Interessante esta maneira de ver a pesquisa acadêmica..... Algumas vezes alguns pesquisadores partem da observação para chegar à conclusão, enquanto outros partem da conclusão para desenvolver a observação.
23 de julho de 2009
A Arte na pesquisa acadêmica
Interessante esta maneira de ver a pesquisa acadêmica..... Algumas vezes alguns pesquisadores partem da observação para chegar à conclusão, enquanto outros partem da conclusão para desenvolver a observação.
Produção científica cresce no Brasil

No entanto, a qualidade dessa produção medida pelo número de citações que um artigo gera após ser publicado- -continua abaixo da média mundial.
Os dados que mostram o crescimento da produção científica brasileira foram divulgados ontem pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, em evento na Academia Brasileira de Ciências no Rio, e foram produzidos a partir da base de dados Thomson-ISI.
Já a informação sobre o impacto da produção acadêmica brasileira consta do site do instituto Thomson Reuters. Os dados mais recentes foram divulgados no dia 3 deste mês.
No aspecto quantitativo, o Brasil foi o país que mais cresceu na lista das 20 nações com mais artigos publicados em periódicos científicos indexados pelo ISI. Em 2008, 30.145 artigos de instituições brasileiras foram aceitos nessas publicações. Em 2007, esse número era de 19.436.
Com o crescimento, o Brasil ultrapassou Rússia e Holanda no ranking. Esses 30 mil artigos representam 2,12% da produção mundial.
Para o presidente da Capes, Jorge Guimarães, é preciso ter em consideração que a repercussão de um artigo leva mais tempo para ser captada. "Um artigo publicado em 2008 ainda não está sendo citado. Isso vale para nós e para todos os países. Para medir o impacto, é preciso olhar mais para trás."
Além disso, diz, países desenvolvidos levam vantagem por terem mais tradição no meio científico e pelo fato de seus pesquisadores participarem de um número muito maior de congressos internacionais, o que aumenta a visibilidade dos artigos publicados. Guimarães admite, no entanto, que é preciso melhorar também nesse aspecto. "Também estamos crescendo no número de citações, mas não com a mesma velocidade."
22 de julho de 2009
A importância do conhecimento

Túnel do tempo

20 de julho de 2009
Nova droga abre perspectivas para o tratamento do câncer no país
"Mas é preciso lembrar que não é um tratamento curativo, mas sim um tratamento que prolonga a vida do paciente com câncer de fígado em estado avançado. Nesses casos, a nova droga vai apenas prolongar a vida do paciente", disse.
Segundo o médico, a droga já é usada em cerca de 60 países em todo o mundo, principalmente na região do Pacifico da Ásia. Ele acredita que o medicamento veio para modificar a história do tratamento de câncer no país. "Essa droga abre uma avenida e cria um novo perfil no tratamento desses pacientes. De forma mais específica do que a quimioterapia sistemática, que tem vários efeitos colaterais, porque não age somente nas células cancerígenas, mas também nas que tem funções normais no organismo, como por exemplo as do cabelo e que, por isto mesmo, provocam a sua queda".
Ele explicou que, como o câncer de fígado é um dos mais letais, se tratado com a nova droga, o paciente diagnosticado precocemente pode ter maior possibilidade de cura, que se dá, principalmente, com o transplante. "Mas nem todo paciente é candidato ao transplante. Se a doença está em estágio mais avançado, você ficaria sem muita alternativa".
Segundo o médico, para que um transplante de fígado tenha sucesso o paciente deve apresentar apenas um nódulo de no máximo cinco centímetros, ou três pequenos de três centímetros. "Mas se ele já está com a doença avançada, não cabe mais transplante. Aí já é outra terapia. E é aí que entra o tosilato de sorafenide: com o objetivo de reduzir o tamanho do tumor".
Para ele, no entanto, a principal vantagem do novo medicamento é para os pacientes com tumores mais avançados, onde não existe mais tratamento curativo. "Todos os portadores de tumores sólidos, como nós chamamos a doença, têm uma sobrevida muito curta. Então quando você fala de um ou dois meses a mais de sobrevida, isto já é bastante significativo do ponto de vista epidemiológico".
Segundo o médico, isso pode não significar muito para quem não tem a doença, mas quando se compara essa droga com outras diferentes, para tumores diferentes, essa é a que dá mais sobrevida.
"Mas é preciso lembrar que nos casos de cânceres muito avançados essa droga vai apenas prolongar a vida. Dar mais tempo de vida ao paciente, com a vantagem de melhor qualidade de vida, já que essa droga não tem muitos efeitos colaterais".
Fonte: Correio Braziliense
8 de julho de 2009
Farmacopéia revisa plantas com uso na medicina popular
Começou a revisão do padrão de qualidade de 32 plantas medicinais. Dessa vez, a consulta pública da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada nesta terça-feira (30), trata de algumas plantas com amplo uso na medicina popular, como: arnica, melissa, espinheira-santa, babosa, gengibre e guaraná.
Esta Consulta Pública faz parte do trabalho de revisão da Farmacopéia Brasileira, o Código Oficial Farmacêutico do país. “Este documento estabelece os requisitos mínimos para a fabricação e o controle da qualidade de medicamentos utilizados no país”, explica Luiz Armando Erthal, diretor adjunto da Anvisa.
Além das plantas medicinais, também serão revisados os padrões de qualidade de mais 21 matérias-primas e oito especialidades farmacêuticas (medicamentos prontos). Durante os 30 dias em que as consultas públicas ficarem abertas, as monografias serão disponibilizadas para avaliação e comentários das empresas, laboratórios, comunidade científica e a sociedade em geral. A Farmacopéia é de uso obrigatório para os que fabricam, manipulam, fracionam e controlam produtos farmacêuticos.
O compêndio também serve como parâmetro para as ações da vigilância sanitária, como: registro, fiscalização e análise fiscal. HistóricoDesde o início de 2008, a Anvisa trabalha, em parceria com 14 universidades, na revisão da Farmacopéia Brasileira. As monografias atualizadas serão disponibilizadas no site da Farmacopéia, assim que revistas. Ao término do processo de revisão, será publicado um Código Farmacêutico Oficial atualizado em um compêndio único.
Atualmente, ainda estão em vigor textos das quatro farmacopéias já publicadas no Brasil. “A idéia é que o Brasil disponha de um instrumento estratégico que consiga, além de estabelecer os requisitos de qualidade para os produtos farmacêuticos, harmonizar o avanço científico com o conhecimento popular, de acordo com a Política Nacional de Medicamentos do Ministério da Saúde”, complementa Erthal.A primeira edição da Farmacopéia foi publicada em 1929, a segunda e a terceira edições são de 1959 e 1976, respectivamente. A última teve início em 1988 e foi publicada em seis fascículos, nos anos de 1996, 2000, 2001, 2002, 2003 2005.
Como participar:
Contribuições às três consultas públicas podem ser encaminhadas à Anvisa, indicando a monografia, sugestão e respectiva justificativa, por meio do fax: (61) 3462 – 6791 ou dos e-mails: cp39.farmacopeia@ anvisa.gov. br (matérias-primas) , cp40.farmacopeia@ anvisa.gov. br (especialidades farmacêuticas) e cp38.farmacopeia@ anvisa.gov. br (plantas medicinais e derivados) . Quem optar pelo correio deve enviar sugestão para o seguinte endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária / DIMCB/Farmacopé ia Brasileira, SIA Trecho 5, Área Especial 57, Bloco D, 5º andar, Brasília-DF, CEP 72.205-050
Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa
31 de maio de 2009
Túnel do Tempo

Na farmácia, o ALMOFARIZ, objeto de grande valor histórico, simbólico e artístico, continua sendo até os dias de hoje o ícone da profissão farmacêutica.
A evolução da farmácia enquanto área do saber com técnicas e métodos específicos parece estar intimamente ligada à utilização e evolução do almofariz.
A história do almofariz prova a utilidade real de um instrumento com milhares de anos de fabricação e preparação das mais variadas formas farmacêuticas. A sua utilização acompanhou a humanidade desde a antiguidade remota até os nossos dias. Apesar da enorme evolução científica e tecnológica que as ciências farmacêuticas sofreram ao longo dos tempos, o almofariz permaneceu sempre como um instrumento essencial e onipresente nas farmácias, desde as velhas boticas até as atuais farmácias comunitárias, sendo necessário para a execução de funções fundamentais na manipulação de medicamentos.
O almofariz é considerado um objeto de grande importância, não só pelo aspecto sentimental que apresenta para a profissão farmacêutica, como também como testemunho da arte farmacêutica.
30 de maio de 2009
A Importância do Entusiasmo

Assim, o entusiasmo é diferente de otimismo. Otimismo significa eu acreditar que uma coisa vai dar certo. Talvez até torcer para que ela dê certo. Muita gente confunde otimismo com entusiasmo. No mundo de hoje, nas entidades sociais de hoje, é preciso ser entusiasmado.
A pessoa entusiasmada é aquela que acredita na sua capacidade de transformar as coisas, de fazer dar certo. Entusiasmada é a pessoa que acredita em si. Acredita nos outros. Acredita 'na força que as pessoas tem de transformar o mundo e a própria realidade.
24 de maio de 2009
Anis estrelado em Alta
O preço do Anis Estrelado (Illicium verum) subiu cerca de 30% na china desde que o laboratório Roche aumentou a produção do Tamiflu® (Oseltamivir) para a prevenção da pandemia de gripe suína (H1N1), isto porque o antiviral é sintetizado a partir do ácido chiquímico e o Anis Estrelado é principal a fonte industrial desta substância.
Em 2005, quando todos esperavam uma pandemia da gripe aviária (H5N1), houve um desabastecimento de Tamiflu® por falta de matéria prima para obtenção de ácido chiquímico, calcula-se que atualmente mais de 90% da produção chinesa de Anis Estrelado é destinado à Roche, mas o risco de desabastecimento é menor, pois hoje parte do ácido chiquímico é obtido através da fermentação de bactérias E. coli recombinantes.
O ministro da saúde da China, aproveitando o destaque que a especiaria vem recebendo, recomendou o uso do Anis estrelado na preparação da carne de porco, dizendo que isso pode ajudar na prevenção do vírus H1N1, mas não há evidências científicas que indiquem a possibilidade de contágio através da ingestão nem estudos que comprovem a eficácia da planta.
Recentemente surgiu na mídia a notícia que os polifenóis do chá verde (Camellia sinensis), assim como o Oseltamivir, poderiam ter ação inibidora da enzima neuraminidase do vírus influenza, diminuindo os sintomas da gripe suína sem causar uma possível resistência do H1N1 aos antivirais. Infelizmente a divulgação irresponsável destas informações pode gerar idéias equivocadas na população, causando mais danos do que benefícios.
Fontes:
Reuters: http://video.msn.com/?vid=35914b99-2300-4c11-941b-ab36c049e20f
JB Online: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/05/22/e22059025.asp
Tamiflu®: http://www.rocheusa.com/products/tamiflu/pi.pdf
Bongaertsa J; Bovenberga R; Krämer M; Kremera S; Müllera U; Orfa S; Raevena L; Wubboltsa M; (2003). "Metabolic engineering for microbial production of shikimic acid". Metabolic Engineering 5 (4): 277-283.
13 de maio de 2009
Túnel do Tempo

12 de maio de 2009
Cientistas criam nanorrobô de DNA
A dificuldade de colocar um medicamento novo no mercado é cada vez maior: o gasto com pesquisas é crescente o tempo gasto entre o início das pesquisas e o medicamento chegar ao balcão também vem aumentando, sobrando menos tempo útil de patente para que a indústria goze de direitos exclusivos sobre o medicamento.Com base nisso é que cada vez mais as pesquisas tem se voltado para novas formas farmacêuticas para melhorar a ação e diminuir os efeitos adversos de fármacos “antigos”. Os carreadores entram nesse contexto como uma espécie de “excipiente inteligente” que carrega o fármaco até o local de ação específico, diminuindo a dose necessária para a ação e diminuindo efeitos colaterais sistêmicos. Os carreadores que estão mais em foco atualmente nas pesquisas são as sondas de DNA e as sondas nanotecnológicas.
As sondas de DNA são uma seqüência de nucleotídeos que se liga a um gene ativo, desativando-o diretamente ou carreando um fármaco ligado a ela até o sítio ativo (o próprio gene). Já as sondas de nanotecnologia, ou nanorrobôs, estão mais longe da realidade, são como máquinas de tamanho nanométrico montadas com moléculas simples que poderiam ter a capacidade de fazer tarefas a nível celular, tais como inativar uma enzima, cortar pedaços do DNA para inativar genes e carrear drogas até o exato sítio ativo.
Unindo estes dois conceitos os cientistas das universidades de Nova Iorque e de Harvard criaram um nanorrobô feito de moléculas de DNA. O autônomo é capaz de caminhar ao longo de outra fita de DNA, semelhante a um trem em seu trilho. Os cientistas esperam que o autônomo funcione como um “motor de DNA” que será acoplado a outro nanorrobô que executará outras funções.
Visto em:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=andarilho-robotico-de-dna-imita-o-sistema-de-transporte-das-celulas&id=010180090421&ebol=sim
Saiba Mais:
A Bipedal DNA Brownian Motor with Coordinated Legs, Tosan Omabegho, Ruojie Sha, Nadrian C. Seeman, Science, April 2009, Vol.: 324. no. 5923, pp. 67 – 71, DOI: 10.1126/science.1170336
10 de maio de 2009
Colaboradores do Blog Farmacotécnico

Farmacopéia Americana Lança Novo Compêndio
Mas o mais interessante desta publicação é que as monografias dos fitoterápicos trazem foto a cores das partes da planta que são utilizadas, uma lista dos marcadores com sua respectiva estrutura química, além de fotos a cores das placas de CCD desenvolvidas e os cromatogramas obtidos por HPLC ou CG.
Sem dúvida trata-se de uma obra de grande valor que com certeza será amplamente utilizada não só nos meio acadêmicos, mas por todos envolvidos na garantia da qualidade destes medicamentos.
2 de maio de 2009
Farmacotécnica a serviço da Farmacogenômica
Com o advento da Farmacogenômica, uma das grandes beneficiadas será a Farmácia Magistral. Farmacogenômica é (ou será) a ciência que estuda a prescrição individual de fármacos aos indivíduos, a partir do seqüenciamento do DNA, sendo que esta prescrição só é válida ao individuo em questão, pois seu DNA é único.
Todos sabem que não existe apenas um fármaco que conduza a uma terapêutica adequada a todas as pessoas. A partir do seqüenciamento de DNA, análise da expressão gênica e estatística em pesquisas e testes clínicos de drogas, será possível uma análise individual do melhor fármaco para o paciente. Com essa individualização, não haverá riscos do fármaco não atuar no modo esperado. Isso trará uma dor de cabeça imensa para as indústrias farmacêuticas, que não poderão produzir um fármaco individualizado para cada paciente, visto sua produção ser em massa. Com esta lacuna aberta, a Farmácia Magistral entrará com todo o vapor, pois a produção dos medicamentos da mesma se dá (e sempre se deu) de maneira individual. Com certeza, haverá necessidade de adequações Farmacotécnicas em todas as farmácias, mas nada que assuste farmacotécnicos experientes.
Toda essa revolução trará uma melhor terapêutica ao paciente, que se tratará de acordo com sua genética.
26 de abril de 2009
OMS faz reunião sobre gripe suína
Chan disse hoje que a gripe suína tem potencial para tornar-se uma pandemia, mas que não é possível prever se e quando isso poderá ocorrer. O comitê deve decidir ainda hoje se o surto de gripe suína constitui uma emergência. Caso positivo, a OMS pode considerar medidas como alertas de viagens, restrições comerciais e fechamento de fronteiras.
O nível do alerta global para pandemia de gripe está agora na fase três, o que significa que o risco de o vírus se espalhar de humanos para humanos é inexistente ou muito pequeno. O comitê decidirá se o alerta deverá ser elevado para nível quatro ou cinco, dependendo da avaliação sobre a disseminação do vírus, afirmou Hartl. Uma elevação no nível do alerta é provável, já que as evidências no México indicam que o vírus se espalhou entre as pessoas e não apenas de animais para pessoas.
Pelo menos 62 pessoas morreram de pneumonia severa causada por uma doença parecida com a gripe no México, de acordo com a OMS. Mais de mil pessoas ficaram doentes. Em algumas delas foi confirmada a contaminação por um tipo de vírus da gripe suína chamado A/H1N1. Essa variante particular do vírus não tinha sido vista anteriormente em suínos ou humanos, embora tenha havido casos de contaminação pelo H1N1. "Esta é uma grande preocupação para nós da OMS", disse Hartl.
A atual vacina sazonal para gripe não oferece proteção para essa nova doença, mas o antiviral Tamiflu parece ser efetivo contra o H1N1. "México e EUA têm grandes estoques de Tamiflu", afirmou o porta-voz da organização.
O vírus tem causado alarme no México, onde mais de mil pessoas adoeceram. Autoridades estão fechando escolas, museus, livrarias e teatros para conter a disseminação do vírus. A OMS, que tem monitorado a situação desde quinta-feira, disse que 12 casos no país foram confirmados como geneticamente idênticos ao vírus detectado na Califórnia. Autoridades norte-americanas disseram que sete pessoas foram infectas pela gripe suína na Califórnia e no Texas, mas todas se recuperaram. As informações são da Associated Press.
24 de abril de 2009
Sanofi assina acordo para comprar da farmacêutica Medley
O fechamento da operação está sujeito a determinadas condições e está previsto para ocorrer no segundo trimestre deste ano, afirmou a Sanofi-Aventis.PARIS - O grupo farmacêutico francês Sanofi-Aventis disse, nesta quinta-feira, que assinou um acordo para adquirir a fabricante brasileira de medicamentos genéricos Medley, avaliando a empresa em 500 milhões de euros (US$ 662,6 milhões).
O fechamento da operação está sujeito a determinadas condições e está previsto para ocorrer no segundo trimestre deste ano, afirmou a Sanofi-Aventis.
A Medley é a terceira maior empresa farmacêutica do Brasil e a maior fabricante de genéricos.
"Com uma carteira de 127 produtos genéricos, a Medley está muito bem posicionada para se beneficiar do crescimento do mercado de medicamentos genéricos no Brasil, que pode manter-se acima dos 20% ao ano nos próximos anos", observou a Sanofi em comunicado.
Fonte: AE
23 de abril de 2009
STF discute direito a remédio que não é fornecido pelo SUS

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciará, seis dias de audiências públicas para discutir se o Sistema Único de Saúde (SUS) deve ou não financiar medicamentos e cirurgias que ainda não foram incorporados às listas de procedimentos pagos pelos governos, entre outros assuntos relativos ao direito sanitário.
O debate, que mobiliza médicos, farmacêuticos, advogados, governos, ONGs e pacientes em todo o País, subsidiará decisões individuais dos ministros do órgão e poderá contribuir até mesmo, no futuro, para uma súmula que oriente as decisões de juízes de todo o País. As audiências foram convocadas pelo presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, em razão da grande quantidade de recursos que chegam ao tribunal contra decisões da primeira e segunda instância da Justiça brasileira que obrigam o Estado a fornecer insumos e tratamentos não ofertados no SUS, além da criação de vagas de UTIs e contratação de servidores da saúde.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Mudam regras para pesquisas com células-tronco nos Estados Unidos
Dando continuidade às mudanças na posição do governo americano com relação à pesquisa com células-tronco, o NIH (Instituto Nacional de Saúde) divulgou as regras para financiamento de linhas de pesquisas na área.
Em 2001 o governo Bush editou uma resolução do executivo que proibia o financiamento com dinheiro público das pesquisas com células-tronco embrionárias. Esse bloqueio custou aos cientistas americanos um atraso considerável quando comparados ao restante do mundo, especialmente a Europa. Uma das primeiras medidas após Barack Obama tomar posse foi a suspensão dessa medida, mas esse ato, sozinho, não tinha trazido efeitos reais. Com a divulgação da proposta de normas para o financiamento o apoio do governo passará a ser uma realidade muito em breve.
O impacto da entrada dessa fonte de financiamento, que é a maior em pesquisas no mundo, será gigantesco. Apenas 21 linhagens de células tronco embrionárias conseguiram receber apoio governamental nos últimos 8 anos, contra 700 linhagens em pesquisas privadas. Habitualmente, essa relação é inversa.
As regras colocam limites claros para os pesquisadores que desejem se candidatar ao financiamento. Os embriões utilizados deverão ser os que estão disponíveis nas clinicas de fertilização e considerados como descartados para essa finalidade. Os casais doadores deverão consentir por escrito na utilização dos embriões em pesquisa. Não será permitido a criação de embriões somente para pesquisa e muito menos os casais poderão ser recompensados financeiramente por cederem seus embriões.
Pesquisas que levem a possibilidade de clonagem humana também estão vetadas. As regras não agradaram aos mais radicais, que são contra a utilização dos embriões e que consideraram essa abertura o início de uma liberação mais ampla. De qualquer forma novas descobertas deverão surgir por conta desse apoio importante, o que traz esperança a pacientes e famílias que lutam contra doenças crônicas e degenerativas até agora sem tratamento.
A proposta está disponível para consulta pública no site do NIH (http://www.nih.gov/) e, se não for modificada, entrará em vigor em 30 dias.
Fonte: G1
20 de abril de 2009
16 de abril de 2009
Acesso (ou Excesso) a Medicamentos
A meta da OMS na área de medicamentos é “contribuir para salvar vidas e melhorar a saúde, garantindo a qualidade, a eficácia, a segurança e o uso racional de medicamentos, incluindo os medicamentos tradicionais, e promovendo o acesso eqüitativo e sustentável aos medicamentos essenciais, particularmente para os indigentes e os menos favorecidos” (WHO, 2009).Esta organização na sua estratégia para a área de medicamentos diz ainda "que em todas as partes, as pessoas devem ter acesso aos medicamentos essenciais que necessitam; que os medicamentos sejam seguros, efetivos e de boa qualidade; e que os medicamentos sejam prescritos e utilizados racionalmente" (WHO, 2009).
Entretanto, a efetividade dos medicamentos é o resultado de uma longa cadeia de fatores: pesquisa e desenvolvimento (P&D), produção, controle de qualidade, distribuição, informações confiáveis para profissionais de saúde e público em geral, diagnóstico, prescrição, acesso financeiro, dispensação, adesão ao tratamento e farmacovigilância.
A situação mundial do acesso a medicamentos essenciais é ainda considerada crítica. Embora o acesso à atenção à saúde seja um direito humano fundamental, no qual está incluído o acesso a medicamentos essenciais, a OMS estima que cerca de dois bilhões de pessoas (1/3 da população mundial) não têm acesso regular a esses medicamentos.
Recentemente o Ministério da Saúde divulgou que triplicaram as ações judiciais para obter medicamentos. As ações judiciais para aquisição de medicamentos consumiram em torno de R$ 52 milhões do Ministério da Saúde em 2008, o triplo do valor que foi gasto em 2007. Apenas no Rio Grande do Sul, foram gastos R$ 6,5 milhões mensais com essas ações.
A maioria das demandas por medicamentos geradas por ações judiciais poderia ser evitada se fossem consideradas as diretrizes do Sistema Único de Saúde, e a observância das relações de medicamentos essenciais. A falta dessa observância compromete a Política Nacional de Medicamentos, a eqüidade no acesso e o uso racional de medicamentos no Sistema Único de Saúde.
Segundo o ministério, 60% dos pacientes que ingressam com ações poderiam ser tratados com medicamentos similares, disponíveis no SUS. Os outros 40% pedem drogas de última geração, algumas das quais não estão aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
É preciso, portanto, encontrar uma solução partilhada para que o direito do cidadão à assistência terapêutica integral seja garantido, com medicamentos seguros, eficazes e com relação custo-efetividade mais favoráveis de acordo com a melhor e mais forte evidência científica disponível, sem causar as distorções observadas atualmente.
Comparação entre técnicas de granulação via úmida: leito fluidizado x alto cisalhamento.
A granulação pode ser realizada por diferentes tecnologias as quais se diferenciam essencialmente nas metodologias utilizadas e,...

