6 de maio de 2020

Plantas com Propriedades Antivirais

Plantas medicinais ou fitoterápicos: saiba diferenciá-los - Guia ...

Alternativas à medicina tradicional se popularizam cada vez mais, conseqüentemente aumentando a busca por tratamentos naturais como a fitoterapia. A prática manipula ervas para redução de sintomas e cura de doenças, dentre elas, as causadas por vírus, sem a combinação de substâncias químicas vistos nos alopáticos, por exemplo. A idéia de usar plantas para tratar doenças obviamente não é ruim, estima-se que aproximadamente 40% dos medicamentos atualmente disponíveis foram desenvolvidos direta ou indiretamente a partir de fontes naturais, como a aspirina.
É importante ressaltar que a fitoterapia focaliza-se o funcionamento do sistema imunológico através de conceitos básicos sobre a imunidade inata e a imunidade adaptativa e ainda sobre a regulação do sistema imunológico através do seu uso. Mas apesar de parecer uma prática inofensiva, alguns cuidados são necessários.
“Diferente dos remédios sintéticos, o fitoterápico tem tradição de uso (o que dá embasamento para maior segurança e eficácia), composições químicas complexas (com efeitos geralmente sinérgicos e protetores), e atua geralmente de modo mais suave e com menores efeitos colaterais e adversos”, explica Luis Carlos Marques, farmacêutico e coordenador da Comissão Assessora de Plantas Medicinais e Fitoterápicos do CRF (Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo).
Mesmo sendo menores seus efeitos ou muitas vezes até nulos, sabe-se que deve ser orientado, e o farmacêutico tem seu importante e indispensável papel.


Mais informações em:

Grupo cria plataforma para disponibilização gratuita de patentes para combate ao COVID-19


     
     Através da criação da plataforma Open COVID Pledge se espera convocar empresas multinacionais a se comprometerem com a remoção dos obstáculos que envolvem direitos autorais e propriedade intelectual, visando a destruição de barreiras para criação de novas tecnologias que buscam conter os avanços da pandemia. 
     Acessando a plataforma Open COVID Pledge é possível retirar duvidas e se informar sobre como fazer parte dessa ação. Várias empresas, de diversas áreas do conhecimento já estão comprometidas com essa causa, autorizando o uso de sua propriedade intelectual para combater o Covid-19 de forma livre e gratuita. Essa promessa é por tempo determinado, obedecendo condições previamente estabelecidas.
    Podem se comprometer com a disponibilização de patentes os indivíduos, instituições, empresas e outras organizações que detêm direitos de propriedade intelectual. Para organizações, o promotor deve ter autoridade legal para comprometer a organização.
     Com a diminuição da burocratização em tempos de pandemia, se espera encontrar mais rapidamente a solução para esse problema. Hoje, mais que nunca, é preciso que haja a disseminação do conhecimento para a produção de novas tecnologias.


Para maiores informações acesse o link:
https://siqueiracastro.com.br/covid-19/grupo-cria-plataforma-para-disponibilizacao-gratuita-de-patentes-para-combate-ao-covid-19/
E a plataforma Open COVID Pledge: www.opencovidpledge.org

5 de maio de 2020

Medicamentos Biológicos: Uso de plasma no tratamento do COVID-19




Terapias derivadas do plasma são medicamentos cruciais que salvam vidas, dos quais milhares de pessoas com doenças raras e complexas dependem diariamente no mundo inteiro. A demanda global por essas terapias, particularmente imunoglobulinas, aumentou muito nos últimos 15 anos e continua crescendo.
Gigante na indústria farmacêutica, a japonesa Takeda com mais de 75 anos na produção de terapias derivadas do plasma, está estabelecida como uma das três maiores companhias globais com capacidades de ponta a ponta que cobrem a cadeia de valor do plasma, do doador ao paciente.
Como era de se esperar neste momento o qual passamos por uma pandemia, a Takeda anunciou que está desenvolvendo um medicamento contra o novo coronavírus e está discutindo com várias agências nacionais de saúde, órgãos reguladores e parceiros de assistência médica nos EUA, Ásia e Europa para acelerar rapidamente a pesquisa e lançamento do TAK-888, pois isso requer acesso ao plasma de pessoas que se recuperaram com sucesso do COVID-19 ou que foram vacinadas, após o desenvolvimento da vacina. Esses doadores convalescentes desenvolveram anticorpos para o vírus que poderiam minimizar a gravidade da doença em pacientes com COVID-19 e possivelmente preveni-la.
O tratamento será derivado do plasma sanguíneo. Globulina hiperimune policlonal anti-SARS-CoV-2 (H-IG). As globulinas hiperimunes são terapias derivadas do plasma que anteriormente demonstraram ser eficazes no tratamento de infecções respiratórias virais agudas graves.
O H-IG funciona concentrando os anticorpos específicos de patógenos do plasma coletado de pacientes recuperados ou de doadores vacinados no futuro. A transferência de anticorpos para um novo paciente pode ajudar o sistema imunológico dessa pessoa a responder à infecção e aumentar sua chance de recuperação.
A empresa afirma que mesmo com os avanços científicos que revelaram o valor das terapias com plasma até o momento, ainda há um potencial terapêutico significativo não realizado no plasma.
"As terapias derivadas do plasma são medicamentos essenciais que salvam vidas, dos quais milhares de pessoas com doenças raras e complexas dependem todos os dias ao redor do mundo", disse o Dr. Chris Morabito, chefe de pesquisa e desenvolvimento da unidade de negócios de terapias derivadas de plasma da Takeda.

"Nossa herança, combinada com nossa amplitude, experiência e capacidades, posiciona a Takeda de forma exclusiva para realizar o potencial de terapias derivadas de plasma, como o TAK-888".

Para mais informações, acesse os links abaixo: 
https://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/estudo-e-pesquisa/5188-takeda-plasma-medicamento-coronavirus.html
https://www.takeda.com/pt-br/o-que-fazemos/produtos/
https://www.takeda.com/pt-br/o-que-fazemos/areas-foco/terapias-derivadas-do-plasma/

2 de maio de 2020

Cientistas analisam quais proteínas podem agir contra o coronavírus



Cientistas analisam quais proteínas podem agir contra o ...
Nevan Krogan, biólogo molecular da Universidade da Califórnia e principal autor do estudo

Buscando uma maneira alternativa de combate ao Sars-Cov-2, um grupo de 120 cientistas norte-americanos e europeus conseguiu reconhecer 47 medicamentos já disponíveis nas farmácias, sem obrigação de receita, e que tenham um considerável potencial que afeta as moléculas do corpo humano evitando que o novo coronavírus consiga agir.
            Visto que o desenvolvimento de uma nova droga especifica para este vírus pode demorar anos estes cientistas resolveram focar nos genes humanos e avaliar quais proteínas conseguiriam ser estimuladas provocando uma ação contra o agente responsável da Covid-19.
            Isso se consiste no fato de que o vírus precisa usar nossas células para sua sobrevivência e também para sua replicação, então encontrando alguma substância que impeça que o micro-organismo consiga usar o hospedeiro por consequência não terá como iniciar sua cadeia infecciosa.
            Conciliando a biologia e a informática foi possível desenvolver um modelo computacional com 332 proteínas humanas das quais o vírus depende para infectar as células e se replicar. Após, os pesquisadores avaliaram quais os medicamentos já comercializados ou que estão em fase avançada de desenvolvimento poderiam atingir esses genes e impedir que eles fossem usados pelo Sars-Cov-2.
            O modelo computacional demonstrou que 66 dessas proteínas são sensíveis a 69 compostos que hoje fazem parte de 29 medicamentos já aprovados pela Food and Drug Adminstration (FDA) e 40 estão em fase de ensaio clínico (em humanos) ou pré-clínicos (com animais). A partir destes dados os cientistas começaram a pesquisar, em laboratório, o efeito das substâncias identificadas na interação do vírus com as células humanas.
            Primeiramente, foi introduzido o coronavírus nas células humanas em cultura. Já dentro delas, as proteínas virais se ligaram a proteínas humanas específicas, — como normalmente acontece numa infecção. Depois de identificar as estruturas do hospedeiro usadas pelo Sars-Cov-2, os pesquisadores concluíram que 69 moléculas aparentavam ser mais promissoras para evitar o mecanismo. Sendo que 47 demonstraram eficácia.
            Dentre os medicamentos considerados eficazes para bloquear a interação do vírus com as células estão os inibidores da tradução de proteínas e compostos que modulam os receptores Sigma1 e Sigma2 encontrados em drogas hormonais, antipsicóticos, ansiolíticos, antidepressivos e anti-histamínicos. Os efeitos antivirais mais fortes in vitro foram constatados em uma droga que atualmente esta em ensaios clínicos para câncer de pâncreas, outra já aprovada pela FDA para o tratamento de mieloma múltiplo, em um antipsicótico usado no tratamento da esquizofrenia, também em dois potentes anti-histamínicos , assim como num hormônio feminino, mas em menor grau. Outro medicamento com esse mecanismo que está em fase pré-clínica teve atividade antiviral aproximadamente 20 vezes maior do que a hidroxicloroquina comentada em outros estudos.  A cloroquina que tem causado  polemica também teve resultados eficazes nesta pesquisa porem  usa-la seria de grande risco pelos seus efeitos negativos na função cardíaca e também porque em alguns casos ocorreram mortes pelo seu uso.
            Os pesquisadores alertam, que os estudos não foram realizados em humanos ainda, e que ninguém deve comprar os remédios mostrados no artigo para automedicação. O próximo passo seria investigar melhor estes resultados para em seguida iniciar os testes clínicos.

1 de maio de 2020

Estados Unidos autorizam uso do Remdesivir contra o Covid-19


                                                        Fonte da imagem
Um dos medicamentos que vem sendo estudados para o tratamento de Covid-19 é o Remdesivir. Inicialmente desenvolvido para o tratamento de ebola, trata-se de um antiviral de amplo espectro que mostrou ação in vitro contra SARS-CoV-2.
Na última quinta-feira,30, a biofarmacêutica Gilead se posicionou publicamente sobre os mais recentes resultados positivos de estudos com este medicamento no tratamento de pacientes com Covid-19. Estes estudos mostram que os pacientes com a doença que receberam o medicamento recuperaram-se mais rapidamente do que os pacientes semelhantes que receberam placebo.
Hoje (sexta-feira, 1) a FDA, agência americana que regula medicamentos, autorizou o uso emergencial do Remdesivir para tratamento de pacientes com Covid-19. Vale ressaltar que a autorização emergencial concedida não equivale a uma aprovação formal do medicamento. Quando há uma emergência de saúde pública, a agência está autorizada a aprovar certos medicamentos ou testes para atender à essa emergência se não houver outras alternativas. É o caso do novo coronavírus, uma vez que até o momento não foi comprovado nenhum medicamento que seja eficaz contra o vírus.

Para saber mais:

30 de abril de 2020

Anvisa aprova testes rápidos para covid-19 em farmácias.


A medida da Anvisa é temporária, e o objetivo é aumentar a rede de testagem, além de reduzir a demanda do sistema de saúde. 


Testes rápidos de Covid-19


Foi aprovado nesta terça feira a realização de testes rápidos de diagnóstico da Covid-19 em farmácias e drogarias. Os estabelecimentos que quiserem realizar os exames deverão ter um profissional qualificado (Farmacêutico) durante todo o horário de funcionamento e ele deve seguir um protocolo que inclui desde realizar o controle de qualidade do kit e até mesmo reportar ao MINISTÉRIO DA SAÚDE os possíveis casos positivos. A decisão autoriza a aplicação, mas não obriga que farmácias e drogarias disponibilizem os testes. A adesão, portanto, é voluntária. 

De acordo com a Anvisa, o resultado dos testes rápidos aparece em 10 a 30 minutos. A amostra de sangue é coletada na ponta do dedo – similar aos testes para diabetes, por exemplo. 

"Os testes imunocromatográficos não possuem eficácia confirmatória, são auxiliares. Os testes com resultados negativos não excluem a possibilidade de infecção e os positivos não devem ser usados como evidência absoluta de infecção, devendo ser realizados outros exames laboratoriais confirmatórios”, disse Barra Torres que foi relator do processo. 

Para saber mais acesse o link: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,farmacias-podem-aplicar-teste-rapido-para-covid-19-produto-e-contraindicado-para-diagnostico,70003285709 
  


Referências: 

29 de abril de 2020

Por que a pesquisa clínica faz toda a diferença no combate ao câncer




  A pesquisa clínica forma uma ponte entre o laboratório e os pacientes, testando se compostos promissores são seguros e melhores do que os atualmente disponíveis. É um momento em que seres humanos voluntários – sadios ou doentes – aceitam embarcar numa experiência altamente controlada.
   É validar se uma potencial medicação é menos tóxica que as convencionais, se aumenta as chances de cura ou se ao menos aumenta o tempo e a qualidade de vida do paciente.
 Funciona como uma peneira, escolhendo medicações e rejeitando “compostos”. 
Segundo Dr. João Paulo Nogueira Lima, oncologista, estima-se que mais de 70% das moléculas “promissoras” falham e não se tornam remédios. Mesmo assim, muitas informações úteis podem ser colhidas destas quase medicações que auxiliarão o desenvolvimento de futuras e melhores moléculas.

Para mais informações, segue disponível: 

28 de abril de 2020

Medicamento para tratamento contra obesidade suspendido após risco de câncer



          O medicamento lorcasserina, distribuído pela Eurofarma no Brasil, aplicado no tratamento contra a obesidade, teve sua comercialização, distribuição, importação e manipulação suspendida, devido a uma pesquisa ter ligado o fármaco a um aumento no risco de alguns tipos de câncer.
          A Gerência de Farmacovigilância (GFARM) chegou a conclusão que os riscos do seu uso superam os benefícios, visto que, de acordo com a resolução, “o estudo CAMELLIA-TIMI 61 apresentou número de casos de câncer desfavorável à lorcasserina em relação ao placebo, tendo sido evidenciados desequilíbrios quanto à ocorrência dos cânceres pancreático, colorretal e pulmonar, com número superior de casos no grupo lorcasserina em relação ao placebo, destacando-se que esse desequilíbrio aumentou com a duração do uso da lorcasserina.”
          Tal decisão, que pode ser conferida clicando neste link, demonstra o quão importante as medidas de farmacovigilância e os estudos de fase IV são nos medicamentos, dado que os casos de tumores ocorreram em quem ingeriu o medicamento por pelo menos um ano.

26 de abril de 2020



A nanotecnologia como estratégia para o desenvolvimento de cosméticos


O setor de produtos relacionados a higiene pessoal e cosméticos, tem crescido muito nos últimos anos. Em relação ao mercado mundial, o Brasil está entre os primeiros no ranking, sendo uma de suas vantagens possuir uma rica fonte de princípios ativos e insumos, de origem natural. Entretanto, uma desvantagem desses ativos naturais, é a instabilidade, o que pode resultar em alterações na eficácia do produto. Com isso, um método que já vem sendo utilizado por muitas empresas, inclusive no Brasil, para melhorar a resposta desejada, bem como o tempo de validade desses produtos, é o uso de nanotecnologia, por meio do encapsulamento das substâncias bioativas em carreadores, cujo tamanho varia entre 50 e 300 nm. O objetivo do uso dessas nanoestruturas, é melhorar as propriedades físico-químicas dos produtos, em relação a sua forma convencional.
Exemplos, de sistemas nanoestruturados, utilizados em cosméticos são: as nanocápsulas, que podem ser utilizadas para “proteger ativos sensíveis, reduzir odores indesejáveis e evitar incompatibilidades entre os ingredientes de uma formulação”; uma das suas primeiras utilizações, foi em creme antirrugas, onde a vitamina A presente na formulação foi encapsulada, e as partículas atuavam como reservatórios, liberando a substância ativa lentamente. Já, as nanoemulsões são “compostas por óleo, água, e um ou mais agentes surfactantes, podendo ser uma dispersão óleo em água (o/a) ou água em óleo (a/o)”; este sistema, possibilita que o princípio ativo chegue ao extrato córneo, além de aumentar a permeabilidade de ativos pouco solúveis, tornando-os mais hidrofílicos; pode ser utilizada, em produtos como: óleos de banho, cremes para o corpo, preparações antirrugas, antienvelhecimento, e também apresentam como vantagem a melhora da propriedade de espalhabilidade na pele, quando comparada as emulsões convencionais.
Com isso, tendo em vista o crescimento do consumo/procura por produtos cosméticos, bem como seu uso em procedimentos estéticos, se tornou indispensável a inovação desses produtos fabricados, devido a competitividade entre as empresas, e a nanotecnologia se tornou uma opção viável para esta finalidade, devido as vantagens que ela proporciona quando comparada aos produtos convencionais, em relação a eficácia, por exemplo. Com o presente artigo, foi possível ter o conhecimento sobre os tipos de nanoestruturas que podem ser utilizadas para carregar os princípios ativos, com o intuito de melhorar as propriedades de cremes, por exemplo, em relação a sua espalhabilidade e área que este deve atingir para ter o efeito desejado, para auxiliar no aumento da estabilidade destes produtos e, ainda no caso de perfumes, é possível aumentar a durabilidade das fragrâncias, após longos períodos de aplicação. Como é utilizada nanotecnologia, se torna necessário maiores investimentos em testes de eficácia e segurança, visto que a mesma substância em diferentes tamanhos podem apresentar graus de toxicidade distintos. Além de empresas estrangeiras, no Brasil a utilização dessa ferramenta já é realidade, o que é benéfico para a economia do país, visto que esta área e investimentos nela tem crescido muito nos últimos anos.

Referência:
DAUDT, R. M.; EMANUELLI, J.; KÜLKAMP-GUERREIRO, I. C.; POHLMANN, A. R.; GUTERRES, S. S. Ciência e cultura. A nanotecnologia como estratégia para o desenvolvimento de cosméticos, São Paulo, v. 65, ed. 3, Julho 2013. Disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252013000300011&script=sci_arttext. Acesso em: 17 abr. 2020.


25 de abril de 2020

O Avanço dos Fitoterápicos


Já não é novidade que os fitoterápicos estão alcançando fama rapidamente no mercado. Mas o que de tão importante eles tem?


O Conselho Federal de Farmácia vêm atualizando seus noticiários e publicou há pouco tempo uma nota com o Boletim Fitoterápico, uma espécie de artigo com informações bastante interessantes sobre o seu uso. Ele fala sobre a fitoterapia no SUS, conceitos e cuidados e ainda sobre a prescrição farmacêutica de fitoterápicos.
É de extrema importância que o farmacêutico tenha total conhecimento sobre eles e sobre seus usos, uma vez que é totalmente liberada a prescrição feitas por nós, profissionais de farmácia. Ela deve ser uma indicação racional e é importante que esteja sempre documentada como forma de registrar o serviço prestado.  Devemos então frisar que não devemos saber somente os seus benefícios, mas tamanhas reações  adversas que eles podem gerar. Muitas pessoas acreditam ainda que são apenas plantas e que nada de tão relevante possa acontecer. O farmacêutico deve orientar e mostrar os seus riscos e benefícios de maneira clara para que qualquer leigo saiba.
É uma vantagem enorme termos um conselho que nos permite estarmos sempre atualizados, que nos informe e permita que façamos esse excelente trabalho.

Links para mais informações:
http://cff.org.br/userfiles/BOLETIM%20FITOTER%C3%81PICO.pdf

21 de abril de 2020

Medicamento Biológico está sendo testado contra complicações por Covid-19


         A China aprovou em março de 2020 o uso do medicamento anti-inflamatório Actemra (Tocilizumabe), da farmacêutica Roche, para pacientes que desenvolvem complicações graves do coronavírus. Actremra é um medicamento biológico aprovado em 2010 nos Estados Unidos para artrite reumatóide (AR), inibe altos níveis de proteína da interleucina 6 (IL-6) que causam algumas doenças inflamatórias. 
     Espera-se que alguns medicamentos mais antigos possam interromper a síndrome grave de liberação de citocinas (SRC) ou tempestades de citocinas, uma reação exagerada do sistema imunológico, considerada um fator importante por trás da falência catastrófica de órgãos e da morte em alguns pacientes com coronavírus, por isso é indicado para tratar doentes com com sérios danos nos pulmões e altos níveis de IL-6.
      Os pesquisadores do país estão testando o Actemra, em um ensaio clínico incluindo 188 pacientes com coronavírus e que funcionará até 10 de maio. 
     A Roche, doou 14 milhões de yuans (US $ 2,02 milhões) em Actemra em fevereiro, disse que o estudo foi iniciado de forma independente por terceiros, com o objetivo de descobrir a eficácia e a segurança do medicamento em pacientes com coronavírus. Afirmando também que atualmente não há dados de ensaios clínicos sobre a segurança ou eficácia do medicamento contra o vírus. 

      Para mais informações sobre o assunto, acesse o link abaixo:

PATENTES E COVID-19


                             
                                 PATENTES E COVID-19



            Uma das grandes preocupações dos EUA é a perda do controle de suas patentes, tendo em vista a corrida da China para combater o Sars-CoV-2.  A empresa farmacêutica chinesa Bright Gene Bio-Medical, desenvolveu a tecnologia para sintetizar os fármacos REDEMSEVIR. Embora a empresa tenha anunciado que pretende licenciar o medicamento, a decisão de fabricar é altamente incomum e constitui violação de propriedade intelectual da empresa proprietária da patente do medicamento.
            Em geral a produção do medicamento constitui violação de patente, só existindo exceção, se a produção se destinar à aprovação regulatória, e não a venda no mercado farmacêutico.
            No Brasil, deputados federais apresentaram projeto de lei para tornar possível a quebra de patentes de medicamentos e equipamentos utilizados no combate ao novo coronavírus. Esse projeto visa ser acrescentados na legislação que trata sobre propriedade intelectual, permitindo a licença provisória em casos de emergência de saúde e/ou epidemias, como a que ocorre no momento.  Esse é um projeto muito importante, devido essa epidemia, exigir rápida utilização de medicamentos.
            Este projeto prevê que durante o período de emergência, o titular da patente, continuaria sendo remunerado com percentual de 1,5% do valor comercializado.
            Algumas empresas estão abrindo mão de suas patentes, para que exista o aumento na produção de produtos para combater a covid-19. Um Exemplo é a ABBVIE. Empresa farmacêutica americana que abriu mão de seu direito de patente do KALETRA (até 2026), para ajudar na pandemia. Medicamento, o qual, está sendo estudado pelos chineses, assim como vários outros.
            Os benefícios da quebra das patentes são muito importantes, porque fornecimento de genéricos é possível em qualquer lugar do mundo.
Para maiores informações acesse os links a baixo:





Gripe H1N1: Por que é tão importante se vacinar?




Com a confirmação dos primeiros casos de infecção pelo novo coronavírus no Brasil, o governo antecipou a campanha de vacinação contra gripe em quase um mês. Além disso, junto ao novo coronavírus, chegou a época do ano em que os cachecóis saem dos armários, as comidas ficam mais quentinhas e os locais ficam mais fechados. Com as temperaturas mais frias, os vírus da gripe fazem a festa, circulando com muito mais intensidade e trazendo vários transtornos para a população, principalmente entre as populações mais sensíveis de crianças e idosos.
 “Antecipamos a campanha porque a vacina deixa o sistema imunológico 80% protegido contra cepas do vírus influenza, milhares de vezes mais comuns que o coronavírus”, justificou, em entrevista coletiva, o ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta.
“Se a pessoa avisa que foi vacinada [contra a gripe], isso auxilia no raciocínio do profissional de saúde, do médico pensar em outros vírus por trás de uma doença”, completa o Ministro.
Ainda neste ano foram aprovadas pela ANVISA seis vacinas contra gripe (vírus Influenza). Os produtos autorizados são os que fizeram a atualização das cepas do vírus da gripe, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e na Resolução RE 2.714, de outubro de 2018, da Agência. São eles:
·         Fluarix Tetra – GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
·         Influvac – Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
·         Influvac Tetra – Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
·         Vacina Influenza Trivalente (fragmentada e inativada) – Instituto Butantan.
·         Vacina Influenza Trivalente (subunitária, inativada) – Medstar Importação e Exportação Eireli.
·         Vaxigrip – Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.



Do que é feita a vacina?
Muito importante saber que se trata de uma vacina fabricada com cepas inativadas, portanto, não há como causar a doença. Entretanto, o que pode acontecer é uma resposta do nosso sistema imunológico contra a vacina, que pode ser semelhante aos sintomas da gripe, só que bem mais leve e rápida, não durando mais que 48 horas.
De acordo com a resolução da ANVISA, a vacina de influenza trivalente de 2020 deverá conter os seguintes vírus:
·         Influenza A (H1N1)
·         Influenza A (H3N2)
·         Influenza B, Victoria.
Já a vacina de influenza quadrivalente deve conter, além dessas três cepas, o vírus influenza B, subtipo Yamagata. Por isso, é preciso se vacinar anualmente para receber todas as proteções contra as variações do vírus.

Quem pode tomar a vacina da gripe em 2020?

Houve um acréscimo relevante no público-alvo prioritário da vacinação: a partir desse ano, adultos de 55 a 59 anos também terão direito a receber uma dose nos postos de saúde de todo o Brasil (antes, o imunizante era oferecido dos 60 em diante). Abaixo, você confere a lista completa de indivíduos que podem (e devem) se proteger gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, o SUS:
·         Idosos com mais de 60 anos
·         Adultos com 55 a 59 anos
·         Crianças de 6 meses a 6 anos incompletos (5 anos, 11 meses e 29 dias)
·         Gestantes
·         Puérperas (mulheres que tiveram um filho nos últimos 45 dias)
·         Trabalhadores da área de saúde
·         Professores de escolas públicas e privadas
·         Povos indígenas
·         Portadores de doenças crônicas e outras condições clínicas (veja mais abaixo)
·         Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos que estão sob medidas socioeducativas
·         População privada de liberdade
·         Funcionários do sistema prisional
·         Profissionais de forças de segurança e salvamento (policiais e bombeiros, por exemplo)
Essas adequações, inéditas na história da campanha, visam justamente facilitar o acompanhamento das infecções pelo novo coronavírus. A ordem dos grupos prioritários foi pensada para facilitar o acesso dos grupos mais vulneráveis às complicações tanto de gripe quanto de Covid-19.

Referencias
 https://blog.araujo.com.br/mais-saude/9-mitos-e-verdades-sobre-a-vacina-contra-gripe/, acesso em 12/04/2020;
https://blog.araujo.com.br/mais-saude/vacina-gripe/, acesso em 12/04/2020;
https://saude.abril.com.br/medicina/vacina-gripe-2020/, acesso em 12/04/2020;
https://www.minhavida.com.br/saude/tudo-sobre/16663-vacina-da-gripe-influenza; acesso em 12/04/2020.
        

Comparação entre técnicas de granulação via úmida: leito fluidizado x alto cisalhamento.

            A granulação pode ser realizada por diferentes tecnologias as quais se diferenciam essencialmente nas metodologias utilizadas e,...