4 de junho de 2017

Medicamento para Tratamento de Câncer em Diferentes Partes do Corpo é Aprovado

Sempre ouvimos os médicos falarem de um futuro onde o câncer será tratado de acordo com características moleculares, e não por causa do local em que surgiu. Eis que uma notícia tornou esse futuro uma realidade, abrindo portas para uma Oncologia ainda mais personalizada e efetiva. A FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora americana, aprovou pela primeira vez na história um medicamento com base em alterações biológicas do tumor. Isso significa que, desde que a doença apresente essa particularidade pode receber a droga, independentemente se está na mama, no intestino, no pâncreas, na pele... “Todas as indicações anteriores se baseavam no órgão afetado. A revolução está no fato de que um aspecto molecular do câncer, descoberto com exames relativamente simples, foi priorizado”, contextualiza o médico Jacques Tabacof, coordenador geral da Oncologia Clínica e da Hematologia do Centro de Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.




A medicação denominada Pembrolizumabe, da farmacêutica MSD — poderá ser empregada em quaisquer tipos de tumor avançado que não respondam aos tratamentos convencionais. Isso, claro, desde que a doença possua a tal alteração, presente em 5% de todos pacientes. Porém, o Brasil ainda não aprovou o Pembrolizumabe para esse fim. Aqui ele só é empregado contra o melanoma, uma versão especialmente agressiva de câncer de pele. Nos Estados Unidos, mesmo antes dessa novidade, o princípio ativo já vinha sendo usado contra linfoma de Hodgkin e nódulos no pulmão. “Embora tenha chamado a atenção ultimamente, a droga não é a única a seguir esse princípio. É possível que, no futuro próximo, outras farmacêuticas busquem aprovações similares com seus imunoterápicos”, raciocina Tabacof. Seguindo essa lógica, talvez nos próximos anos mais fármacos sejam liberados para atuar em diversos tipos de câncer. Segundo estudos que garantiram a aprovação, quase 40% dos voluntários envolvidos observaram uma melhora objetiva ao tomar Pembrolizumabe — isso mesmo após outros tratamentos terem fracassado. Do pessoal que apresentou uma evolução no quadro, 78% mantiveram os benefícios por seis meses ou mais.
Cabe ressaltar que a liberação da agência americana foi tomada com base em pesquisas preliminares. Ou seja, os resultados foram considerados promissores ao ponto de sustentarem a comercialização do Pembrolizumabe para esse fim — mesmo sem levantamentos maiores e mais abrangentes. Novos trabalhos irão delinear com maior clareza o potencial real do princípio ativo da MSD. De qualquer forma, a aprovação de uma medicação que prioriza mutações no câncer em vez do órgão afetado já balançou os alicerces da Oncologia. Resta quantificar qual a real magnitude dessa quebra de paradigma para os pacientes.




Psoríase: novo fármaco elimina todos os sintomas.


Investigadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, testaram o novo fármaco,Ixekizumab, em 2.550 indivíduos com psoríase. A metade dos pacientes foi administrado o novo fármaco, uma vez a cada duas ou quatro semanas, e à outra metade foi dado um placebo.

 
Os pacientes do grupo  Ixekizumab apresentaram melhorias rápidas e extensas, ultrapassando os resultados conseguidos com o placebo, metade destes pacientes apresentou melhorias após quatro semanas de tratamento e 71% teve grandes melhorias, medidas através de uma escala de avaliação.
 
Os efeitos visíveis da psoríase podem ter um grande impacto e afetar a confiança e a autoestima das pessoas. O que observamos neste ensaio não foi apenas a eliminação dos aspetos físicos da doença. As pessoas tratadas com o novo fármaco afirmaram ter uma melhoria significativa na sua qualidade de vida, uma vez que se sentiam mais confiantes e sentiam menos prurido.
 
O Ixekizumab é um anticorpo monoclonal que neutraliza os efeitos inflamatórios da interleuquina (IL)-17 A, sendo esta reconhecida como uma das causas das placas vermelhas e escamosas da psoríase.  
 
De acordo com Chris Griffiths,os novos tratamentos estão modificando a vidas das pessoas com psoríase, sendo  que o objetivo do tratamento da psoríase tem sido a redução dos sintomas visíveis, porém os novos fármacos estão mostrando que o objetivo real de todos os pacientes é ter uma pele completamente saudável.

Para leitura na integra acesse: http://www.thelancet.com/pdfs/journals/lancet/PIIS0140-6736(15)60125-8.pdf

3 de junho de 2017

Cura da calvície 2018 – Novo método para acabar com a calvície!

Cura da calvície 2018 – Novo método para acabar com a calvície!



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A Cura da calvície 2018 está próxima! Desde tempos antigos até os dias de hoje, a calvície ainda é uma doença comum entre os homens e mulheres. Mas a boa notícia é que uma empresa de cosméticos japonesa Shiseido está desenvolvendo algo que vai transformar essa realidade ao redor do mundo. Ela está desenvolvendo a cura da calvície 2018.
Quando você pensar sobre isso, três anos a partir de agora não é tão longe, e é uma ótima notícia principalmente para os ansiosos e que já estão experimentando algum afinamento nos fios de cabelo, ou pior, a calvície na parte superior da cabeça.
empresa japonesa Shiseido tem parceria com RepliCel  em um projeto de “Auto regeneração do cabelo“, que envolve implantar tecido/células da própria pessoa para combater tanto calvície masculina ou calvície feminina e promover o crescimento saudável e sem efeitos colaterais. 

Cura da calvície 2016 ou 2018?

Embora RepliCel anunciou anteriormente que o produto poderia estar pronto já em 2016, parece que o lançamento foi adiado.
Com o objetivo de realizar os desejos de várias pessoas ao redor do mundo, a empresa Shiseido começou um projeto que alguns apelidam como “A auto regeneração do cabelo“, que visa replicar os folículos pilosos, que, por sua vez, pode ser usado contra duas das mais graves perda de cabelo em homens e mulheres – a calvície de padrão masculino ou a calvície de padrão feminino, também conhecida como a alopécia androgenética.
O método da cura da calvície 2018 se baseia nas conclusões do cientista japonês, Shinya Yamanaka que ganhou o Prêmio Nobel em 2012 em Medicina, depois de descobrir que as células maduras podem ser convertidas em células-tronco.
Embora o uso atual da descoberta inovadora foi concebida para criar “produtos farmacêuticos celulares“, que são usados para reparar danos nos nervos, há um grande potencial que o seu método, caso seja implementado corretamente, poderá ser a galinha dos ovos de ouro para combater a calvície.
De acordo com o estudo, uma célula-tronco humana pode ser convertida para célula Papila dérmica, que são responsáveis pela formação de folículos de cabelo, o mesmo processo do ciclo de crescimento do cabelo.
Estudos experimentais têm demonstrado que através da utilização das células pluripotentes, ratos de laboratório tiveram sucesso com o novo método e cuja probabilidade também é vista em relação ao homem. 

Cura da Calvície 2018 – Lançamento!

tratamento para cura da calvície 2018 ainda está em processo para ser licenciado em outros países, mas em países que já possuem a licença, aguardam o lançamento do produto inovador, com o nome “RCH-01“, que foi nomeado em países asiáticos, como a China, Japão e Coreia do Sul.
Embora em 2018 possa ser o  ano em que veremos o produto, ainda não há uma data específica para ser lançado.
Até a data de lançamento da cura da calvície 2018, o produto ainda está passando por muitos testes clínicos, enquanto a própria Shiseido está realizado testes do produto inacabado.

http://www.comocurarcalvicie.com.br/cura-da-calvicie-2018/

Descoberta nova forma de tratamento para demência.



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Cientistas da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU) de Singapura anunciaram  ter descoberto uma nova forma de tratar a demência.
 
O tratamento consiste no envio de impulsos eléctricos para zonas do cérebro para aumentar o crescimento de novas células cerebrais.
 
O novo tratamento, conhecido como estímulo cerebral profundo, é um procedimento terapêutico já utilizado em algumas partes do mundo para várias situações neurológicas como tremores ou distonia.
 
Os cientistas da NTU indicaram ter descoberto que esse estímulo pode também ser usado para aumentar o crescimento de células cerebrais, mitigando os efeitos nocivos das condições relacionadas com a demência e melhorar a memória a curto e longo prazo.
 
A investigação mostra que as novas células, ou neurónio, podem ser formadas através do estímulo da parte frontal do cérebro, que está envolvida na retenção da memória, através do recurso a impulsos eléctricos.
 
“O aumento de células cerebrais reduz a ansiedade e a depressão e promove a aprendizagem, impulsionando, em termos globais, a formação e retenção de memória”, indicou a universidade em comunicado citado pela agência noticiosa Xinhua.
 
Segundo a universidade, cujos cientistas testaram os impulsos em ratos, os resultados da investigação abrem novas oportunidades para o desenvolvimento de soluções inovadoras ao nível do tratamento de pacientes que sofrem de perda de memória no devido a condições relacionadas com a demência, como as doenças de Alzheimer e mesmo de Parkinson.


06/04/2015

https://ionline.sapo.pt/artigo/267641/descoberta-nova-forma-de-tratamento-para-dem-ncia?seccao=isAdmin

2 de junho de 2017

Remédio que elimina o açúcar pela urina é nova aposta para combater o Diabetes.

O diabetes atinge mais de 383 milhões de pessoas no mundo e até 2035 a previsão é que esse número chegue a 592 milhões. O Brasil ocupa a 4ª posição do ranking, com 11,9 milhões de diabéticos, perdendo apenas para China, Índia e Estados Unidos, segundo o mais recente relatório divulgado no ano passado pela IDF.



No último Fórum Internacional de Diabetes realizado  pela Sociedade Brasileira de Diabetes em parceria com a Federação Internacional de Diabetes e a Associação Latino-Americana de Diabetes, em Foz do Iguaçu, foram apresentados medicamentos e tecnologias que prometem controlar a glicemia de forma mais eficaz e com menos efeitos colaterais.

Para o endocrinologista Walter Minicucci, presidente da SBD, “é inegável que os lançamentos deste setor contribuem para melhorar o controle da glicemia, mas é preciso saber usá-los, não adianta o melhor remédio do mundo se a pessoa não sabe usar o recurso do jeito corretoI". 



A grande novidade para os diabéticos tipo 2 é o Forxiga, remédio que atua no rim e estimula a perda de açúcar e sódio pela urina e, consequentemente, reduz o peso e a pressão arterial, a Forxiga pode ser usada em qualquer fase da doença como monoterapia ou combinado com a insulina. O medicamento é de uso oral e deve ser administrado uma vez ao dia. Já disponível no mercado brasileiro, uma caixa com 30 comprimidos custa em torno de R$ 130.

Fonte: diabetes.org.br


Cientistas desenvolvem antibiótico mil vezes mais potente.

A substancia é uma forte aliada no controle de superbactérias, devido ao uso indiscriminado de antibióticos e o aumento da resistência bacteriana cientistas do The Scripps Research Institute, nos Estados Unidos, desenvolveram uma droga que promete ser mil vezes mais potente. O aumento da potencia se deve a uma modificação realizada na molécula de vancomicina.
Chamada pelos cientistas de "mágica", a vancomicina já havia sido alvo de um estudo anterior, no qual os cientistas a alteraram duas vezes para torná-la mais potente, mas somente na pesquisa mais recente, publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores acrescentaram uma terceira mudança na substância. Essa alteração interfere diretamente nas paredes celulares das bactérias, unidas estas três modificações resultaram em um produto mil vezes mais potente, sendo possivel usar menos antibióticos para combater infecções, pois o medicamento agiria em três diferentes frentes, devido que os microrganismos não podem trabalhar simultaneamente para encontrar formas de escapar de três mecanismos diferentes de ação, ainda que achassem solução para um deles,  seriam mortos pelos outros dois, 

Mais informações em: https://setorsaude.com.br/versao-mais-potente-do-antibiotico-vancomicina-pode-ser-decisivo-na-luta-contra-a-resistencia-bacteriana/ 

Mapa conceitual


A nanotecnologia está presente em muitos componentes eletrônicos, desde computadores até aparelhos da medicina e outros tantos itens que possuem alta tecnologia. Um nanômetro equivale à bilionésima parte de um metro, a um milionésimo de milímetro ou ainda a um milésimo de mícron, ou seja, é uma pequena medida, da nanotecnologia, usado na medição de comprimentos em laboratórios e indústrias.
Esta, é aplicada em mais de 800 produtos atualmente, o principal componente onde a nanotecnologia é utilizada: o computador. Os processadores de computador são, provavelmente, os componentes eletrônicos que mais se utilizam da nanotecnologia. No atual mercado encontram-se processadores, os quais possuem uma tecnologia muito avançada para poder trabalhar em alta velocidade. Além dos processadores, as placas de vídeo têm vários componentes nanoscópicos, elaborados com tecnologia nano.
Ainda, na nanotecnologia, os nanomaterias são utilizados para aumentar o desempenho de componentes como capacitores ou monitores. A indústria farmacêutica utiliza para a fabricação de nanomateriais curativos ou sondas para a detecção de doenças. Nos nanomateriais, tem-se nanotubos de carbono, os quais são fortes, resistentes, excelentes condutores elétricos e térmicos, trazendo muitas qualidades usadas em produtos inovadores.

Existem muitas nanoparticulas na nanotecnologia, podemos dar como exemplo as usadas para as terapias do câncer ou seu diagnóstico, como as nanoparticulas magnéticas, poliméricas, inorgânicas, de ouro.

Boa leitura.
Publicado pelos alunos: Andressa Maciel, Ana Flávia Sacramento e Arthur Souza

Mapas mentais como ferramenta de estudo

Olá, pessoal!!!!

Como todos sabem, a proposta deste blog é ser uma ferramenta de disseminação e construção de conhecimento da área farmacêutica, de forma coletiva. Diante disso, nos próximos dias estaremos fazendo uso de um instrumento muito útil para desenvolvermos conhecimentos juntos! Os chamados mapas mentais. Estes são diagramas elaborados com a finalidade de conectar palavras e idéias adjacentes a uma idéia central. Trata-se de uma ótima ferramenta para organizar e representar conhecimentos.
São também eficazes para a compreensão de matérias complexas que envolvam a memorização, manipulação e relacionamento de conceitos.
Mas o mais interessante é que o próprio processo da sua criação é uma das melhores formas de estudo porque obriga a por em exercício as capacidades de pesquisa, síntese e de relacionamento entre as partes para alcançar um resultado coerente e efetivo. Como forma de aprimoramento e obtenção de conhecimento, depois de realizado um mapa este pode ainda ser consultado e alterado sempre que for necessário e do interesse do autor.

Espero que gostem, e fiquem a vontade para sugerir, opinar e realizar contribuições...

Cientistas descobrem possível tratamento para o mal de Parkinson

Manipulação de neurônios específicos no cérebro pode aliviar sintomas por mais tempo

Apoio essencial: tremores são os sintomas mais conhecidos do Parkinson, que também provoca lentidão nos movimentos e rigidez muscular, com consequente perda do equilíbrio.Uma das doenças neurodegenerativas mais comuns nos seres humanos, o mal de Parkinson afeta cerca de 10 milhões de pessoas em todo mundo, das quais aproximadamente 200 mil no Brasil. E embora não seja fatal, é uma doença incurável, levando suas vítimas a conviverem muito tempo com o problema e exigindo tratamentos para o alívio dos sintomas, que incluem, além dos notórios tremores, lentidão nos movimentos e rigidez muscular, entre outros.

Atualmente, os tratamentos mais usados para o Parkinson são medicamentos que substituem a dopamina que deixa de ser produzida com a morte dos neurônios da chamada “substância negra” — parte da região do cérebro conhecida como núcleos da base, responsáveis, entre outras funções, pelo controle motor — e o método de estimulação cerebral profunda. Os remédios, no entanto, acabam perdendo o efeito, e ambas as opções trazem benefícios para os pacientes com duração muito limitada. Agora, um experimento com camundongos conduzido por cientistas da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, abre caminho para o desenvolvimento de novas terapias que podem aliviar os sintomas da doença por mais tempo.


Uma das maiores limitações dos tratamentos para o mal de Parkinson é que eles dão apenas um alívio temporário dos sintomas — justifica a neurocientista Aryn Gittis, pesquisadora da universidade americana e líder do estudo, publicado ontem em adiantamento on-line da revista científica “Nature Neuroscience”. — E os sintomas podem voltar rapidamente se o paciente perde uma dose do remédio ou a estimulação cerebral profunda é descontinuada. Não existem estratégias terapêuticas para o alívio duradouro das desordens motoras associadas ao mal de Parkinson.

Circuitos sem dopamina
Diante disso, Aryn e colegas decidiram investigar como a manipulação de duas populações distintas de neurônios apenas recentemente identificadas na porção externa dos chamados globos pálidos também parte dos núcleos da base e que têm seu funcionamento prejudicado pela falta da dopamina que era fabricada pelos neurônios mortos da substância negra se traduziria nos sintomas de Parkinson. Para tanto, eles lançaram mão de uma técnica conhecida como optogenética, que usa camundongos geneticamente modificados de forma que seus neurônios possam ser ativados, controlados ou rotulados por meio de estímulos ou marcadores luminosos.
Também alterados para sofrerem com uma falta de dopamina nos núcleos da base similar à que acomete os humanos com Parkinson, os camundongos tiveram os circuitos cerebrais formados pelas diferentes populações de neurônios em seus globos pálidos externos (GPe) manipulados em diversas configurações. Primeiro, os cientistas testaram tanto uma estimulação quanto uma supressão uniforme do funcionamento das duas populações, designadas PV-GPe e Lhx6-GPe de acordo com a expressão de distintos fatores biomoleculares, sem observar nenhum efeito nos sintomas dos animais.

Os pesquisadores então experimentaram elevar a atividade apenas dos neurônios PV-GPe para que suplantasse a dos Lhx6-GPe. Com isso, os camundongos recuperaram o controle sobre seus movimentos por um período de quatro horas, muito maior que o visto com as opções de tratamento atuais. Por fim, como as duas populações de neurônios se sobrepõem em parte, eles testaram ainda a relação inversa, isto é, um estímulo maior da atividade dos Lhx6-GPe sobre a dos PV-GPe. Neste caso, só alguns dos animais apresentaram alguma melhora dos sintomas, e ainda assim por um tempo muito curto após a manipulação.

Segundo os cientistas, embora a optogenética não seja aplicável em humanos, a descoberta de que uma atividade diferenciada das duas populações de neurônios dos globos pálidos externos produziu efeitos benéficos mais duradouros nos animais pode servir de base para a montagem de novos procolos de tratamento de estimulação cerebral profunda em humanos que levem em conta essa característica para que os pacientes de Parkinson tenham um alívio mais prolongado de seus sintomas após as sessões de terapia.

Como pesquisadores, todo dia tentamos procurar novas terapias e alvos que ajudem a controlar os sintomas destas doenças neurodegenerativas que não têm cura lembra Murilo Martinez Marinho, coordenador de neurocirurgia funcional do Hospital São Paulo-Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Neste caso, eles mostraram, em um estudo não clínico, que uma estimulação diferenciada dos neurônios dos globos pálidos externos nos núcleos da base pode ser uma opção. Assim, esta descoberta pode vir a guiar a criação de novos protocolos para a estimulação cerebral profunda de forma a melhor modular a atividade elétrica nesta região do cérebro dos pacientes, dando a eles um alívio maior dos seus sintomas.



Leia mais: https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/cientistas-descobrem-possivel-tratamento-para-mal-de-parkinson-21312236#ixzz4iqWEbqlb 
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Dermo Vit C reduz 73% das rugas em menos de um mês


Produto da Extratos da Terra contém Extrato de Kakadu, considerado a fruta com maior concentração de Vitamina C do mundo.
O Dermosoft Revitalize Dermo Vit C da Extratos da Terra é um potente creme multifuncional que, segundo testes de eficácia, reduz 73,3% das rugas e linhas de expressão. O produto, composto por ativos nanoencapsulados, contém Vitamina C, Resveratrol (extraído da uva), Extrato de férula foetida, ácidos gálico e elágico e Vitaminas A e E, agindo contra os sinais de envelhecimento.
O conjunto de ativos aumenta a produção de colágeno, clareia a pele, estimula as fibras de sustentação e melhora seu aspecto geral. Além desses benefícios, o Dermo Vit C conta com diferentes fontes de vitamina C, sendo uma delas o Extrato de Kakadu, uma fruta oriunda da Austrália que possui 100 vezes mais Vitamina C do que a laranja, ou seja, contém a maior concentração do mundo, além de ser responsável por aumentar a síntese de ácido hialurônico na pele.
O Dermo Vit C deve ser usado em todo o rosto e também no colo e pescoço, pela manhã e à noite. Em seguida, durante o dia, é importante aplicar um protetor solar. Os resultados podem ser percebidos após 28 dias de uso contínuo.
Preço Médio: R$ 174,40
Os produtos da Extratos da Terra estão disponíveis em clínicas de estética, distribuidores da marca e pelo site: www.extratosdaterra.com.br. 
http://www.segs.com.br/demais/66844-dermo-vit-c-reduz-73-das-rugas-em-menos-de-um-mes.html

1 de junho de 2017

Testosterona, desejo sexual e conflito de interesse: periódicos biomédicos como espaços privilegiados de expansão do mercado de medicamentos


Este artigo focaliza a articulação entre pesquisa biomédica e indústria farmacêutica com base nos estudos da tecnociência. Abordamos o caso do medicamento Intrinsa – adesivo de testosterona, cujo propósito é o aumento do desejo sexual em mulheres – examinando artigos que relatam resultados de ensaios clínicos, publicados em periódicos científicos. Buscamos demonstrar como a população visada pelos ensaios clínicos foi paulatinamente expandida de modo a englobar um número cada vez maior de mulheres, o que pressupôs rearranjos na maneira de definir as disfunções para as quais o medicamento seria indicado e as possíveis causas subjacentes. Foi possível identificar três caminhos de ampliação do mercado para o Intrinsa: o primeiro baseou-se na alteração do status de menopausa. A terapia com testosterona passou a ser vinculada também ao envelhecimento (incluindo, portanto, a pré-menopausa e a menopausa “natural”) e não mais exclusivamente à menopausa cirúrgica; o segundo focalizou a dissociação entre o uso do Intrinsa e a terapia com estrógenos; o terceiro buscou vincular o medicamento ao aumento de “bem-estar”.

Diante do assombroso sucesso de vendas do Viagra, as companhias farmacêuticas visaram novos mercados através da busca pela aprovação de medicamentos para outros “transtornos sexuais”, como a ejaculação precoce, as disfunções sexuais femininas, bem como o relançamento da menopausa masculina, renomeada como DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino) (Faro et al., 2013; Fishman, 2003; Marshall, 2006; Rohden, 2011, 2012; Thiago, 2012; Tramontano, 2012). Ao mesmo tempo, é possível identificar nas publicações científicas um renovado interesse em relação à função sexual feminina (e, sobretudo, suas disfunções), com foco na fisiologia (Angel, 2012; Faro, 2008; Fishman, 2004). Na realidade, esse interesse aparece em meados dos anos 1990, antes mesmo de 1998.8 ECs com o sildenafil para o tratamento de disfunção da excitação em mulheres foram conduzidos pela Pfizer tão logo a autorização da agência reguladora norte americana foi obtida (Fishman; Mamo, 2001).
19Antes da conclusão dos ECs com mulheres, a Pfizer iniciou uma campanha não oficial para incentivar o uso off-label do sildenafil através da mediação de “líderes de opinião” (Fishman, 2004). Irwing Goldstein, um dos principais nomes da medicina sexual, e as irmãs Jennifer e Laura Berman, urologista e psiquiatra, respectivamente, foram escolhidos como “líderes de opinião” da Pfizer visando o mercado feminino. As irmãs atuaram tanto no meio médico quanto na grande mídia, e mesmo através de um livro de autoajuda (Cacchioni, 2015; Moynihan; Mintzes, 2010). Posteriormente, o resultado dos testes mostrou que o Viagra não diferiu significativamente do placebo para mulheres. Esse caso levanta o debate sobre a promoção de um medicamento através de “líderes de opinião” antes que qualquer EC tenha sido finalizado, apontando para os problemas éticos enfrentados no contexto de mercantilização da saúde.

Artigo: http://horizontes.revues.org/1450
Publicado por: Andressa Maciel, Ana Flavia Sagramento e Arthur Souza.

Diversidade microbiana marinha é fonte para inovações na indústria farmacêutica

Os oceanos cobrem mais de 70% do nosso planeta. O estudo de tamanha biodiversidade tem o potencial de gerar importantes avanços na área de farmacologia. Entretanto, os recursos naturais marinhos só passaram a ser objeto de pesquisa nas últimas décadas, com o surgimento das técnicas de mergulho autônomo e de robôs que podem atingir grandes profundidades, viabilizando a coleta de organismos no fundo do mar. Assim, os oceanos passaram a ser investigados de forma mais sistemática pelos grupos que estudam produtos naturais e seu potencial terapêutico. "No começo deste século, a descoberta de compostos de invertebrados que vivem no oceano em microrganismos simbiontes ou isolados em sedimentos do assoalho marinho, a possibilidade de cultivo desses microrganismos e o reconhecimento de uma diversidade microbiana inestimável associada ao ambiente marinho surgem como uma resposta a uma demanda crescente por inovação terapêutica, principalmente para o câncer e doenças infecciosas", salienta Leticia Veras Costa Lotufo, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB/USP).

Foi especialmente a partir da década de 1950 que cresceu o interesse de pesquisadores brasileiros pela complexa química dos organismos marinhos. O potencial farmacológico foi uma consequência natural dessas investigações. "Logo de início foram descobertas substâncias de uma esponja do Caribe, Cryptotethya crypta, que apresentaram potente atividade antitumoral e antiviral. Essas pesquisas resultaram no desenvolvimento do ARA-A e o ARA-C. O primeiro é um antiviral utilizado para tratar infecções causadas pelo vírus da herpes, e que posteriormente passou a ser utilizado para tratar pacientes infectados com o vírus HIV. Já o ARA-C é usado no tratamento da leucemia", explica Roberto Gomes de Souza Berlinck, professor do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC/USP).

Na costa Brasileira, a pesquisadora desenvolve estudos sobre o potencial biotecnológico de bactérias do litoral brasileiro. "Nosso foco é a microbiota associada a invertebrados produtores de substâncias bioativas e, paralelamente, estamos estreando os estudos com os microrganismos associados ao sedimento marinho", conta. "O estudo químico e farmacológico levou ao isolamento de moléculas com potencial anticâncer que se encontram em diferentes fases do processo de caracterização de seu mecanismo de ação. Mais recentemente, novas estratégias de prospecção foram incorporadas, incluindo estudos para maximizar o isolamento de substâncias bioativas inéditas, além de possibilitar a compreensão da complexa interação microbioma-hospedeiro e seu papel no funcionamento dos ecossistemas", diz Lotufo. 

Publicado por: Andressa Maciel, Ana Flávia Sacramento e Arthur Souza.

Mais informações: http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252017000100004&script=sci_arttext&tlng=pt

Comparação entre técnicas de granulação via úmida: leito fluidizado x alto cisalhamento.

            A granulação pode ser realizada por diferentes tecnologias as quais se diferenciam essencialmente nas metodologias utilizadas e,...