Radiofármacos
Radioterápicos
ou radiofármacos são medicamentos sem ação terapêutica que servem como veículo
para um isótopo radioativo ou radionuclídeo. São muito utilizados em
uma área da medicina conhecida como Medicina
Nuclear. Funcionam da seguinte maneira: são administrados os fármacos sem
princípio ativo, carregando o radioisótopo para dentro do organismo. Ao ser
absorvido no local desejado, a substância radioativa é reconhecida pelo corpo como
similar a alguma substância existente, e se deposita nos órgãos, permitindo a
visualização de possíveis alterações. Eles são considerados fontes
radioativas não seladas, podendo ser administradas por injeção,
ingestão ou inalação.
Nomenclatura: O
isótopo radioativo é quem da o nome ao radiofármaco. Por exemplo: Iodo-123,
Flúor-18 ou Tecnécio-99m.
Esses
tipos de medicamentos possuem duas principais finalidades, que são diagnóstico
de doenças e tratamento (principalmente para câncer). Na parte de diagnósticos,
existem dois principais métodos que são utilizados; são eles a Cintilografia e o PET (Tomografia por emissão de pósitrons). Ambos os exames revelam
o que há de errado através da emissão de radiação, onde é possível identificar
qual exatamente é o problema. Quando utilizados para tratamento, vale ressaltar
que, apesar de mais eficientes e muito mais ativos do que qualquer outro tipo
de terapia, esses tipos de substâncias são extremamente perigosas para serem
utilizadas em qualquer hospital.
Além
disso, para que um radiofármaco seja considerado ideal, ele deve apresentar as
seguintes características:
·
Ter um tempo de meia-vida curto;
·
Emitir radiação gama pura;
·
Energia emitida deve ser entre 50 e 300
KeV;
·
Deve estar disponível para uso em
hospitais – Segundo a legislação (lembrando que não é qualquer hospital, por
vários fatores, de segurança, principalmente);
·
Se localizar na área de interesse – O
fármaco deve ser absorvido no local onde se quer tratar/fazer o diagnóstico;
·
Deve ser totalmente eliminado do
organismo, sem deixar resquícios;
·
Preparo simples para administração;
·
Deve ser quimicamente adequado para
incorporação pelo fármaco, sem alterar seu comportamento biológico.
Referências:
https://radioprotecaonapratica.com.br/radiofarmacos/
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/setorregulado/regularizacao/medicamentos/radiofarmacos
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2009/res0064_18_12_2009.html
6 comentários:
Após a leitura deste post, temos o conhecimento do que é um Radiofármaco, ou seja um produto biologico ou uma droga, que é utilizado principalmente para diagnosticos, mas podem ser usados para tratamento de enfermidades, principalmente para o diagnóstico ou tratamento de um câncer. E o quão importante os radiofármacos são para a sociedade em geral.
Bem interessante o assunto abordado na postagem, pois nos permite entender mais sobre alguns exames de diagnóstico que ouvimos muito falar, como a cintilografia, que particularmente, já havia escutado falar sobre, mas não fazia ideia de como funcionava, qual seria o método de funcionalidade do exame. Além disso, nota-se que são muitas as características necessárias para que o uso de um radiofármaco seja ideal, contribuindo assim, para que só sejam utilzados aqueles realmente ideais e seguros.
Quando se fala em radiação é comum vir a mente tragédias relacionadas ao tema, desde guerra, achados radioativos, bombas e problemas com usinas, muito interessante descobrir como esses temas estão inseridos no nosso dia a dia como profissionais da saúde e não percebemos.
Thiago Vargas
O radiofármaco já é conhecido no tratamento de câncer, mas não conhecia para uso em diagnostico por imagem, por ter toda a energia que emite e os raios gama, é interessante.. Fran
Muito interessante o texto!
Eu não tinha o conhecimento de radiofarmacos, muito legal saber como é utilizado.
Paula
É tão interessante ver a ciência conseguir usar a radiação a favor do ser humano.
Texto muito interessante para nossa formação e quem tem interesse em oncologia.
Édina Barcelos
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