncer de mama em estágio inicial na pós menopausa.


A decisão da Agência está publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (27/5).

22 de novembro de 2012

Validação de Sistema Computadorizado



Sistemas computadorizados são globalmente utilizados pelas indústrias como parte de seus processos de automatização e produção.
A necessidade da indústria em ter seus sistemas validados não é necessariamente nova. Com crescente necessidade de expandir seus negócios globalmente, diversas indústrias tiveram que se adequar às exigências internacionais de Validação.
Um excelente ponto de partida para se conhecer melhor sobre o processo e as implicações da Validação de Sistemas Computadorizados é o GAMP 5 (Good Automated Manufacturing Practice). Suas diretrizes são aceitas internacionalmente e proporcionam um suporte para a indústria que deseja ter seus processos computadorizados validados. Este guia tem como o objetivo facilitar a interpretação dos requerimentos regulatórios, estabelecer uma terminologia e linguagem comum, propor uma abordagem de ciclo de vida de sistema baseado em boas práticas e clarificar papéis e responsabilidades.
 
 
http://www.setecnet.com.br/qualidade/includes/Boas%20Praticas%20Aliam%20Medicamentos%20e%20Tecnologia.pdf

BPFeC no uso da água nas indústrias de cosméticos


Como se sabe, de todas as matérias-primas utilizadas na produção de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (HPPC), a água é o insumo que participa em maior concentração desse processo e o que requer maiores cuidados.

A razão para que a água necessite de tantos cuidados se deve ao fato de que o processo de tratamento para seu uso requer a retirada do cloro, utilizado para proteger esse insumo de contaminações microbiológicas, já que a água se trata de um meio facilmente contaminável.

Do ponto de vista da captação, a água para a produção de produtos de HPPC deve ter características semelhantes às da água potável, e quando não for recebida da rede pública de tratamento deve ser submetida a tratamentos que a deixem nessa condição.

Existem muitas empresas que utilizam a água nas condições em que é fornecida pela rede pública, mas se deve considerar que a água potável tem características diversas daquelas requeridas para as formulações. Veja no quadro as especificações da água potável em obediência à norma sanitária.

De acordo com essas especificações, pode-se concluir que a água potável contém uma série de componentes, como cátions, ânions e contaminantes microbiológicos, que poderão causar efeitos adversos às formulações cosméticas.

O objetivo do tratamento é eliminar ou diminuir o teor dos componentes citados, para que esses não comprometam a formulação, na forma, por exemplo, de contaminação, oxidação e alteração de cor, e de desestabilização de emulsões.

A preservação da água é uma das atividades mais importantes preconizadas pelas Boas Práticas de Fabricação e Controle (BPFeC), e em breve o sistema de tratamento da água terá de ser validado.

As boas práticas, desde que sejam rigidamente cumpridas, oferecem a melhor condição operacional para a obtenção, o transporte e a estocagem da água tratada.

Um sistema básico que processe o tratamento de água deve conter, por exemplo, tanques, filtros (de areia e carvão), colunas, trocadores de íons, tubulação, registros e válvulas. Pode-se concluir que vários são os pontos nos quais, se não forem seguidas as recomendações das BPFeC, haverá riscos potenciais de contaminação e, portanto, esses pontos necessitam de monitoramento.

O monitoramento deve observar as características da água resultante de cada uma das etapas do tratamento e, quando necessário, providenciar solução imediata se alguma não conformidade for constatada.

Deve-se ressaltar que o monitoramento deverá sempre ser realizado com registros escritos de todos os parâmetros amostrados e devidamente aprovados pelo responsável pela área da qualidade ou responsável técnico.

Apenas para ressaltar a importância em observar as boas práticas no sistema de tratamento da água, pode-se mencionar que, na sua ausência, poderá ocorrer o desenvolvimento de biofilmes que, uma vez instalados em equipamentos e tubulações do sistema, serão pontos para o surgimento de contaminação microbiológica. Essa, por sua vez, se não for controlada a tempo, poderá acarretar a inoperância do sistema.

Na tubulação do sistema de tratamento de água deve ser evitada ou reduzida a instalação de cotovelos ou curvas muito fechadas, válvulas e registros, e evitados os pontos ou ramificações inativos.

Outros cuidados devem ser tomados quanto à armazenagem da água, uma vez que não se pode permitir que a água tratada permaneça parada. Essa deve estar em recirculação permanente e provida de radiação UV. Além disso, recomenda-se também, quando possível, a manutenção de ambiente inerte para reduzir ao máximo a possibilidade de contaminação.

Especificações da água potável

Componente -> (mg/l máx.)
Alumínio -> 0,20
Amônia (como NH3) -> 1,50
Cloreto -> 250,00
Etilbenzeno -> 0,20
Ferro -> 0,30
Manganês -> 0,10
Monoclorobenzeno -> 0,12
Sódio -> 200,00
Sulfato -> 250,00
Sulfeto de hidrogênio -> 0,05
Tolueno -> 0,17
Zinco -> 5,00
Xileno -> 0,30

Fonte:http://www.cosmeticsonline.com.br/2011/noticias/detalhes-colunas1/591/bpfec+no+uso+da+agua+nas+industrias+de+cosmeticos

20 de novembro de 2012

Normalização das farmácias de manipulação

A
s farmácias de manipulação – ou manipulação magistral – tiveram um boom entre as
décadas de 80 e 90 e hoje somam, no Brasil, cerca de cinco mil empresas. A evolução do segmento no País passou por um marco importante, do ponto de vista regulatório, em 19 de abril 2000, quando foi publicada a RDC 33 (veja linhas gerais da resolução no box). A resolução foi estabelecida a
partir de discussões de profissionais ligados à ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Vigilâncias Sanitárias estaduais, entidades representativas do setor de manipulação, universidades e ao Conselho Federal de Farmácia, sobre as práticas que garantissem a qualidade final e de processo dos produtos manipulados.

19 de novembro de 2012

Validação de sistemas na indústria farmacêutica gera dúvidas

Em 16 de abril passaso fez exatamente dois anos que a indústria farmacêutica passou a contar com uma atualização na RDC 17, publicada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A partir de 2010, todos os sistemas computadorizados que impactam na produção de medicamentos precisam ser validados.
Ou seja, houve uma nova realidade para quem está nas áreas operacionais e de qualidade que ainda é motivo para muitos debates e, pelo que vemos no dia a dia, muita dor de cabeça.
Ainda em maio do ano passado, os laboratórios precisaram listar todos os sistemas envolvidos na produção, desde ERPs, LIMS e WMS, passando também pelo chão de fábrica e os CLPs, Sistemas de Supervisão, Controle e Operação.
Agora, o novo prazo é maio de 2013 para que a validação seja finalizada.

O que é importante deixar claro é que a validação dos sistemas computadorizados não é um bicho de sete cabeças.
Não se pode criar uma barreira psicológica dentro das indústrias que faça com que a validação seja emperrada.
É preciso que haja qualificação de todos os envolvidos e que se crie uma cultura de validação nos laboratórios, com envolvimento de diversas áreas e conscientização sobre manutenção do estado de validado. Não faltam opções de seminários e eventos ligados ao tema.
E a Anvisa libera todas as informações dos procedimentos em seu portal na Internet.

Na prática – Os sistemas computadorizados normalmente são compostos por sensores, transmissores, placas de aquisição de dados, controladores e computadores.
É de extrema importância que fatores externos não afetem o funcionamento destes componentes, pois medições de parâmetros podem ser afetadas, alarmes falsos podem ser gerados e equipamentos podem ser danificados por condições de operação inadequada.

Entre os benefícios da validação de sistemas computadorizados estão reconhecimento e conformidade com os órgãos reguladores nacionais e internacionais, diminuição do tempo e risco na manutenção dos sistemas em produção, segurança e controle do processo validado e conhecimento profundo do processo pela indústria e pelo fornecedor, entre outros.

Validação na Indústria Farmacêutica


Validação na Indústria Farmacêutica

Imprescindível para a vida do ser humano ao longo de sua história, o medicamento requer cuidados específicos em sua composição. Uma série de normas estabelecidas em boa parte do mundo direcionam a fabricação dos medicamentos para sua integridade e eficácia nos mais variados tipos de tratamento de saúde.

Para estabelecer um alto padrão de qualidade na produção das medicações, a validação na indústria farmacêutica é um mecanismo pelo qual assegura que um sistema de fabricação encontre-se em um grau capaz de fornecer de uma forma constante e consistente artigos medicamentosos, atendendo todas as especificações farmacêuticas.

“Trata-se de um ato documentado que atesta que qualquer procedimento, processo, equipamento, material, operação ou sistema seja realmente conduzindo aos resultados esperados.
Desta forma, a validação constitui em uma parte essencial das Boas Práticas de Fabricação”.

Validação Farmacêutica

A validação é uma exigência de agências regulatórias, como a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para que uma empresa farmacêutica obtenha o Certificado de Boas Práticas de Fabricação e possa funcionar deve apresentar todos os documentos exigidos pela Anvisa, como o Plano Mestre de Validação (Validation Master Plan - VMP).

Plano Mestre de Validação é um documento elaborado com todos os detalhes da validação que, geralmente, são classificados como:

Validação dos Processos Produtivos – o VMP lista todos os produtos que a empresa fabrica, as datas que ocorreram a validação de cada um deles, as datas das próximas revalidações e o número do relatório de validação para cada um;

Validação de Limpeza – o Plano Mestre de Validação indica os produtos escolhidos como críticos, que necessitam sofrer validação de limpeza e os respectivos relatórios finais emitidos;

Validação de Sistemas Computadorizados – atualmente, a Anvisa exige que os sistemas computadorizados sejam validados, como, por exemplo, um software acoplado às máquinas de produção, equipamentos do laboratório, entre tantos outros. Desta forma, o PMV deve conter quais são os sistemas da empresa e o número dos relatórios;

Qualificação de Equipamentos – toda a lista de equipamentos da empresa que sofrem qualificação (produção, controle de qualidade, almoxarifado, pesagem, etc.) devem ser descritos no PMV, com as respectivas datas de qualificação/requalificação e índices dos relatórios finais.

“Sempre que uma empresa é auditada, um dos primeiros documentos que os auditores solicitam é o PMV, pois o mesmo dá uma visão muito grande da situação dos processos de validação daquela empresa.

O Plano Mestre de Validação é um documento vivo, já que sempre sofre atualizações. Com relação aos critérios, cada processo de validação (limpeza, equipamentos e produção) possui critérios específicos e os mesmos sempre devem estar detalhadamente descritos nos protocolos de validação”.

A validação na indústria farmacêutica gera as seguintes vantagens para empresas do setor:

Redução de perdas no processo;

Menor incidência de desvios;

Maior racionalização das atividades desenvolvidas;

Redução dos níveis de estoques de segurança;

Criação de bases sólidas para o desenvolvimento de programas de treinamento.

“Validar é sinônimo de garantia em seus processos, porém também requer altos investimentos. Uma boa política de qualidade implementada em uma empresa com certeza vai requerer processos de validação. Portanto, investimento e uma boa gestão de qualidade são extremamente necessários”.

A importância da validação

Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada nº210/2003 (RDC 210), que regulamenta a produção farmacêutica no País, a fabricação de produtos farmacêuticos está diretamente ligada ao serviço de saúde pública, sendo essencial que os responsáveis pela produção dos medicamentos sejam altamente instruídos, garantindo assim que os consumidores finais recebam os produtos de maior qualidade possível.

No Brasil, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nos Estados Unidos o Food and Drugs Administration (FDA) e, no mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelecem, cada órgão com suas orientações, as diretrizes que visam erradicar os erros que podem aparecer durante o processo de manufatura dos medicamentos.

Essas diretrizes são conhecidas como Boas Práticas de Fabricação (BPF) para medicamentos, pelas quais encontram-se seus constituintes essenciais que são os estudos, desafios e testes de validação conduzidos por protocolos de estudos que, após a realização de seus testes, provêm conteúdo para confecção dos relatórios conclusivos que devem ser mantidos e modificados por outro estudo de validação nos casos em que ocorrem alterações significativas e nas revalidações periódicas que visam manter sempre a reprodutividade dos processos.

Fonte: Anvisa

18 de novembro de 2012

VALIDAÇÃO DE TRANSPORTE DE PRODUTOS COM TEMPERATURA CONTROLADA


O transporte tem papel fundamental na distribuição dos medicamentos e deve ser tratado com o mesmo cuidado que a própria fabricação do medicamento requer, ou seja, da mesma forma em que durante a produção dos medicamentos são obedecidos os princípios das Boas Práticas de Fabricação, o responsável pelo transporte de medicamento deve obedecer às normas estabelecidas nas Boas Práticas de Transporte de Medicamentos. A  Anvisa define que transportadora de medicamentos é a empresa que realiza o transporte de produtos farmacêuticos ou farmoquímicos, com veículos próprios ou de terceiros, sob sua
responsabilidade. A entidade também determina quais são os critérios que as transportadoras devem atender para transportar medicamentos. Esses critérios estão descritos principalmente nos seguintes documentos: - Resolução No 329 MS/ANVS de 22/07/99: institui o roteiro de inspeção para transportadoras de medicamentos, drogas e insumos farmacêuticos.
- Portaria No 1.051 MS/SVS de 29/12/98 - Anexo I: Regulamento Técnico para Autorização/Habilitação de empresas transportadoras de produtos farmacêuticos e farmoquímicos.
- Portaria No 1.052 MS/SVS de 29/12/98: aprova a relação de documentos necessários para habilitar a empresa a exercer a atividade de transporte de produtos farmacêuticos e farmoquímicos, sujeitos a vigilância sanitária.

mais aqui no artigo: http://www.pharmaster.com.br/artigos/docs/20080527_3392_validacaotransporterccset05.pdf

Avon e Boticário focam Boas Práticas

As Boas Práticas de Fabricação para Produtos de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumes envolve procedimentos rígidos em todas as etapas de processo, para garantir a qualidade do produto. Um bom exemplo pode ser visto na Avon e no Grupo Boticário, cujos cuidados começam no recebimento de materiais. É importante que os materiais (matérias-primas, componentes de embalagem, produtos de limpeza, documentações, peças, equipamentos, utensílios, etc.) estejam devidamente identificados e armazenados em locais apropriados a fim de evitar contaminação, bem como manter a sua integridade para a finalidade de uso. “A aquisição e o recebimento de materiais devem seguir procedimentos operacionais escritos e todos os envolvidos devem ser treinados. Para qualquer parâmetro em desacordo com o procedimento deve-se tomar ações corretivas”, resume Débora Hiramatsu, supervisora da garantia da qualidade Avon Cosméticos. “Com o uso de ferramentas, como classificação ABC, deve ser realizada gestão cuidadosa dos estoques de materiais, buscando o equilíbrio entre demanda e fornecimento. Além disso, o armazenamento deve ser feito de acordo com as condições necessárias para a conservação das características de cada material”, diz José Arlindo Castro, coordenador de Garantia da Qualidade do Grupo Boticário. Segundo Débora, cada recebimento de material produtivo deve ser inspecionado e identificado de acordo com os critérios estabelecidos pela empresa, e todos os registros devem ser documentados e rastreáveis. Já a amostragem e as análises (físicas, químicas e microbiológicas, quando aplicáveis) devem ser representativas do lote recebido. Os funcionários, acrescenta a supervisora, devem ser devidamente qualificados para cada função. Débora ressalta que os materiais devem manter a sua integridade até o momento de seu prazo de validade. “Devem ser armazenados de acordo com a sua natureza e conforme indicação do fabricante, bem como manter a correta rotatividade (primeiro que expira é o primeiro a ser utilizado)”. explica. “Os materiais não analisados e rejeitados devem possuir sistema específico que evite a sua utilização no processo produtivo”, complementa. A profissional da Avon destaca também a infra-estrutura do local, que deve ser de concepção sanitária, a fim de facilitar a limpeza e evitar contaminação. “Condições de segurança (para o produto e funcionários), controle de pragas e climatização devem ser avaliadas”, diz. Qualidade da água Outro ponto importante dentro do processo produtivo é o uso da água. Por ser a matéria-prima mais abundante e utilizada nas preparações cosméticas, merece uma atenção especial. Todos os tipos de água necessitam de análises físico-químicas e microbiológicas periódicas seguindo procedimentos escritos e devidamente registrados. Segundo Débora, o sistema de purificação de água deve possuir concepção sanitária e processo de geração e distribuição validados, dessa forma, garantindo resultados físico-químicos e microbiológicos com variações mínimas, dentro da especificação. Ela alerta ainda para a necessidade de haver procedimentos para desinfecção periódica do sistema (a fim de evitar formação de biofilmes), bem como procedimentos para qualquer anormalidade estrutural e/ou laboratorial. Além da água purificada, Débora destaca a qualidade da água potável utilizada para o abastecimento da planta fabril (restaurante, bebedouros, sanitários, vestiários, etc). “Há necessidade de procedimento de limpeza e desinfecção da caixa d’água e análises físico-químicas e microbiológicas que garantam a sua potabilidade. Com isso, manteremos a segurança da saúde dos funcionários e dos produtos cosméticos”, afirma. Limpeza Os equipamentos de processo não devem apresentar risco de contaminação ao produto e nem danos aos funcionários. Devem possuir concepção sanitária a fim de facilitar a limpeza, manutenção periódica, registros de intervenções e estar em boas condições de operação. Equipamento deve ser verificado antes e depois do uso Débora recomenda que os equipamentos produtivos sejam qualificados e os processos de limpeza e sanitização sejam validados. Segundo ela, os parâmetros críticos em um processo de limpeza e sanitização podem ser definidos através da avaliação do chamado TACTWINS: - Time (tempo de contato); - Action (tipo de ação); - Concentration (concentração do agente); - Temperature (temperatura adequada); - Water (qualidade da água); - Individual (funcionários); - Nature of soil (natureza da sujidade); - Surface to be cleaned/sanitized (superfície a ser limpa/sanitizada). A supervisora da Avon conta que uma limpeza adequada remove 90% da carga microbiana, enquanto que os 10% restantes são removidos com a ação de desinfetantes. A limpeza poderia ser manual, por imersão, mecânica e jatos de baixa e alta pressão, sendo que os agentes de limpeza poderiam otimizar o processo. “Uma grande dica para a aquisição de um novo agente de limpeza é manter um estreito relacionamento de parceria com o fabricante, pois ele pode ajudar a definir o melhor agente de limpeza mediante a sua necessidade”, afirma. De acordo com Castro, o uso de sanitizantes, tais como ácido peracético, peróxido de hidrogênio e o tradicional álcool etílico 70%, é uma precaução a mais para assegurar o controle dos riscos microbiológicos. “Além disso, a verificação da limpeza deve ser feita por um profissional diferente daquele que executou a tarefa. Sempre protegido e limpo, o equipamento deve ser verificado antes e depois do uso”, esclarece. Embalagem Em todo o processo produtivo deve-se evitar a contaminação cruzada para se evitar qualquer risco de alteração do produto cosmético. Os procedimentos devem estar escritos, registros documentados e os funcionários devidamente treinados. Durante a pesagem de matérias-primas, relata Débora, é importante que sejam fracionadas em recipientes limpos, devidamente identificados e utilizando equipamentos calibrados (Ex: balanças, sistema de exaustão). Antes do início da fabricação e envase, os equipamentos devem estar limpos e sanitizados (este, quando aplicável), em boas condições de uso e não devem existir elementos pertencentes a processos anteriores. Débora faz também as seguintes recomendações: - Cada etapa do processo deve ser devidamente identificada e toda documentação deve ser rastreável; - Deve existir controle de processo de acordo com a definição estabelecida pela empresa, avaliando os pontos críticos durante o processo fabril, dessa forma garantindo a qualidade final do produto cosmético. - É recomendável a validação de processos. - É de responsabilidade da área da Qualidade a aprovação final dos produtos processados. - Antes de colocar o produto no mercado, deve-se assegurar que cumprem os padrões previamente estipulados. Segundo Castro,dentre os vários processos envolvidos na manufatura dos produtos cosméticos, a etapa de enchimento/embalagem é uma das que apresentam mais oportunidades de ganho de eficiência, por meio da padronização dos materiais e automatização dos processos. “O uso de equipamentos modernos garante a precisão do peso líquido envasado, evitando o uso de sobrepeso e garantindo os requisitos estabelecidos pela legislação”, afima. Transporte A etapa final – o transporte do produto acabado, também merece atenção. É necessário procedimento de distribuição, de maneira a assegurar a qualidade do produto cosmético. “Muitas vezes o produto pode sofrer danos físicos e/ou em sua formulação devido às más condições de transporte, desde acondicionamento inadequado, temperaturas elevadas nos baús dos caminhões, entre outros”, diz Débora. Ainda de acordo com a supervisora, os veículos de transporte de produtos cosméticos devem evitar exposição da carga ao ambiente durante o transporte, manter o interior sempre limpo (livre de resíduos da carga anterior) e manter em dia o controle de pragas, dessa forma garantindo a integridade do produto.

14 de novembro de 2012

A Indústria Farmacêutica é responsável por produzir medicamentos em larga escala. É uma atividade licenciada para pesquisar, desenvolver, comercializar e distribuir drogas farmacêuticas. A Indústria Farmacêutica deve produzir lotes de medicamentos homogêneos com o passar dos anos. Os resultados devem ser reprodutíveis.
As Boas Práticas de Fabricação são medidas que asseguram que os produtos são consistentemente fabricados e controlados em conformidade com as normas de qualidade requeridas para a sua autorização de comercialização.     
Produzir medicamentos seguros e eficazes é uma grande responsabilidade. Para garantir a qualidade dos medicamentos existem as Boas Práticas de Fabricação (BPF).
O cumprimento das BPF está dirigido principalmente à diminuição dos riscos de: Contaminação e Mistura de Produto.

Legislação nacional referente às Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos: Resolução RDC n° 17 de 16 de abril de 2010 - Série de práticas exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que protege e controla os medicamentos durante a fabricação.

                       http://jfpharma.com.br/bpf.html

Tratamento com células-tronco recupera tecido cardíaco após infarto

Estudo realizado durante dois anos com pacientes que sofriam de doenças cardíacas resultou em aumento do volume de sangue bombeado pelo coração e recuperação de tecido infartado

Insuficiência cardíaca
Insuficiência cardíaca: Células-tronco extraídas do próprio paciente mostram potencial para  reverter esse quadro (Thinkstock)
Pacientes que receberam tratamento com células-tronco durante dois anos apresentaram melhoras significativas nas funções cardíacas. Esses foram os resultados da primeira fase de um ensaio clínico realizado por pesquisadores da Universidade de Louisville e do Brigham and Women's Hospital, da Universidade de Harvard. Os dados foram apresentados nesta terça-feira, durante encontro da American Heart Association, que acontece em Los Angeles.
O estudo foi realizado com pacientes diagnosticados com insuficiência cardíaca seguida de infarto do miocárdio e volume de sangue bombeado pelo ventrículo esquerdo (ou fração de ejeção do ventrículo esquerdo. LVEF, na sigla em inglês) de 40% ou menos, enquanto o valor normal é de 50% para cima. Esses pacientes tiveram suas próprias células-tronco cardíacas coletadas durante a cirurgia de ponte de safena. As células-tronco foram cultivadas em laboratório até atingir uma quantidade de cerca de um milhão para cada um e então foram reinseridas na região do coração do paciente danificada pelo ataque cardíaco.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/tratamento-com-celulas-tronco-recupera-tecido-cardiaco-apos-infarto

12 de novembro de 2012

Boas Práticas de Fabricação e Controle - HPPC

Vídeo realizado pelo Projeto Nacional de Regularização e Adequação Sanitária das Indústrias de HPPC (Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) para promover e incentivar as empresas do setor a operar em conformidade com os regulamentos da ANVISA e disseminar as Boas Práticas de Fabricação e Controle por meio da portaria 348/97 do Ministério da Saúde / ANVISA e demais normas e portarias. Entidades envolvidas: ABDI, ABIHPEC, SEBRAE e ANVISA.

 http://www.youtube.com/watch?v=jczmL7w927Y

Comparação entre técnicas de granulação via úmida: leito fluidizado x alto cisalhamento.

            A granulação pode ser realizada por diferentes tecnologias as quais se diferenciam essencialmente nas metodologias utilizadas e,...