17 de junho de 2011

Por que o uso racional de medicamentos deve ser uma prioridade?

A Organização Mundial de Saúde diz que há uso racional de medicamentos quando pacientes recebem medicamentos apropriados para suas condições clínicas, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade. Porém, o que se observa, mostra uma realidade bastante diferente. Pelo menos 35% dos medicamentos adquiridos no Brasil são feitos através de automedicação. Os medicamentos respondem por 27% das intoxicações no Brasil e 16% dos casos de morte por intoxicações são causados por medicamentos. Além disso, 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou usados inadequadamente, e os hospitais gastam de 15 a 20% de seus orçamentos para lidar com as complicações causadas pelo mau uso dos mesmos. A proposta de alívio imediato do sofrimento, como em um passe de mágica, é um apelo atraente, mas tem seu preço. Este preço nem sempre se restringe ao desembolso financeiro e pode ser descontado na própria saúde. Os requisitos para o uso racional de medicamentos são muito complexos e envolvem uma série de variáveis, em um encadeamento lógico. Para que sejam cumpridos, devem contar com a participação de diversos atores sociais: pacientes, profissionais de saúde, legisladores, formuladores de políticas públicas, indústria, comércio, governo.

Medidas para promover o uso racional de medicamentos

De acordo com a definição do uso racional de medicamentos proposta pela Política Nacional de Medicamentos, os requisitos para a sua promoção são muito complexos e envolvem uma série de variáveis, em um encadeamento lógico. Para que sejam cumpridos, devem contar com a participação de diversos atores sociais: pacientes, profissionais de saúde, legisladores, formuladores de políticas públicas, indústria, comércio, governo.

Preocupado com este grave problema de saúde pública, o Ministério da Saúde do Brasil criou o Comitê Nacional para a Promoção do Uso Racional de Medicamentos por meio da Portaria nº 427/07, o que vem a atender uma recomendação da OMS. O Comitê desenvolverá ações estratégicas para ampliar o acesso da população à assistência farmacêutica e para melhorar a qualidade e segurança na utilização dos medicamentos.

De uma maneira geral, as soluções propostas para reverter ou minimizar este quadro devem passar pela educação e informação da população, maior controle na venda com e sem prescrição médica, melhor acesso aos serviços de saúde, adoção de critérios éticos para a promoção de medicamentos, retirada do mercado de numerosas especialidades farmacêuticas carentes de eficácia ou de segurança e incentivo à adoção de terapêuticas não medicamentosas.

fonte: http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232008000700023

14 de junho de 2011

Ensaios de pré-formulação com excipientes utilizados na elaboração de cápsula de Sibutramina


De acordo com Ferreira (2002) 'principios ativos identicos quando manipulados com excipientes diferentes tem velocidade de dissolução variáveis, diferença de biodisponibilidade que podem impedir o efeito farmacológico' por isso farmácias de manipulação usam os mesmos excipientes usados nos medicamentos industrializados de referência. A sibutramina é um fármaco muito usado para o tratamento da obesidade e contem na sua formulação lactose, celulose microcristalina, dioxido de silicio coloidal e estearato de magnésio.
O material da pesquisa foi: lactose monoidratada (lote 04080864- Pharma Nostra), celulose microcristalina (lote 05050316B - Phama Nostra), estearato de magnésio (lote 200510252 - Henrifarma) e aerosil (lote YA41163- Pharma Special)
A cominuição da lactose e do estearato de magnésio foi obtida por trituração em gral de porcelana com pistilo, seguida da determinação da granulometria com auxilio de um vibrador mecânico procurando padronizar o tamanho das particulas em 150nm
A mistura dos excipientes para cada um dos ensaios foi efetuada por espatulação geométrica e avaliadas pelas seguintes determinações:
Densidade Aparente (DA): determinada pela leitura do volume aparente apos tranferencia de 3g de amostra para proveta graduada de 10mL
Densidade Compactada (DC): determinada pela leitura do volume da proveta de 10mL apos 20 batidas de igual força em superfície lisa
Fator de Hausner (FH): determinado pelo quociente entre as densidades compactada e aparente
Ao analisar os ensaios concluiu-se que apesar de todos os valores de Fator de Hausner estarem acime de 1,24, limite máximo de bom fluxo, todos se encontraram na faixa compreendida entra 1,25 e 1,50, passível de correção de fluxo pela adição de agentes deslizantes.
A participação dos excipientes no estudo está dentro do preconizado por Ferreira (2002) para uma mistura:
-Concentração de lactose como diluente de 65 até 85%
-Concentração de celulose microcristalina como agente antiaderente ou lubrificante entre 5 e 20%
-Concentração do estearato de magnésio como lubrificante entre 0.25% a 2%
-O aerosil como dessecante em contração mínima e fixa de 0,1%
Apartir dos resultados obtidos pode-se concluir que:
-A lactose não influenciou a densidade aparente, densidade compactada e o Fator de Hausner;
-Ocorreu uma tendência de redução do Fator de Hausner com aumento de concentração do estearato de magnésio e celulose microcristalina;
-Tendência similar também foi observada em relação a concentração de celulose microcristalina sobre a densidade compactada;
-A combinação de excipientes 25% de celulose microcristalina e 1,125% de estearato de magnésio resultou em um fator de Hausner mais próximo do esperado.

13 de junho de 2011

O Investimento brasileiro em pesquisas para produção de novos fármacos ainda é pequena

A produção de medicamentos no Brasil tem aumentado nos últimos anos, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica, o investimento em pesquisa e desenvolvimento de fármacos continua incipiente. Os recursos para pesquisa provêm basicamente das agências federal e estaduais de fomento, embora alguns laboratórios privados comecem a apostar em parcerias com as universidades, o que poderá minimizar a defasagem do Brasil em relação a outros países, quanto aos investimentos privados em Pesquisa e Desenvolvimento. Alguns indícios fazem crer que o investimento em pesquisa de fármacos está crescendo no país. Uma das dificuldades, porém, para avaliar quantitativa e qualitativamente esse investimento é a própria falta de dados sistematizados específicos para o setor.
Investimento do CNPq em Bolsas e Formento à Pesquisa, de 1998 a 2000.


Fonte: Farmacos: dependência e inovação.

Medicamentos favoráveis a granulação

Os medicamentos favoráveis a granulação são utilizados nos tratamento de feridas. São conhecidos como ácidos graxos essenciais (AGE), que são precursores de substâncias farmacêuticas ativas, envolvidas no processo de diferenciação epidérmica e divisão celular. Os medicamentos favoráveis a granulação mais conhecidos no tratamento de feridas são o ácido linoléico, ácido linoléico associado a lanolina e o ácido ricinoléico derivado do óleo de mamona. Estes medicamentos favoráveis a granulação possuem ações diferentes, porém realizam a mesma função.


Continua..

Quanto ganha o farmacêutico no Brasil ?

Para fins de curiosidade posto um link com informações sobre o salário do farmacêutico em diversos estados no Brasil.

Link
Piso Salarial por Estado
Piso Salarial por Categoria

fonte: www.pfarma.com.br

11 de junho de 2011

BOAS PRÁTICAS DE PESQUISA DE FARMACOLOGIA CLÍNICA

Em toda pesquisa de Farmacologia Clínica deverá prevalecer o bem estar individual das pessoas submetidas a estudo, acima dos interesses da ciência e da comunidade.
A realização de pesquisas em Farmacologia Clínica deve ser conduzida com estrita observação dos princípios científicos reconhecidos e com escrupuloso respeito pela integridade física e psíquica dos indivíduos envolvidos.
As pesquisas clínicas deverão ser precedidas por estudos pré-clínicos, podendo-se começar as pesquisas em Farmacologia Clínica no momento em que os resultados de tais estudos permitam inferir que os riscos para a saúde das pessoas envolvidas sejam previsíveis e não significativos. As pesquisas em Farmacologia Clínica poderão incluir pessoas sadias e enfermas.
Os custos provenientes da pesquisa clínica serão custeados pelo patrocinador, se houver, ou pelo grupo pesquisador.

fonte: http://www.boaspraticasfarmaceuticas.com.br/includes/Boasprat.pdf

9 de junho de 2011

A tecnologia pode contribuir para o aprendizado?

Como os estudantes aprendem hoje? O que nós podemos fazer para qualificar o ensino? De que maneira podemos utilizar as novas tecnologias de informação para melhorar o processo de ensino-aprendizagem?
Vale a pena conferir o vídeo abaixo. O vídeo faz uma reflexão sobre o ensino nos dias de hoje e apresenta de forma simples e direta alguns indicativos de respostas a estes questionamentos.....

8 de junho de 2011

Novas metodologias de ensino no VII Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Farmácia

As atividades do VII Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Farmácia, tiveram sua continuidade com 3 cursos versando sobre as “Metodologias de ensino que contribuem para a atuação multiprofissional”.

As apresentações demonstraram diversos e bons exemplos de práticas (estudos de casos, simulações e problematização) que vem sendo desenvolvidas, nas diversas Universidades aqui representadas, e com grande sucesso. Atividades estas que tem contribuindo para fortalecer e ampliar o reconhecimento da profissão farmacêutica no contexto da saúde.

As discussões que se seguiram após as apresentações, foram em sua maioria, focadas em como conseguir implementar estas novas metodologias de ensino na prática docente diária. Ou melhor, de que maneira podemos fazer com que os docentes se engajem nestas novas e desafiadoras propostas de trabalho? Como realizar a observação da realidade, vincular com os pontos chaves, as diversas teorias e hipóteses e ainda aplicá-las na realidade? Além, ainda, da necessidade de incluir temas como ética e humanização e aplicá-las nas disciplinas e práticas diárias.

Sabe-se que muitas das dificuldades encontradas passam por problemas institucionais, problemas na formação pedagógica dos docentes e ainda na própria resistência dos discentes em aceitar estas novas metodologias, em que estes passam a ser protagonistas ao invés de meros espectadores.

Entretanto, mesmo diante destes desafios na implementação das novas metodologias, vislumbramos grandes oportunidades, que podem e farão diferença na formação dos farmacêuticos.

Começa a VII Conferência Nacional de Educação Farmacêutica


Neste dia 08 de junho, inicia a VII Conferência Nacional de Educação Farmacêutica e o VII Encontro Nacional de Coordenadores de Curso de Farmácia, cujo tema é Educação Farmacêutica: humanizar, integrar e qualificar.

Será um momento importante de discussão do andamento da educação farmacêutica e de discussão do quase 10 anos de currículo generalista.

O Blog Farmacotécnico está presente no evento, por meio do coordenador do curso de Farmácia da UCPel e editor do Blog, Fabian Primo. Teremos a possibilidade, por meio do Blog, de nos manteremos todos informados do andamento das discussões aqui propostas e realizadas.

O primeiro curso está sendo ministrado pelo professor Geraldo Aécio, cujo tema é o Planejamento acadêmico.

Aguardem novas informações.

7 de junho de 2011

Validação de limpeza de equipamentos de formas farmacêuticas sólidas

A validação de limpeza de equipamentos usados na indústria farmacêutica é muito importante pois garante que resíduos de medicamentos ja fabricados não contaminem outros produtos, mesmo após a limpeza.
No artigo a seguir é feita a análise de comprimidos de mebendazol, que possuem baixa solubilidade o que dificulta a limpeza dos equipamentos. Este caso, demonstra a importância da validação de limpeza para não comprometer outras fórmulas feitas nos mesmos equipamentos.

link:http://www.revbrasfarm.org.br/pdf/2006/N22006/pag_35a41_VALIDACAO.pdf

Estratégia para a validação do sistema de tratamento de água de uma indústria farmacêutica.

O artigo do link abaixo apresenta a validação do processo de tratamento de água purificada e água para injetáveis de uma indústria farmacêutica, etapa crítica do processo de produção de formas líquidas, semi-sólidas , sólidas e injetáveis de pequenos e grandes volumes.

Link: http://www.revbrasfarm.org.br/edicoes/pdf/2004/V85_N3_2004/pag_85a88.pdf

6 de junho de 2011

MISTURA EUTÉTICA

A origem vem do grego EUTEKOS, que significa de fácil fusão. É uma mistura de elementos ou compostos sólidos e distintos que se comportam como se fossem uma substância pura e onde o ponto de fusão ocorre em temperatura constante até que o componente mais volátil seja totalmente descristalizado.

Como exemplo mais comum temos o grupo das ligas metálicas, que pode ser a liga de bronze, que é a fusão de cobre e estanho e são utilizados na fabricação de moedas.


* A mistura continua sólida e a temperatura continua aumentando

* Estado sólido e líquido mantendo a temperatura durante a mudança de estado (fusão)

* Estado líquido e a temperatura esta aumentando

* Estado líquido e vapor sem manter a temperatura constante durante a vaporização.

* Estado de vapor e Vai aumentando a temperatura.


Fonte: infoescola.com/quimica

5 de junho de 2011

Falha no processo de desenvolvimento de novos fármacos

O desenvolvimento de uma nova droga a partir da pesquisa básica pode ser uma atividade complexa, que envolve alto custo e exige grande tempo de maturação. Para produzir uma droga bem sucedida, podem ser necessários milhares de possíveis compostos e sucessivas seleções, baseadas nas propriedades bioquímicas, na segurança, no desempenho clínico e em considerações do mercado.

A comunidade de pesquisa pública, as universidades e os institutos, estão ligadas diretamente as fases iniciais da pesquisa básica da descoberta de drogas. O know–how, a infra-estrutura e a capacidade de gerenciamento para levar essas descobertas através do processo de desenvolvimento ficam concentrados no setor Privado. Assim, o desenvolvimento final das drogas é conduzido em grande parte pela indústria privada e segundo suas próprias prioridades. Entre estas prioridades estão os lucros, geralmente levando a uma negligência das necessidades terapêuticas básicas de populações pobres, pois não ocorre desenvolvimento de novas drogas onde não haverá retorno lucrativo.

A figura a seguir ilustra alguns problemas:

Fonte: http://www.sbpcnet.org.br/livro/56ra/banco_conf_simp/textos/MaGracasHenriques.htm

Prêmio Top Blog 2011

O Blog Farmacotécnico está participando mais uma vez do Prêmio Top Blog 2011!

Agora, conto com o auxílio de vocês leitores para emplacarmos juntos essa conquista!

No ano passado o Blog Farmacotécnico ficou entre os 100 melhores blogs de saúde do país. Uma conquista que só foi possível com o apoio de todos vocês que acompanham o blog. Um grande presente para um blogueiro!

O período de votação do PRIMEIRO TURNO pelo Júri Popular (Internautas) teve início no dia 20 de maio e vai até o dia 11 de outubro de 2011.

No primeiro turno quem seleciona e indica por meio de voto eletrônico é o internauta representando o Júri popular. Nesta fase são selecionados os TOP100 (Cem Blogs em cada grupo e categoria que receberem o maior número de votos).
O período de votação do SEGUNDO TURNO pelo Júri Popular (Internauta) e avaliação pelo Júri Acadêmico é do dia 22/10/2011 até 22/11/2011.

No Segundo Turno somente participam da eleição os eleitos TOP100, “BLOGS MAIS VOTADOS” e os “BLOGS INDICADOS” pelos Membros do Conselho Acadêmico (em cada grupo e categoria).



Para tanto, contamos mais uma vez com a colaboração de todos nesta caminhada. Basta clicar no banner do concurso e confirmar o voto no seu email. É simples e rápido.

Cada passo conquistado rumo ao PRIMEIRO LUGAR será comemorado aqui e, se a gente chegar lá, prepararemos uma surpresa especial para todos vocês!


3 de junho de 2011

Obtenção de comprimidos contendo cálcio de conchas de ostras: pré-formulação e liodisponibilidade comparativa



A osteoporose é uma donça multifatorial que atinge um grande número de pessoas em todo o mundo. O pó da concha de ostra, fonte de cálcio, aparece como oportunidade de utilizar os recursos naturais da região litorânea brasileira para suplementação alimentar da população. Dos suplementos de cálcio disponiveis comercialmente, o carbonato de cálcio possui a maior proporção (40%) de cálcio. O pó da concha de ostras se mostrou bastante eficaz como suplemento mineral de cálcio, possuindo elevado teor de carbonato de cálcio. As conchas foram coletadas na região litorânea da cidade de Recife. A análise da composição química do pó da concha foi obtida por comparação com outras matérias-primas encontradas no mercado determinando o teor de cálcio e de outros componentes por meio da espectrofotometria de absorção atômica. Foi feita a análise micrométrica para avaliação da distribuição granulométrica, que mostrou-se semelhante entre as amostras, e para determinar o diametro médio das partículas, das quais quase 50% apresentavam diametro médio de 105-210 micrometros.



Para o desenvolvimento dos comprimidos foram feitos ensaio preliminares de bancada para eleição qualitativa dos excipientes e depois foi feito um plano quantitativo. Os comprimidos foram obtidos por meio da via úmida porque foi visto que o pó tem baixa propriedade de fluxo e baixa compressibilidade. A compressão foi feita em lotes de bancada de 500g em máquina excêntrica usando punção oblongo. Utilizou-se para granulação solução alcoolica de polivinilpirrodilona e talco como lubrificante obtendo assim bons resultados. A adição de glicolato de amido sódico facilitou a desintegração do comprimido.



A qualidade dos comprimidos foi avaliada conforma a Farmacopéia Brasileira IV quanto ao peso médio, dureza, friabilidade, à desintegração, ao teor e a dissolução.



O lote da bancada com os melhores resultados de qualidade foram submetidos à liodisponibilidade comparativa com o produto de referência Os-cal e apresentaram um perfil de dissolução de qualidade semelhante ao produto de referência. Com isso, permite-se afirmar que o produto desenvolvido apresenta qualidade satisfatória e poderá contribuir para o maior acesso da população a uma fonte de cálcio proveniente da biodiversidade litorânea brasileira.









31 de maio de 2011

Conheça a nova Resolução de Boas Práticas Farmacêuticas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou em agosto de 2009 uma resolução contendo novas regras de funcionamento para as farmácias. Segundo o documento, os medicamentos não poderão mais ficar ao alcance dos clientes, incluindo os produtos isentos de prescrição médica (que podem ser comprados sem apresentação da receita do médico).

A resolução também define quais alimentos poderão ser vendidos nas farmácias, quais serviços poderão ser prestados e orienta sobre a realização da venda por meios remotos (telefone e internet). “O estabelecimento farmacêutico no país tem um desvio sério” afirmou o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello. “Já encontrei, no Rio Grande do Norte uma farmácia que vendia bebida alcoólica.”

Em 2007, 30% das intoxicações no país foram causadas por medicamentos . Na cidade de São Paulo, no mesmo ano, de 600 casos de intoxicação por medicamentos, 150 foram causadas por medicamentos isentos de prescrição, segundo a Anvisa.

A venda de alimentos nas farmácias “banaliza o ambiente da farmácia atraindo o paciente para dentro dela”, disse Raposo. “Ao entrar na farmácia [para comprar alimentos], muitas vezes, o consumidor é seduzido para levar um medicamento, uma vitamina”, afirmou.

Ainda segundo a resolução, será permitida a venda de alimentos para fins especiais (para dietas com restrições de sódio ou de nutrientes, por exemplo), alimentos para grupos populacionais específicos (como idosos e gestantes), suplementos vitamínicos e/ou minerais, mel, própolis, geléia real e alguns tipos de alimentos comercializados sob a forma de tabletes, saches ou similares.

Entre os serviços que poderão ser prestados pelas farmácias, o farmacêutico poderá monitorar a pressão arterial e a temperatura corporal, administrar medicamentos injetáveis e inalatórios e realizar o atendimento domiciliar.

De acordo com o texto, continua permitida a venda de plantas medicinais, drogas vegetais, essências florais empregadas em floralterapia, cosméticos, perfumes, produtos de higiene pessoal, produtos médicos e para diagnóstico, mamadeiras, chupetas, bicos e protetores de mamilos, lixas de unha, cortadores de unhas e similares.

A resolução prevê 180 dias para as farmácias se adequarem às normas normas. As multas para quem descumpri-las variam entre R$ 2 mil até R$ 1,5 milhões.

Fonte: http://saudeweb.com.br/12932/conheca-a-nova-resolucao-de-boas-praticas-farmaceuticas/

Victoria e Camila

GRANULADOR POR VIA SECA




Instalação típica:(1) compactadora(2) moinho granulador(3) peneira

A granulação por via seca ou por compactação é um processo contínuo e idêntico ao da briquetagem (veja “briquetadoras”). A única diferença entre uma compactadora e uma briquetadora está na forma construtiva de seus respectivos rolos.
Enquanto na briquetadora as superfícies laterais dos rolos apresentam cavidades para formar os briquetes, na compactadora essas superfícies são lisas ou com ranhuras paralelas ao eixo de cada rolo.
Em vez de briquetes são então produzidas placas finas que são em seguida submetidas a uma moagem ou granulação, seguida de peneiramento para classificação dos grânulos.

GRANULAÇÃO


A granulação tem por objetivo transformar partículas de pós cristalinos ou amorfos em agregados sólidos de resistência e porosidade variadas. Em comparação a uma simples mistura
de pós, o granulado apresenta algumas vantagens:
• melhor conservação da homogeneidade de distribuição dos componentes e das fases granulométricas;
• maior densidade;
• facilidade superior de escoamento;
• maior reprodutibilidade em medições volumétricas;
• maior compressibilidade; e
• resistência mecânica superior (LE HIR, 1997).
O granulado ideal deve apresentar forma e cor as mais regulares possíveis, estreito grau de
distribuição granulométrica, menos que 10 % de partículas primárias livres ou aglomerados de baixa granulometria, boa fluidez, suficiente resistência mecânica, determinado grau de umidade, não inferior a 3 %, e solubilidade em água ou fluidos biológicos.


Túnel do Tempo

No período compreendido entre os séculos XIX e XX, os antigos boticários realizavam visitas às localidades desprovidas de médicos e levavam consigo uma farmácia portátil, conforme a imagem ilustrada acima.
Uma relíquia que hoje ainda pode ser encontrada nos museus da farmácia espalhados no país e no mundo. Importantes iniciativas para divulgar a história da farmácia.

28 de maio de 2011

Validação de transporte de produtos com temperatura controlada

A Anvisa define que transportadora de medicamentos é a empresa que realiza o transporte de produtos farmacêuticos ou farmoquímicos, com veículos próprios ou de terceiros, sob sua responsabilidade.
A validação do transporte de medicamentos é importantíssima, principalmente quando tratamos de produtos sensíveis à temperatura e umidade, pois esses medicamentos podem ter suas propriedades farmacotécnicas e farmacodinâmicas alteradas.
Na validação deve ser criado um protocolo contendo especificações e tipos de testes,
metodologias e critérios de aceitação.
Poderemos encontrar resultados insatisfatórios quando os medicamentos passam por
longas viagens, como acontece quando estes vem de outros países, mesmo quando o
medicamento é transportado por via aérea.
Portanto, tratando-se de transporte de medicamentos, as áreas de garantia de qualidade e validação devem estar preparadas para desafios, pois diferentemente da validação de processo onde os parâmetros e o processo são relativamente constantes,
na validação de transporte os parâmetros principais, tais como tempo, umidade e temperatura são quase imprevisíveis.

Fonte: pharmaster

27 de maio de 2011

Estudos de pré-formulação de Hidroclorotiazida em diferentes excipientes

Esse artigo tem como objetivo estudar a influência dos excipientes: Gelucire 53/13 (GL), Polietilenoglicol 4000 e 6000 (PEG4000 e PEG6000) no fármaco Hidroclorotiazida (HCTZ).


Estudo de solubilidade, análise calorimétrica diferencial (DSC) e varredura em infravermelho (FT-IR) foram feitos para as misturas e dispersões sólidas nas proporções de 1:5, 1:8 e 1:10 de HCTZ com os excipientes estudados.


Teste de Solubilidade: prepararam-se soluções saturadas com cada excipiente, HCTZ, misturas e dispersões sólidas do fármaco e analizou-se em espectrofotômetro 271nm


DSC: fez-se varredura entre zero e 400°C das amostras de HCTZ, PEG4000 e PEG6000, misturas e dispersões sólidas com PEG4000 e PEG6000.


FT-IR: as amostras foram analizadas em espectrofotômetro de infravermelho de 5000 a 400nm para HCTZ, PEG4000 e PEG6000, bem como para as misturas e dispersões 1:10 dos mesmos


Os testes de solubilidade mostraram que o PEG aumentou a solubilidade de HCTZ em água enquanto que o GL diminue.


Provavelmente, no GL ocorreu a formação de cristais grandes do fármaco após o congelamento o que acabou dificultando a sua solubilidade em água.


As análises em DSC revelaram que houve dissolução do fármaco no PEG, evidenciado pela omissão do pico de fusão da HCTZ. A possilibidade de interações químicas foi descartada por que a varredura em FT-IR não mostrou picos característicos de um novo composto.


A solubilidade da HCTZ foi otimizada pela dispersão em PEG e por isso esse é um interessante veículo para uma nova formulação.






FONTE: USP

26 de maio de 2011

Avaliação das propriedades de fluxo dos granulados e dissolução de comprimidos de hidroclorotiazida 50 mg obtidos por granulação úmida

O processo de granulação úmida ainda encontra larga aplicabilidade junto à moderna indústria farmacêutica para a produção de comprimidos, pois elimina alguns dos principais problemas atribuídos à compressão direta: a tendência de segregação e as baixas propriedades de fluxo dos pós durante o processo. O presente trabalho avalia e compara através de estudos micromeríticos e análise estatística as características de fluxo de granulados destinados ao desenvolvimento de comprimidos de hidroclorotiazida 50 mg. Foram testados três aglutinantes (pasta de amido e as dispersões aquosas, preparadas a frio, de amido pré-gelatinizado e povidone). Avaliou-se ainda a compatibilidade entre o fármaco e os excipientes empregados, através de estudos termoanalíticos (DSC), e a influência da adição extragranular do superdesintegrante crospovidone nos valores de eficiência de dissolução (%ED) dos comprimidos obtidos. Os granulados obtidos apresentaram propriedades de fluxo e compressibilidade boas a excelentes, caracterizadas por: valores de índice de compressibilidade situados entre 5 e 15; proporções de Hausner inferiores a 1,25 e ângulos de repouso entre 30 e 35º. A adição de crospovidone não incrementou os valores de %ED das formulações desenvolvidas, nas condições experimentais empregadas, ainda que tenha reduzido, de forma pouco significativa, os tempos de desintegração das formulações.

Continuação..

Teste de dissolução para avaliação de liberação de glibenclamida em comprimidos

A glibenclamida (GLIB) ou gliburida, é um hipoglicemiante oral de segunda geração, da classe das sulfoniluréias, usado sob a forma de comprimidos para tratamento do diabetes mellitus. Variações no tratamento podem ocorrer, devido à baixa solubilidade do fármaco em comprimidos. A comparação de várias formulações de comprimidos piloto com comprimidos do medicamento referência (Daonil®, glibenclamida 5 mg comprimidos, Aventis Pharma Ltda.) foi avaliada por meio do desenvolvimento de um teste de dissolução sem adição de solventes orgânicos ou tensoativos no meio, que mostrou ser discriminativo para as diferentes formulações farmacêuticas propostas. A quantificação de GLIB foi realizada por meio de cromatografia líquida de alta eficiência em fase reversa (CLAE-FR), método previamente validado. A partir de vários ensaios de perfil de dissolução testados comparativamente àquele de comprimidos do medicamento referência, verificou-se o potencial de determinada formulação proposta (f1 4,04 and f2 69,35) como candidata a medicamento genérico no mercado brasileiro.


Mais


Postado por: Aline, Matheus e Vinícius

25 de maio de 2011

Tem início o FCE PHARMA e o FCE COSMETIQUE

Uma das principais feiras do segmento farmacêutico e cosmético da América Latina, as FCEs Pharma e Cosmetique chegam à 16ª edição com 600 expositores nacionais e internacionais, vindos de mais de 11 países, como Alemanha, Argentina, China, Coréia do Sul, Espanha, França, EUA, Itália, Índia, Panamá e Suíça.

Na feira de negócios voltada aos setores farmacêutico e cosmético trazem mais de 600 marcas entre os dias 24 a 26 de maio ao Transamerica Expo Center.

O mercado de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos movimentou R$ 27,3 bilhões (ABIHPEC), enquanto o setor farmacêutico brasileiro vendeu R$ 36,2 bilhões (IMS Health). Juntos, os dois segmentos movimentaram mais de R$ 63,5 bilhões no ano passado.

Com três pavilhões internacionais, os espaços chinês, francês e indiano, a expectativa de público é de superar a marca de 25 mil visitantes em 2010. Promovidas pela NürnbergMesse Brasil, as FCEs têm espaço de 30 mil m², e serão realizadas em paralelo ao 25º Congresso Brasileiro de Cosmetologia, realizado pela Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC), e o Pharma Congress – 9º Congresso Técnico-Científico de Atualização Farmacêutica


Os editores do Blog Farmacotécnico se fazem presentes no evento, com o intuito de verificar o que há de mais inovador, tecnológico e diferenciado na cadeia produtiva dos dois setores. E certamente nos próximos posts, serão apontados diversos assuntos de forma a compartilhar o que verificarmos de novidade na feira.

22 de maio de 2011

O desenvolvimento de medicamentos a partir de plantas brasileiras

O Brasil possui a maior biodiversidade do mundo, abrangendo animais, plantas, microorganismos, pássaros, insetos... Em função desta biodiversidade se utiliza as plantas que possuem efeitos medicinais, o interesse pelos estudos das propriedades medicinais das plantas, vem sendo muito explorado tanto pelos pesquisadores brasileiros, quanto pela indústria farmacêutica, que possui um grande interesse em desenvolver novos medicamentos. Os medicamentos derivados de plantas, são conhecidos como fitoterápicos ou fitomedicamentos, estes ganharam grande espaço no mundo principalmente nos países desenvolvidos como Europa e Estados Unidos. Os fitoterápicos são utilizados na terapêutica moderna, além de terem um papel importante para síntese de algumas moléculas mais complexas. Cerca de 30% dos medicamentos disponíveis na terapêutica, são derivados direta ou indiretamente de produtos naturais, notadamente das plantas. Em algumas doenças como o câncer, os fitomedicamentos, são muito utilizados, cerca de 60%. O Brasil é líder absoluto das publicações internacionais na área de plantas na América Latina (41,6%). Com esse enorme progresso na área de pesquisa de fitoterápicos, observa-se que o Brasil possui grande interesse pelas indústrias farmacêuticas nacionais, querendo estabelecer parcerias com universidades e centros de pesquisa com o objetivo de desenvolver fitomedicamentos com comprovação científica, garantindo eficácia, segurança e qualidade, baseando-se em estudos pré-clínicos e clínicos, conforme estabelecido na RDC ANVISA48/2004. Foi desenvolvido no Brasil, um antiinflamatório tópico Acheflan® (Laboratório Aché), produzido a partir da planta Cordia verbenácea, registrado na ANVISA em 2004, mas lançado no mercado em 2005. Desde o seu lançamento, é o mais prescrito pelos médicos.


Mais informações em: http://www.gmbahia.ufba.br/index.php/gmbahia/article/view/269

Fonte: Gazeta Médica da Bahia

20 de maio de 2011

Pré-Formulação

Cada substância tem características físicas e químicas que devem ser analisadas antes do desenvolvimento de uma formulação farmacêutica e isso é o processo de pré-formulação, entre essas características encontram-se:
Solubilidade: independente da via de administração o fármaco deve ter solubilidade em água, mesmo que mínima, para que ocorra a absorção e a resposta terapêutica
Coeficiente de Partição: o coeficiente de partição de um fármaco é a medida de sua distribuição em um sistema hidrofílico-lipofílico e indica a sua capacidade de penetrar em sistemas biológicos multifásicos.
Velocidade de Dissolução: é a velocidade pla qual uma substância de dissolve em um meio. Os dados de velocidade de dissolução constante de dissolução e coeficiente de partição fornecem um indicativo sobre o potencial de absorção do fármaco
Forma Física: reduzindo o tamanho da particula aumenta a área superficial de um fármaco e com isso facilita a solubilização do mesmo, aumentando a velocidade de dissolução.
Estabilidade: estabilidade física e química de uma única substância quando combinada com outros componentes da formulação é essencial para a preparação bem sucedida de um medicamento.


16 de maio de 2011

Entendendo a pesquisa e o desenvolvimento dos medicamentos

Segundo Dr. Paulo Roberto G. Santos, chefe do setor de farmacovigilancia da Fundação Instituto Osvaldo Cruz, o processo inicia-se pela PESQUISA BÁSICA, fase de descoberta, está consiste na análise ou na síntese de novos compostos que mostrem eficácia no combate de alguma patologia. A PESQUISA PRÉ-CLÍNICA,consiste na continuação da investigação aos fármacos que apresentarem atividade terapêutica, passando então aos ensaios pré-clínicos, ou fase de pré-desenvolvimento. Nesta fase são checados os parâmetros de segurança e de eficácia por meio de estudos de toxicidade e de atividade in vitro e in vivo. Também são avaliadas a dose e a apresentação farmacêutica durante a fase pré-clínica por produzirem variações importantes de toxicidade e de atividade.

PESQUISA CLÍNICA, fase de desenvolvimento de medicamentos, consiste em submeter os novos compostos a ensaios clínicos para avaliar a segurança e a eficácia do produto em seres humanos. Estes ensaios clínicos são divididos em três etapas consecutivas que representam o estágio de desenvolvimento propriamente dito, e uma quarta fase, denominada Farmacovigilância, na qual o medicamento continua sendo avaliado após o registro e o lançamento.

- Farmacovigilância ou Pesquisa Pós-Comercialização. A farmacovigilância é uma atividade que permite, durante a etapa de uso comercial em larga escala, uma observação da segurança real do medicamento e assim, detectar efeitos adversos não previstos nas etapas previas ao seu lançamento no mercado, assim a farmacovigilância garante ao consumidor, medicamentos mais seguros comercializados nas drogarias.

Fonte: Portal Farmacêutico Virtual



15 de maio de 2011

Prescrição e preparo de medicamentos sem formulação adequada para crianças: um estudo de base hospitalar

Este trabalho teve como objetivo identificar medicamentos cuja forma ou formulação farmacêutica representa um problema em pediatria (Medicamento Problema - MP), bem como analisar as estratégias empregadas pelos médicos, para sua utilização nas crianças e os riscos envolvidos. Trata-se de um estudo descritivo, que tem como base um inquérito com pediatras de um hospital de referência do SUS em Fortaleza-Ceará, conduzido para identificação dos MPs em julho-agosto de 2004; uma análise das prescrições contendo adaptação de formas sólidas e uma observação direta do preparo dos medicamentos, que foram conduzidas em dezembro de 2004 e janeiro de 2005, respectivamente. Os medicamentos foram agrupados pela classificação ATC e pelo cálculo de frequências das variáveis. Os pediatras (N=48, 98%) identificaram: 16 produtos sem forma injetável, 32 injetáveis necessários em concentrações menores e 30 MP sem formulação líquida para uso oral. Foram analisadas 89 prescrições contendo adaptação de formas sólidas, envolvendo 119 itens de medicamentos; todas continham inadequações, sendo a principal a partição de comprimidos. As doses prescritas corresponderam ao preconizado em 33,6% dos casos. Adaptações foram realizadas em local inadequado, por profissional não qualificado e sem as boas práticas. Concluindo, a carência de formulações apropriadas ao uso pediátrico repercute na prática médica e é agravada pela inexistência de condições adequadas para a manipulação de medicamentos por farmacêuticos, nos hospitais brasileiros.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-82502009000100007&lang=pt

Comparação entre técnicas de granulação via úmida: leito fluidizado x alto cisalhamento.

            A granulação pode ser realizada por diferentes tecnologias as quais se diferenciam essencialmente nas metodologias utilizadas e,...